O Playstation 2 foi uma das plataformas mais bem-servidas em termos de jogos. Só o sucessor, o Playstaion 1 (ou PSX) pode se comparar em termos de quantidade de títulos, e mesmo as grandes plataformas como o Mega Drive e o SNES ficam devendo quando colocadas em comparação. Tudo bem que quantidade de títulos não quer dizer qualidade, mas neste aspecto os consoles da Sony nunca pecaram: Muitos jogos foram lançados sim, mas muitas pérolas exclusivos, como é o caso de Gradius V.
A própria história do jogo é curiosa: Gradius é um shmup icônico da Konami desde sua primeira encarnação, em 1985, que tornou-se uma marca registrada da empresa e uma das franquias mais longas da empresa. Aparentemente, Gradius influenciou até R-Type, que é outro título icônico que saiu depois, e para muitas pessoas estes dois jogos são os que melhor definem o gênero "shmup horizontal". Após a versão de Gameboy Advance, que saiu em 2001, a última que foi feita totalmente dentro da Konami, alguma decisão fez com que a empresa terceirizasse o desenvolvimento do próximo título, que saíria para PS2. Os shmups de Dreamcast, como Border Down, Zero Gunner 2, Under Defeat, Gigawing e principalmente Ikaruga tornaram-se extremamente populares, e empresas como a Treasure (que foi formada por um time de desenvolvedores que saiu da Konami) mostraram-se muito competentes ao criar jogos deste tipo. Aproveitando o fato de que eles estavam todos com a "mão na massa" e, talvez, motivada por uma falta de interesse em desenvolver algo para a própria franquia, o desenvolvimento de Gradius V se deu pela Treasure e pela G.Rev, sendo apenas publicado pela Konami. Foi uma boa decisão? Quais foram os pontos positivos e negativos? É exatamente sobre isto que este texto fala!
Pontos positivos:
- Gradius V foi lançado! O principal ponto positivo é que, convenhamos, Gradius V tornou-se possível! Em uma época em que todo mundo queria jogar GTA Vice City, Burnout 3 e outros jogos que abusavam do 3D dos aparelhos, um shmup 2D talvez passasse despercebido. Eu mesmo já não esperava que saísse mais um título desta série, e foi uma grata surpresa.
- O jogo é muito bonito. A Treasure / G.Rev fez muito bem o serviço, aproveitando bem a capacidade do aparelho. É verdade que Gradius V lembra mu
ito um "Ikaruga horizontal" em termos de gráfico, com vários cenários abusando de maquinário metálico reluzente rodando pela tela, mas não vejo como um problema. Parece um jogo de Dreamcast com esteróides, mas enfim, isto é um elogio!
- Novos options! A Tresure é famosa por gostar de implementar novidades na jogabilidade, coisa que a Konami, mais conservadora, talvez tenha optado por nunca mexer muito em uma de suas séries mais antigas. Agora com o botão "R" do joypad, as naves possuem uma nova funcionalidade dos options, que adicionam uma função nova no jogo, dando mais replayability.
Tipo 1: Fixa os options, travando a movimentação da última posição deles, permitindo que o jogador "desenhe" uma formação da fileira de options na tela e congele a posição deles enquanto o botão R for pressionado.
Tipo 2: Direciona o tiro dos options. Eles continuam se movimentando, mas os tiros deles mudam de posição, permitindo que o jogador direcione fogo para algum alvo da tela.
Tipo 3: Afasta e aproxima a formação. Coloca os options ao lado da Vic Viper, aproximando e afastando eles quando R é pressionado, permitindo que o jogador espalhe os options pela tela, ou focalizando o tiro à frente.
Tipo 4: Formação giratória. Gira os options ao redor da Vic Viper, usando eles como defesa e ataque ao mesmo tempo.
- Dois jogadores!Gradius é um jogo que, tradicionalmente, permite um jogador apenas. Em Salamander e Gradius Gaiden é possível jogar duas pessoas ao mesmo tempo, mas em Gradius V é muito bom! O jogo é naturalmente difícil, e com dois jogadores fica mais tranquilo administrar a quantidade de inimigos da tela, o que foi uma adição muito bacana à fórmula, além do fato de que um jogador experiente pode "treinar" outro enquanto joga.
Modo 2 jogadores. Uma pena que a versão PS3 não tenha opção de 2 players online.
- Finalmente, alguma história é contada! Haviam alguns resquícios de história nos Gradius anteriores, nas versões de MSX e consoles, mas eram apenas algumas poucas cutscenes ou animações minimalistas. Em Gradius V há, sim, alguma história, contada com narração, um plot twist no final, animações e legendas. Não acho que história seja algo fundamental em um shmup, mas é muito legal quando há alguma.
Pontos Negativos:
- Level design meio pobre. As fases são meio tradicionais demais, iguais demais umas às outras, com poucos elementos que se destaquem. Como citei anteriormente, há muitos elementos mecânicos, muitas naves enormes que são invadidas, e acho que podiam ter ousado mais na criação. Não chega a estragar o jogo, mas Gradius era famoso por ter fases únicas, com estratégias específicas para vencer cada uma, e aqui o jogo acaba se resumindo apenas a atirar em tudo que se move, o que foi meio decepcionante.
Destroy the core! E são vários, viu. Vários mesmo!
- Onde estão os moais? Será que foram todos exterminados em Gradius IV? Ou é uma linha do tempo paralela, onde eles não existem? Ou será que a Tresure simplesmente esqueceu deles? Pois é, aqui não tem desculpa. Os moai são elementos recorrentes da série, sempre tem uma fase dedicada, que costuma ser uma das mais difíceis. São parte da estética de Gradius desde o primeiro jogo, não foi esquecido nem nos spinoffs, e em Gradius V não há qualquer sinal deles. Se foi mero esquecimento, sinto muito, mas a Treasure não fez o dever de casa e muita gente sentiu falta. Os moais são aquele inimigo que vc ama odiar, mas não se esquece dele, e respeita muito quando aparece no jogo.
Eles estão lá, dificultando nossa vida desde 1985. Por favor, não mexam nos nossos moais!
