O jogo ainda contará com multiplayer co-op, uma boa pitada de humor no diálogo entre os personagens, diversos caminhos para progressão, múltiplas opções de personagens e customização, e mais uma porção de surpresas que podem aparecer pelo caminho, sendo que o jogo é um alpha ainda. Como eu sempre digo aqui, eu só espero mesmo que ele também saia para os consoles domésticos, não ficando apenas no PC, pois uma maravilha dessas merece ser jogada por todos!
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11 de ago. de 2015
Vem aí: Xydonia (PC)
O que falar de Breaking Bytes, estes desenvolvedores indies que eu mal conheço e já considero tanto? Os italianos (raça do Mario, respeito!) estão desenvolvendo um shmup horizontal inspirado em R-Type e seus diversos clones tardios dos anos 90 (como Pulstar, Blazing Star, Dux, etc) que está ficando simplesmente fantástico! Já há um demo há disposição, e é possíver dar uma olhada no que vem por aí no vídeo abaixo.
O jogo ainda contará com multiplayer co-op, uma boa pitada de humor no diálogo entre os personagens, diversos caminhos para progressão, múltiplas opções de personagens e customização, e mais uma porção de surpresas que podem aparecer pelo caminho, sendo que o jogo é um alpha ainda. Como eu sempre digo aqui, eu só espero mesmo que ele também saia para os consoles domésticos, não ficando apenas no PC, pois uma maravilha dessas merece ser jogada por todos!
O jogo ainda contará com multiplayer co-op, uma boa pitada de humor no diálogo entre os personagens, diversos caminhos para progressão, múltiplas opções de personagens e customização, e mais uma porção de surpresas que podem aparecer pelo caminho, sendo que o jogo é um alpha ainda. Como eu sempre digo aqui, eu só espero mesmo que ele também saia para os consoles domésticos, não ficando apenas no PC, pois uma maravilha dessas merece ser jogada por todos!
31 de out. de 2009
R-Type Flash of the Void - Preview (PSN)
Ok, não era exatamente o que eu esperava quando ouvi falar que seria feita uma sequência de R-Type, mas tenho que confessar que o jogo não me parece nada mal para um rail-shooter. O jogo, que será exclusivo da PSN, será lançado mês que vem e tem um visual bem agressivo, com um HUD cheio de coisinhas. Parece interessante. Ainda preferia algo no formato tradicional, mas rail-shooters bons são raros hoje em dia, ainda mais com o peso da Irem na produção.Na Famitsu tem mais fotos, ainda que só se mostre mais do mesmo.
A grande pergunta é: Como vamos controlar o Force estando atrás da nave?
21 de out. de 2008
Invaders, a série #11

Comemorando dez edições, fiz um wallpaper desta nova tira. Quem quiser, é só baixar aqui a versão 1024 x 768 dela. Vou fazer mais wallpapers, uns sérios, outros nem tanto. Vou parar de escrever "clique para aumentar" também... acho que todo mundo já sabe disso.
10 de out. de 2