- O fim de uma era?Gradius teve mais uma encarnação no Nintendo Wii, de nome Gradius Rebirth, mas é mais um tributo (em especial aos jogos antigos da série) que uma continuação, ou seja, há muito tempo não se ouve falar de outro jogo da série. Parece que houve uma possível continuação planejada para PS3, mas foi engavetada, e até agora não há qualquer menção de que um novo título. Será o fim dos Gradius? Até o momento, parece que sim. Chega a ser difícil pensar porque a Konami abandonou o título e ignorou uma parcela significativa dos fãs. Para muitas pessoas, um Gradius VI seria uma compra instantânea. E aí, Konami? Acabou mesmo? Se alguém tiver a resposta, estamos ansiosos por ela.
Veredito: Nota 9,0
Não tem muito o que dizer sobre Gradius V em termos de gráficos, som e jogabilidade. O jogo é praticamente perfeito nestes aspectos. É tudo o que o jogador pode esperar de um shmup horizontal, é um clássico reformulado, é bonito, é difícil (e como é possível fazer vários loops, pode ficar mais difícil ainda), tem novas opções de jogabilidade, e te faz voltar nele mesmo após anos (eu venho jogando desde 2004, quando saiu). Portanto, se tiver um PS2 encostado por aí, consiga uma cópia de Gradius V e divirta-se. É praticamente impossível se desapontar.
Há uns anos eu comprei um PS3 que roda jogos de PS2 só para jogar minha cópia de Gradius V, já que o leitor do meu PS2 havia estragado, mas hoje em dia não é mais necessário conseguir um aparelho antigo ou raro para rodar este jogo: Gradius V foi oficialmente lançado para PS3, e adivinhem? Ficou fantástico! É o mesmo jogo, não implementaram nada de novo, mas é impressionante como fica lindo jogá-lo em HDMI. Ele é um jogo da sessão PS2 Classics da PSN, e como todo jogo desta categoria, ele vem com algumas opções pré-definidas assim que vc o compra. Minha dica é: Coloque em formato 4:3 (que é o formato original do jogo, senão fica tudo achatado). Você vai acabar perdendo um pequena faixa lateral nos cantos direito e esquerdo da tela, mas o jogo em 16:9 fica horroroso, esticado, e ridículo. Também recomendo desligar o filtro de vídeo e jogar com os gráficos originais, que ficam cristalinos, limpos, e mostram tudo o que o artista quis desenhar nas TVs modernas, sem perder nada.
Seja jogando no PS2, em sua TV de tubo, ou em um PS3 em HDMI, Gradius V é um jogo obrigatório e que devia estar na biblioteca de todo mundo que se diz gamer. Poucos shmups chegam ao excelente nível técnico do jogo, e mesmo que você não seja fã do gênero, vale à pena jogá-lo. Alguns detalhes acabam estragando a nota do jogo, mas é injustiça dizer que ele não é um dos melhores shmups já feitos. Nota: 9
Poucos jogos sobrevivem tão bem ao tempo quanto R-Type. Até os dias de hoje, quando se pensa em um shmup, é um dos primeiros que vêm à cabeça das pessoas, e não sem uma razão: Quando foi lançado para os fliperamas no Japão, lá em 1987, o sucesso foi tão estrondoso que saíram ports dele para todas as plataformas do mercado, tornando-o o shmup mais democrático de todos os tempos (nem Gradius conseguiu sair para tantas plataformas!). O legado de R-Type continua tão vivo, que foi um dos primeiros shmups a serem relançados para Android e iOS (e se você já achava terrível jogar qualquer coisa na tela de toque, espere até tentar passar da Mega Battleship, na 3a fase, sem controles físicos), mas como os consoles domésticos não podiam ficar de fora, a Irem disponibilizou uma coletânea para Xbox 360 e PS3 (bem atrasada para este último, saindo apenas em 2014), contendo dois de seus maiores sucessos: R-Type 1 e 2.
Poster da versão arcade, arte japonesa bacana como sempre.
Como grande fã de remakes que sou, tive um certo sentimento dividido quando tive a notícia: Será que não iriam estragar tudo? Sim, porque a Sega, campeã mundial de estragar jogos clássicos, havia lançado há pouco tempo seu "maravilhoso" Golden Axe Beast Rider, e eu não havia me recuperado do trauma ainda, além da própria Irem ter me frustrado com um fraco "R-Type Tatics" para PSP, que, bem, verdade seja dita, era um jogo de estratégia (pelo menos não tentou me enganar com o título), mas não era o que os fãs de shmups esperavam. A curiosidade foi mais forte e acabei jogando R-Type Dimensions até o fim. Várias vezes. Várias e várias e várias vezes. E mais algumas vezes em modo co-op. Informo, para meu (e seu) alívio, que a coletânea é sensacional e a os produtores da Irem/Tozai fizeram um trabalho de primeira, não apenas entregando um "pacotinho com emulador e roms", como a Sega costuma fazer, mas um remake fino, muitíssimo bem-acabado, todo retrabalhado, e que não mostra um sinal sequer de ser um trabalho ordinário.
Gameplay da famosa primeira fase de R-Type 1.
Os jogo são essencialmente os mesmos: Tanto R-Type 1 como R-Type 2 não tiveram elementos retirados ou acrescentados. Você pode escolher jogá-los em modo moderno (feito com gráficos 3D) ou clássico (todos aqueles pixels enormes que todo mundo adora), inclusive alternando entre um e outro enquanto a partida rola, em tempo real. Há também o modo "Crazy", que inclina a câmera em relação ao fundo da tela, criando uma perspectiva 3D diferente do moro horizontal 100% alinhado, o qual estamos acostumados. Há, também, um modo em que você pode colocar um gabinete arcade na tela, reduzindo muito a área jogável, um "agrado" que tentaram fazer aos fãs, mas que não deu muito certo.
Diferença de se jogar em modo normal (1a foto) e Crazy (2a foto).
Algumas opções de jogabilidade bem interessantes foram implementadas, modernizando e deixando o jogo mais interessante para a parcela de fãs não-hardcore.
- Agora é possível jogar ambos os jogos em modo co-op. Sim, quer terminar R-Type com um amigo? Só é possível aqui. Um modo co-op decente é algo que estava fazendo falta na série, que massacra facilmente o jogador iniciante, que tem que lidar com ondas e ondas de inimigos sozinho.
- Como R-Type é um jogo que depende um bocado de memorização (saber de onde vem os inimigos, onde os obstáculos estarão, etc), há um modo que te dá vidas infinitas e não para e reinicia a fase toda vez que você morre. Simplesmente, você perde uma vida e continua jogando. Não tem limite de vidas, mas ao fim de cada fase o jogo exibe um placar de quantas vezes o jogador morreu. Este modo é interessante para quem não conhece de cabeça o mapa de R-Type e quer "desbravar" o jogo todo antes de começar a jogar à sério, além de conhecer os chefes e, talvez, ver o final (não é interessante, já aviso aos curiosos, o R-Type que tem um final bacana é o 3, que não está neste pacote).
Sim, são duas R-9s na tela! E não é Photoshop!
- Se o jogador quiser desligar tudo e jogar no modo hardcore, com dificuldade super-hiper-ultra alta, contando vidas, sem co-op, o jogo também permite tal ato épico de heroísmo. Não é recomendado aos iniciantes, nem aos de grau intermediário, nem os que são fracos de coração. Este modo é extremamente cruel e vai te matar, te encurralar e te cercar de tiros com toda a maravilhosa maldade que esperamos de um jogo deste tipo.
Lembra do código bizarro do Master System para selecionar fase?
Aqui já fizeram o serviço, você seleciona no menu principal.
Enfim, se você é um fã de shmups, este pacote não tem como te desagradar. Se for fã de R-Type, então, nem se fala. Se não conhece shmups e quer aprender, é um clássico, não só importante para a história dos shmups como dos videogames como um todo (sim, R-Type é um dos 1001 jogos para se jogar antes de morrer, segundo o livro que agora saiu em português), e vem todo preparado para não te assustar logo de cara e permitir que o jogador desfrute de toda a experiência de jogar antes de tentar os modos diferentes, seja sozinho ou com um amigo (ainda que só localmente, pois não tem co-op online).
Nota: 9 - Pacote excelente, dois jogos excelentes, remake excelente, feito com capricho e todo preparado para a geração atual dos consoles. Se você é iniciante, jogue. Se for veterano, jogue. Se tiver um controle arcade, melhor ainda. Tem pequenos defeitos, algumas coisas que "sobraram", como o modo que coloca a máquina arcade na tela, mas não chega a ser um problema. Não ter co-op online é um crime e o que tirou o 10 deste jogo de fato, mas se isto não for um problema para você, pode comprar sem medo algum.
Curiosidades:
- O sucesso de R-Type foi tão grande que o legado do jogo vazou para vários outros, muitos que nem da Irem são. A quantidade de clones foi tão grande que vale à pena até fazer um artigo só sobre eles (que pode aparecer por aqui no futuro). Todo mundo queria ter seu próprio R-Type, e alguns acabaram se tornando jogos realmente bons.
- A quantidade de ports oficiais de R-Type é gigantesca. Desde o Game Boy tijolo, Game Boy Color, até o Commodore 64, Atari ST, DOS/Windows, Amstrad, Amiga, MSX, ZX Spectrum, Master System, Super Nintendo, Gameboy Advance, iOS, Android, PC Engine (que por sinal, a em CD é ótima!), Playstation 1-2-3, e provavelmente mais uma dúzia de outras que eu esqueci de listar. Nunca saiu um R-Type para Mega Drive, que é algo realmente estranho, visto que a plataforma era extremamente rica em shmups e essencialmente japonesa. Também nunca houve um R-Type para NES, mas isto não impediu a China de produzir seu próprio! Com o nome de Magic Dragon, o port é tão horroroso quanto interessante, e mostra que é baboseira a história de que "O NES não conseguiria rodar". Também nunca saiu um port para Jaguar e 3DO, mas afinal, estamos falando de videogames aqui, não de drogas.
Se você é fã do velho e bom Space Invaders, clássico imortal dos videogames, vai adorar Titan Attacks! O jogo é, nada mais, nada menos, que Space Invaders com esteróides. O interessante é que implementaram várias opções de jogabilidade atuais nele, como por exemplo, tornar possível comprar power-ups entre as fases, fazer combos de pontuação ou lutar contra chefes. Claro, esta repetição da fórmula já foi feita muitas e muitas vezes, por diversas empresas, incluindo os próprios criadores de Space Invaders, mas nem sempre o resultado final é tão bom. Titan Attacks prova que, em pleno 2014, ainda há espaço para jogos tidos como "bobos" e "simples" para boa parte da população gamer sub-18, mas que estes jogos ainda são divertidos e um grande desafio para muitos jogadores. Afinal, é muito fácil ir longe em um jogo onde não se morre, onde correr para o canto e esperar faz com que você regenere, onde não se contam vidas ou quando se tem um exército de amigos te ajudando nas missões. Quero ver encarar isso aqui, kiddo!
Trailer do Jogo
Mais um pouquinho do gameplay
Graficamente e musicalmente lindo, e com jogabilidade já conhecida (se você não assistiu aos vídeos, é pura e simplesmente Space Invaders!), é um jogo que vai te fazer passar mais umas boas horas pensando como a Taito não teve essa idéia antes. Ok, Space Invaders Infinity Gene é sensacional, mas Titan Attacks serve para mostrar como ainda há muito à se fazer com o mesmo tema. O jogo custa US$16,99 na Steam, e ainda é possível comprar o Ultra Bundle por R$44,99 e ganhar vários outros jogos de brinde e a trilha sonora, que é sensacional (achei parecida com a do também fantástico Hotline Miami). Caso você seja um feliz proprietário de PS4, logo sairá para ele também!
Mais um jogo de desenvolvedores independentes, que vivem salvando as plataformas antigas do esquecimento! Este aqui, infelizmente, passou batido! Aliás, passar não passou, eu só não tive tempo de testar antes pois a fila de jogos é grande. Não sou assíduo frequentador das comunidades de MSX e Speccy, então não sei se é novidade para muitos, mas achei um jogo bem bacana, levando-se em consideração o hardware utilizado. Genesis - Dawn of a New Day foi lançado em 2010 para ZX Spectrum e MSX, duas plataformas bem antigas e cheias de fãs (principalmente os que já estão na casa do 30 ou 40 anos, o que me inclui). É fortemente inspirado em R-Type e Gradius, e o pessoal da Retroworks não poupou esforços para fazer algo bem apresentável. O jogo tem até uma engine de inércia, power-ups, um tiro de "carregar" como em R-Type e um nível de dificuldade bem desafiador. Minha única sugestão é: Não tente jogar no teclado! Sem um joystick (e um decente), você não vai muito longe. Não sei como isso se comporta no Speccy, pois testei a versão de MSX, mas acredito que quem é dono de um ZX Spectrum está mais do que acostumado a jogar Shmups na base do "QAOP+ENTER", então não deve ser lá um grande problema.
Versão de MSX
Versão de ZX Spectrum
Um destaque é a música do jogo, que é um chiptune bacana e que "casa" muito bem com os outros elementos. O jogo está à venda / download no site da Retroworks, e se você é fã de plataformas antigas, dê uma espiada nos outros títulos deles, pois está cheio de coisa boa por lá, incluindo o RPG Los Amores de Brunilda, o qual tive a oportunidade de jogar recentemente também e gostei muito.
O Nintendo 3DS é hoje uma plataforma que conta com uma porção de shmups, infelizmente, poucos deles feitos para o próprio sistema. O portátil já conta com ports de Space Harrier, Nano Assault, Gradius, Xevious, Star Fox 64, Salamander, Galaga, Twinbee, Star Soldier, Recca, muitos dos quais são emulados via Virtual Console, o que garante um bom conjunto de opções, mas nenhuma boa biblioteca está completa sem um título de peso como Steel Empire, que chega este ano em um remake muito bonito para o console da Nintendo.
A UFO interactive, responsável pelo remake, ainda não se prounciou sobre datas, mas deve sair à qualquer momento. O jogo será exclusivo para download, mas é possível que seja lançado para o mercado americano também, o que nos dá acesso a ele. Seria bom se o mesmo acontecesse com Kokuga, que por enquanto só existe no mercado japonês.
Antes de iniciar esta resenha, gostaria de dizer que Resogun não é apenas um dos jogos do line up de lançamento do PS4, como também é o primeiro shmup de scroll horizontal cilíndrico que eu já joguei*.
Todo mundo já colocou as mãos em clássicos do scroll horizontal como R-Type, Salamander, Gaiares, Thunderforce, mas a idéia de "ir e voltar" ou de "girar" ao redor da tela é algo presente em poucos jogos, como Choplifter, Wings of Fury, Super Stardust e, agora, em Resogun. O curioso sobre este jogo é que a fabricante, Housemarque, conseguiu colocar todo o charme dos jogos 8 bits em uma superprodução feita para PS4, mas sem perder o "feeling" original de Defender, que originou este tipo de jogo, ou sem transformar Resogun em um simples "Arena Shooter".
*Ok, verdade seja dita, teve o Defender e o Stargate de Atari, os quais eu joguei à exaustão, mas o cenário cilíndrico era imaginário (a nave simplesmente "dava a volta" na tela conforme voava indefinidamente para a direita ou esquerda), mas olha só no caso do Resogun, como é impossível ignorar o fator "cilindro".
A grande lata de Nescau ao redor da qual o jogo se passa.
Quando pensamos em títulos de lançamento de algum console, qualquer que seja, sempre se acende uma "luz amarela" em nossa mente, afinal, os primeiros jogos são sempre tecnicamente simples e mais se parecem com versões reformadas de jogos das plataformas anteriores que um jogo da nova geração. A comparação, neste caso, fica bem difícil, pois saíram pouquíssimos shmups que se assemelhem a Resogun, tanto na jogabilidade quanto na aparência, mas é bem fácil notar que ele seria possível em um PS3 ou Xbox 360. Tirando o framerate excelente a quantidade enorme de partículas e objetos voando ao mesmo tempo na tela, não é, de forma alguma, uma demonstração do que é possível nesta oitava geração. Mas, verdade seja dita, mesmo que seja apenas o começo desta nova geração, é um começo em grande estilo!
À primeira vista, lembra muito o clássico Defender, que teve várias encarnações desde seu lançamento e foi presente em praticamente toda plataforma já lançada. A nave voa tanto para a direita quanto para a esquerda, os inimigos aparecem aleatoriamente e em ondas e existem alguns humanos presos em alguns lugares do cenário que podem ser salvos quando você cumpre algumas condições do jogo, abrindo as celas, apanhando-os no cenário e levando até o portal. É importante notar que os salvamentos não são obrigatórios! Para abrir as celas, é preciso, por exemplo, matar o "keeper" daquela cela ou manter o multiplicador de placar acima de X10, caso contrário, o humano morre.
O turbo boost, salvando a pele do jogador.
A nave, além de voar e atirar (para ambos os lados, com o analógico direito), pode usar o turbo, o overdrive e a bomba. O turbo produz um "salto" na movimentação, te jogando um pouco à frente no cenário e conferindo invencibilidade temporária. Já o overdrive é um feixe contínuo que dura alguns segundos, bom para dizimar ondas inteiras ou chefes. A bomba, como todo bom shmup que se preze, destrói tudo que tem na tela. Os três itens especiais são escassos, portanto, é bom planejar muito bem o uso de cada um. Também surgem alguns "power ups" (protegidos por escudo, atire antes de pegar!) na tela, aleatoriamente, que aumentam o poder de fogo da nave, acrescentando mísseis, lasers e outras armas. É possível escolher entre três naves, equilibradas entre três atributos. Veja a imagem abaixo:
Falando assim, o jogo parece simples e sem-graça, mas nada poderia estar mais longe da verdade. A ação é furiosa, incessante, salvar os humanos é um desafio à parte e as ondas de inimigos são enviadas estrategicamente pelo jogo. Não basta ter poder de fogo e vidas, se você não souber aproveitar a mobilidade, os overdrives e os turbos, além de sempre focar nos "keepers" (mini-chefes) para abrir as celas, dificilmente vai progredir no jogo. Outro detalhe que conta muito na progressão são as batalhas contra os chefões ao fim de cada fase: Não espere que eles fiquem apenas repetindo os mesmos movimentos! Eles te observam, se desviam, te colocam em posição de desvantagem e te matam sem dó nem piedade! Gostei demais desta característica, pois nunca tinha visto uma AI aplicada a um "boss", ficou muito interessante.
Este é um dos cinco, em uma das transformações.
Fazendo a ficha técnica de Resogun, temos:
Gráficos: 7/10
- Gráficos simples, com um toque "retrô-80's". Ótimo "framerate", efeitos de luz e uma quantidade gigantesca de partículas simultâneas na tela. Design mecânico competente e criativo, além de uma direção de arte bem criteriosa. Torna-se um pouco repetitivo depois de alguns dias, mas não perde o brilho.
Um dos trailers de lançamento de Resogun.
Som: 8/10
- Música boa, lembra muito os temas de jogos de Amiga (não por mera coincidência, o jogo é a sequência espiritual de Super Stardust). O uso do falante do joystick para dar recados é muito legal.
Sonzeira!
Desafio: 8/10
- Resogun não é apenas um jogo de nave do tipo que se atira em tudo que se mexe. Se você não atirar na coisa certa, com a arma certa, na hora certa, não vai aproveitar nada do jogo. Todo inimigo segue uma estratégia e é bom começar a decorá-las! O jogo possui 5 fases, mas será necessário passar por elas várias vezes se quiser cumprir todos os objetivos.
Jogabilidade: 8/10
- O uso dos dois analógicos, um para movimentar a nave, outro para direcionar os tiros, aliado aos gatilhos que acionam o turbo, bomba, overdrive, ficou bem distribuído pelo controle. Se você está habituado com o funcionamento de Defender, vai se sentir em casa. O jogo ainda permite co-op online, onde duas naves podem, ao mesmo tempo, enfrentar os estágios.
Diversão: 7/10
- O jogo tem uma curva de aprendizado suave - fácil de aprender, difícil de dominar. Se você não estiver afim de salvar os humanos e quiser apenas atirar nos inimigos, tudo bem. Se você resolver encarar todos os desafios da fase, aí a coisa fica bem diferente! É um shmup para todos os gostos, com certeza não vai deixar entediados nem os jogadores casuais, muito menos os hardcore.
Nota Final: 7,5
Conclusão: Resogun não é uma demonstração do que a próxima geração tem à mostrar. É um neto de
"Defender", rápido, divertido e que conta com boa produção gráfica e musical, boa jogabilidade e um valor de replayability enorme. Não espere nada de revolucionário, a não ser o formato cilíndrico da tela e a estratégia dos chefões, que "prestam atenção em você", mas espere se divertir muito e sofrer um bocado até começar a fazer algum progresso. Se você tiver um PS4 e for assinante da PSN+ em dezembro de 2013, o jogo já é seu! Há previsão de lançamento para PC, ainda sem data confirmada.
Tem muita coisa boa e obscura, principalmente sobre shmups de PC, que é uma cena que tem crescido muito nos últimos anos. Se você é um curioso que está sempre procurando o que jogar, o link é obrigatório!
Houve um tempo em que a especulação de jogos raros rendia um bom dinheiro. O camarada comprava um jogo, às vezes mais de uma cópia, pelo simples fato de que aquilo iria valorizar e se transformar em mais dinheiro. Capitalismo, eu sei, é a brincadeira básica de adquirir o que é raro, esperar se tornar mais raro ainda e vender. Muito bom para quem tem dinheiro, mas péssimo para quem simplesmente não tem acesso a bons jogos. Se você resolveu algum dia colecionar shmups, deve ter notado que é um dos gêneros favoritos dos especuladores. Verifique o preço do MUSHA de Mega Drive, do Radiant Silvergun, Batsugun, Hyperduel, Guardian Force, Terra Diver, Dodonpachi, de Saturn, dos bons shmups de PS2 ou de qualquer outra plataforma. Jogos antigos e completos são caros, fato, mas há um certo exagero envolvido no preço, o que acaba fazendo com que quase ninguém conheça certas pérolas, que é o caso de Zanac x Zanac, lançado originalmente para PSX, quando o PS2 já despontava. Sempre foi um jogo caro, difícil de conseguir, raro de se encontrar (mesmo pirata!), e que merece, sem dúvida alguma, ser jogado. Uma curiosidade é que quase ninguém jogou esse jogo: Ele saiu tarde demais para a geração do PSX e o PS2 não rodava ele direito por causa de um bug.
Imagina isso na sua TV da sala, aquela enorme que você comprou.
Zanac x Zanac não é propriamente um jogo, mas sim um pacote, composto do Zanac clássico (de MSX ou de NES, não consegui identificar) e Zanac Neo, o novo jogo. E que jogo! Um dos melhores shmups da sua época, mas como este post não é um review, não vou ficar aqui discorrendo sobre Zanac Neo. É um jogo ótimo, que captura muito bem o espírito dos originais e ainda acrescenta gratas surpresas, como um trabalho gráfico sensacional, música das melhores, todas os elementos do game clássico e três naves para escolher. Ficou curioso? Que bom! Agora é só largar de ser mão-de-vaca e comprar Zanac x Zanac na PSN, por uma mixaria, pois o jogo vai aterrisar à qualquer momento na loja virtual da Sony. É, nada de desembolsar US$200,00 e ficar batalhando uma cópia no Ebay, agora todo mundo vai poder comprar o último capítulo de Zanac por um preço justo e jogar no seu videogame atual, na sua TV atual, sem nem sair de casa (ou ser extorquido por piratas, pela Receita Federal ou vendedores inescrupulosos).
Saca só o nível de produção da música, que coisa linda.
Como é bom viver no futuro, não? Ah é, Shienryu e R-Type Delta também estão lá na prateleira virtual de jogos japoneses de PSX convertidos para PS3. :)
Eis que, finalmente, o lendário clássico chega ao iOS / Android! Em quatro de suas melhores encarnações, o pacote Raiden Legacy conta com o Raiden original (Raiden 1), Raiden Fighters 1, 2 e Jet. Ou seja, todos os jogos da coletânea Raiden Fighter Aces, que saiu para Xbox 360, e mais o primeiro Raiden de brinde.
O que eu não entendo, de fato, é o motivo de deixarem Raiden 2 e Raiden DX, que são os melhores jogos da série, de fora tanto de uma coletânea quanto de outra. Não que faltem bons shmups para o iOS / Android, mas já que vão fazer uma coletânea, podiam ter feito direito.
Ao menos, finalmente, poderemos jogar um Raiden original, já que não faltam clones por aí, feito este, ou este, ou este aqui, que usam o nome do jogo sem o menor pudor.
Não é bem um shmup, mas foi um dos grandes jogos de arcade da década de 80 e com certeza você já jogou, então tá valendo. Mais uma encarnação do clássico Choplifter, que criou a moda difundida por Metal Slug, a de salvar prisioneiros de guerra enquanto troca tiros com os inimigos.
O engraçado é que a franquia era da Brotherband, depois passou para a Sega e agora quem produziu o jogo foi a Konami, ou seja, migrou completamente de mãos! De qualquer forma, repito a pergunta: Como assim ninguém me avisou que saiu um Choplifter HD?
Fica aí a dica para quem está buscando o que jogar! Lembro de ter jogado isso no Master System e no Apple II, mas saíram várias versões. O jogo foi um dos grandes sucessos da década de 80. Seguem alguns vídeos para comparação:
Master System
Apple II
NES
Super NES
Atari XE / XL
Gameboy
O engraçado é que uma porção de gente confundia Choplifter com Cobra Command e com Airwolf, só porque eram jogos de helicóptero. Cansei de trombar gente falando: -"Ah, Choplifter? Aquele do Águia de Fogo?" (e o mesmo para o Cobra Command). Gente, vamos lá... Leiam o título do jogo! Além do que, não são tão similares assim. Veja abaixo:
Airwolf (Kyugo, 1987)
Cobra Command (Data East, 1988)
E alguns, ainda, conseguiam confundir o jogo com Thunder Blade (que não só é outro jogo, mas é baseado em outra série de helicópteros, a Trovão Azul!).
Thunder Blade (Sega, 1987)
Engraçado como o zeitgeist dos anos 80 tinha helicópteros em sua composição. Aliás, que pena que não estão mais tão em moda. Eu adoro o Mil-Mi Hind que aparece no fim do Rambo III.
Você com certeza já quis ter uma caneca ou uma camiseta do seu game favorito. O problema é que nem sempre ela é do jeito que você quer. Agora a PortalKamisetas está confeccionando artigos personalizados para gamers. Por enquanto são camisetas e canecas, mas há planos para adesivos, bottons, bonés e outras coisas. Seguem aqui alguns exemplos:
As canecas saem por R$30,00 a unidade ou R$50,00 o par. As camisetas custam entre R$25,00 e R$30,00. Todos os artigos são personalizáveis. Para compras, falar com Bruno, neste email.
Que port lindo! Não só colocaram a música em redbook audio CD, mas são mixes inéditos (para mim, pelo menos) de Bomb The Bass na trilha sonora, com músicas diferentes para cada fase, efeitos sonoros, vozes digitalidas para o vendedor alien na loja de armas, um desbunde. O jogo ainda inclui acesso direto à trilha sonora, informações sobre a banda e o mesmo final horroroso da versão em disquete.
22 anos depois, dúvida resolvida, posso dormir em paz agora.
Primeiro review de 2010, já em novo formato: Vou falar do clássico dos clássicos - Space Invaders - em sua última versão, para iPhone e iTouch. Antes de você desistir e falar "ah, não, outro jogo da série Space Invaders" e abrir mais uma tab do browser com seu bookmark de pornografia favorito, espere! Infinity Gene não é apenas mais um Space Invaders. Aliás, tirando o nome e a programação visual e sonora, o jogo não remete muito ao antigo. O jogo é um shmup que, na estrutura básica, me lembrou Aleste 2 de MSX com um toque de Raystorm e cheio, lotado de influência de Rez.
Gráficos: Imagine um Zanac com uma skin que mistura o Space Invaders original e Rez. É isso! Nada de impressionante, mas de um minimalismo bem dimensionado e que agrada muito. Podiam ter trabalhado um pouquinho mais nesse ponto. Nota 8,5.
Morram vocês todos!
Som: Música eletrônica misuturada aos efeitos originais do jogo. Músicas muito boas, que lembram bastante Rez. A graça, no entanto, não é jogar com as músicas do jogo, mas isso vai ser dito mais adiante. Para as músicas do jogo, a nota é 10.
Qualquer semelhança com um Tie Fighter é mera coincidência.
Diversão:Zanac? Space Invaders? Rez? Aleste? Tudo isso junto? Preciso falar mais? Principalmente pelo fato de poder jogar com o Music Mode, que é a grande idéia do jogo. Space Invaders era um jogo repetitivo? Não mais! Agora você coloca suas próprias músicas no jogo. Um algorítmo vai "ouvir" a música e criar uma fase com base nos elementos presentes nela. Ou seja, além de jogar um jogo com a sua playlist, cada música vira uma fase totalmente diferente. Nota 10 com certeza, pela criatividade e brilhantismo do pessoal da Taito.
Desafio: Vamos falar do jogo no modo "normal", ou seja, jogando apenas as fases prontas. É longo para um shmup e vai "evoluindo" conforme elas vão passando. A sua nave vai ganhando poderes novos e os inimigos também. Você parte do Space Invaders original, com tela preta e branca. As cores, os inimigos e os padrões de ataque e balas vão aumentando conforme vão passando as fases, não devendo nada para um jogo bullet hell moderno. Ah sim, fora os milhões de unlockables... Nota 9,0.
Controles: O jogo é o único shmup com um controle decente para iPhone, e um dos poucos jogos da plataforma que não te dão vontade de jogar o aparelho longe depois de uma hora de jogatina por causa de uma interface ruim! Diferente de Siberian Strike, você não fica dando "dedadas" na sua própria nave. A distância relativa entre o ponto em que você põe o dedo e a nave é respeitada, permitindo assim que você a controle de qualquer lugar da tela, sem perder visibilidade da ação. Sensacional! Nota 9,5, pois dá um pouquinho de atraso às vezes, o que acaba te matando.
Jogabilidade:Space Invaders Infinity Gene é um shmup moderno com tudo que tem direito. Bosses, minibosses, waves, padrões de tiros para esquivar-se, fases abertas, bases no chão, fases fechadas, etc, etc. Dois pontos fortes são as armas: Uma porção delas, com power ups para subir de nível (destaque para o Lock On, igual ao de Raystorm), e o "Nagoya Attack", que é um jeito de ganhar pontos passando por dentro dos tiros dos inimigos logo que saem dos canhões. Explicando: Os inimigos atiram e logo nos primeiros pixels, quando estão se distanciando da nave, os tiros são quase transparentes e vão ficando mais "visíveis" ao longo do percurso. Enquanto estão transparentes, é possível passar por dentro deles sem morrer e ganhar uma tonelada de pontos por isso (que são contabilizados por um contador de combo). Parece bobo, mas é difícil de fazer e torna-se bem divertido em certas fases. Nota 9.0
Nota final: 9,5. -> Se você tem um iPod Touch ou um iPhone, é um must-have. Pode comprar sem medo algum, que vale cada centavo.
Ok, não era exatamente o que eu esperava quando ouvi falar que seria feita uma sequência de R-Type, mas tenho que confessar que o jogo não me parece nada mal para um rail-shooter. O jogo, que será exclusivo da PSN, será lançado mês que vem e tem um visual bem agressivo, com um HUD cheio de coisinhas. Parece interessante. Ainda preferia algo no formato tradicional, mas rail-shooters bons são raros hoje em dia, ainda mais com o peso da Irem na produção.
Na Famitsu tem mais fotos, ainda que só se mostre mais do mesmo.
A grande pergunta é: Como vamos controlar o Force estando atrás da nave?
A Taito sem dúvida descobriu como ganhar dinheiro com um de seus jogos mais velhos. E que nunca fica velho, diga-se de passagem. Space Invaders Infinity Gene é impressionante. Não sei até que ponto é verdade o que dizem no comercial, porém foi anunciado gameplay infinito, você monta suas próprias fases, ouve a sua música enquanto joga e customiza bastante o jogo. O curioso é que ele segue uma premissa de "evolução", que, ao que parece, invade até o próprio formato do jogo. Em alguns momentos ele parece mais um shmup com scroll vertical normal e a nave controlada pelo jogador não é mais fixa na parte inferior da tela. Os gráficos pseudo-retrô também ficaram muito bons e devem ter montes de power-ups, chefões e etc.
Quem quiser conferir o vídeo do anúncio, é só clicar aqui. Uma pena que eu não tenha um iPhone, nem iTouch nem nada perto disso.
E quem achava que Dodonpachi tinha sido engavetado há alguns se enganou. A Cave, produtora do jogo, vai lançar dia 22 de Maio nos Arcades (do Japão, logo aí do lado) a nova versão do clássico que é considerado um dos melhores shmups de todos os tempos.
Dodonpachi - Daifukkatsu ("o grande renascimento") usa a terceira geração de hardware de arcade da Cave, cujas especificões ainda não foram reveladas à mídia. Os gráficos lembram muito a versão anterior, que saiu para PS2 e Arcade, só que a música está meio... hm... xoxa? O que há de errado com as guitarras do primeiro Dodonpachi?
De qualquer forma, é mais um bom shooter para o lineup de 2009, que já conta com vários títulos de peso, como a versão americana de Raiden Fighter Aces, coletânea para Xbox 360 com três "continuações espirituais" do também clássico Raiden.
Calma, calma, é só mais um modelo, lindo por sinal, e maior que estas miniaturas "genéricas" que costumam aparecer nos leilões virtuais da vida. Diz o texto (ao menos o que o Google Translator permitiu ler) que o modelo se baseia na nave do Gradius II. Sei não, hein? Me parece mais a última Vic Viper mostrada em Gradius V, toda modernosa. Na versão de MSX também não é, pois a nave deste jogo é a Metalion (da esquerda) que é linda também, mas não tem nada à ver com esta Vic Viper (da direita).
A belezinha aí custa 4500 ienes, o que dá hoje cerca de R$102,00. Nada mal, se não houvessem ainda por cima os impostos (cerca de 60%), taxa de envio (Japão é longe) e graninha do atravessador. Por aqui, qualquer R$500,00 compra, afinal, é raridade. Como se isso fosse justificativa para aumentar sem critério algum o preço de tudo. Tem uma outra verde, feiosa, que eu nunca vi em jogo nenhum e que é ainda mais cara. O site da loja é bem legal, mas todo em japonês.
Por falar em Gradius 2, esse jogo teve várias versões boas. Na de Famicom, em especial, o cartucho vinha com um chip de som extra. A de PC Engine, além de ter um som maravilhoso, é muito fiel ao arcade e tem uma abertura fantástica. A versão de X68000 então, dispensa comentários. Isso porque nem falei do Nemesis 90, que é uma versão do Gradius 2 de MSX para o micrão da Sharp.
Se formos considerar a diferença gritante entre um hardware e outro, chegamos à simples conclusão de que a vida dos programadores de hoje é muito mais fácil que há alguns anos. Afinal, não era como portar algo do X360 para o PS3, os caras praticamente escrever o game do zero. E ainda tem gente que reclama de programar para PS3!
Incrível como surge assunto cada vez que eu escrevo a palavra "Gradius". E olha que era para ser um post curto. Quem sabe Gradius 2 (e todos os spinoffs) não aparecem por aqui em breve...
Já que eu estou atrasado há um século nas postagens, vamos falar de jogos bons de verdade!
Nos idos de 1993, um primo meu que sempre viajava para o exterior apareceu com uma revista importada onde tinha um anúncio de capa inteira. Era um cara de armadura azul, desenhado pelo Masamune Shirou, o mesmo de Ghost in the Shell, onde havia a frase "Salvation for those Who Praise the Lords", a ilustração (não era exatamente essa, mas era algo do tipo), e depois as telas malignamente pequenas do jogo, cujo nome era Lords of Thunder. Para os padrões da época era uma coisa magnífica. Para um fã de shmups, como eu (que já identifiquei no ato o que era o jogo), era algo mais que magnífico. Porém, este mesmo fã era um pobre adolescente brasileiro que sequer tinha visto um PC Engine na frente, o que fez com que a experiência fosse muito, mas muito desesperadora.
Aqui cabe um adendo: Ok, o PC Engine (apelidado carinhosamente por muitos de "PCE") não é lá a melhor máquina do mundo em termos de hardware. Perdia feio para os concorrentes da época, como Super Nintendo, em vários pontos. Do Neo Geo, então, nem se fala. Mas ele tinha, sem dúvida, a melhor coleção de shmups da época, talvez empatando apenas com o Mega Drive, o que, na minha concepção, o fazia o melhor console do momento (1992-1995), sendo destronado apenas pelo PSX e Saturn, que só pegaram direito no mercado alguns bons anos depois. Aliás, que raiva que não haviam PCEs aqui no Brasil. Eu mesmo, só fui jogar esse videogame nos idos de 1998-1999, quando comprei um.
Enfim, o ano era 1999. Juntei um dinheiro e comprei meu PC Engine. E, claro, o primeiro jogo que eu queria jogar era aquele da capa da revista do meu primo, o shmup esquisito e super hypeado na época, chamado Lords of Thunder (logo depois joguei Dracula X, que também é fantástico, mas a prioridade sempre é os shmups, claro).
O pessoal pegando carona nas costas de uma tartaruga gigante.
Hm... apenas uma correção. Comecei jogando no Sega CD!
Como eu já estava passando mal por causa de Lords of Thunder, saí caçando toda informação sobre o jogo e descobri que existe uma versão para Sega CD, que é até bem legal. Digamos que ela seja 90% da versão do PC Engine, com um nível de dificuldade mais amigável, inimigos mais bobões, cores mais xoxas e som bem mais claro. A versão de PCE é mais bonita, mais difícil mas o som ficou meio abafado. Além do que, eu sempre tive certas ressalvas quanto ao control pad do PCE, que é uma versão quase arredondada, que tenta ser quase ergonômica do joypad do NES, só que com um fiozinho mixuruca de uns 20cm. Ok, 20cm é exagero. Tem uns 25cm. Sério, o fio é ridículo de curto! E convenhamos que o joypad do Mega Drive era bem confortável. Mas, enfim, quem disse que o assunto é ergonomia? Vamos ao jogo.
Lords of Thunder tem características que fazem forte analogia à jogos da toda-poderosa Capcom como Megaman e Strider. Isso é fato. As décadas de 80 e 90 foram o grande celeiro de títulos de várias softhouses e a Capcom foi uma delas, e este jogo bebeu muito desta fonte. Criado de uma parceria entre a Hudson, do Bomberman (que também é criadora do PC Engine) e a Red Entertainment (que fez mais algumas coisas aqui e alí, mas nada digno de citação), o jogo é um side-scrolling que conta com quatro tipos de "armaduras" para o personagem e um ataque de proximidade (que lembra muito o ataque do Strider). Quando você chega perto de um inimigo, o personagem não atira, ele simplesmente saca a espada e o ataca, causando mais dano.
Assim como o já citado Megaman, é possível escolher a ordem dos estágios e a "arma" que se vai usar, ou seja, a chave para apanhar menos no jogo é escolher a armadura certa para cada fase. São elas:
Vale até jogar o dragão do Gradius II no inimigo.
Fogo: Tiro potente à frente, me parece mais útil no nível intermediário que em força total. A bomba é um dragão que persegue os inimigos na tela.
Terra: Pior tiro do jogo, sai forte em diagonal, ideal para áreas com muitos inimigos no chão e no teto. A bomba provoca explosões pela tela toda.
Água: Tiros em linha reta, em ângulo e para trás. A bomba cria um círculo em torno do personagem.
Vento: Tiros perfurantes em linha reta (relâmpagos). A bomba cria uma coluna de raios em cima do personagem.
As quatro armaduras, em um scroll quase bom para a época. Só quase.
Uma outra referência que comprova o quanto a parceria Hudson / Red estava de olho nos acertos da Capcom é a presença da loja, que surgiu em Black Tiger, que foi um dos grandes sucessos de arcade da época (e que, na minha opinião, é um dos melhores jogos já feitos até hoje). Se eu quisesse estrapolar, poderia dizer que muitos sprites lembram o grafismo de Ghouls'N'Ghosts e Magic Sword, mas aí já seria praticamente um post para falar dos jogos da Capcom. :)
Em quantas "humble shops" você já entrou enquanto jogava videogame?
O jogo segue o ritmo normal dos shmups horizontais, cheio de armadilhas, cenários que interagem, chefões enormes e heavy metal do começo ao fim. Além das muitas (e muitas!) influências de outros games, Lords of Thunder consegue ser original na medida certa, divertir, gerar um grau respeitável de desafio e, acima de tudo, mostrar que é possível inovar mesmo quando os gêneros FMV e fighting game já estouravam no mercado e roubavam a atenção da grande massa. Não seria essa uma lição à se seguir? Será que não existem mais fãs de shmups hoje em dia também? O próprio mercado deu a resposta e eis que sai Lords of Thunder (fora tantos outros shooters) nas lojas de downloads dos consoles atuais. Eu só espero, mesmo, que um dia acabem os jogos à ser relançados e que comecem a ser lançados shmups novos...
Score de Lords of Thunder:
Gráficos: 9.5
O jogo é o que eu considero o "limite técnico" do Mega Drive e do PCE para um shmup. Sprites grandes, coloridos, animados, com cenários bonitos e efeitos bons. Existe alguma coisa feia aqui e alí, claro, mas o jogo compensa em outros pontos. Não vou tirar nota dele por conta disso.
Todo mundo ama chefões enormes! Esse, por sinal, é fácil.
Som: 10
Se essa trilha sonora não tira 10, eu não sei qual tira. Sem comentários, apenas ouça.
Desafio: 8.5
A versão de Mega Drive é sensivelmente mais fácil, não sei se por causa do controle ou se foi "calibara" para um público menos hardcore que os viciados em shmup que possuem PC Engine. Destaque para a fase do gelo e do fogo e para as muitas armadilhas que aparecem do nada o tempo todo. Os chefões variam um pouco, alguns são mais fáceis, outros mais difíceis. O último é beeeem chato, como se podia esperar.
Diversão: 10
Este jogo foi jogado por mim durante anos e anos e continua novo. O replayability value dele é alto. Ele é viciante e deveria estar em qualquer coleção. Sim, ele é um must-have, sem dúvida alguma. Ainda tem um discreto background, que é narrado (sim, maravilhas do tempo do CD-ROM!) com direito a filminho manga-like e tudo mais.
Overall: 10
Nem fiz a conta da média. O jogo é nota 10 mesmo. Jogue sem medo de ser feliz.
Pontos Interessantes:
- O nome da versão japonesa é Winds of Thunder. Convenhamos, Lords of Thunder é muito mais legal.
- Durante o jogo, o personagem coleta cristais. Cristais vermelhos enchem a barra de vitalidade e cristais azuis são "dinheiro". Assim como em Black Tiger, é possível comprar armadura à mais, armas novas e bombas extra.
- O personagem "anda" se encostar no chão. Sim, é inútil, mas ficou bacana.
- A espada da armadura da terra parece significativamente mais forte que as demais.
- Teoricamente, o jogo é a continuação espiritual de Gate of Thunder. Os dois jogos não tem muito em comum, à não ser que são ambos ótimos!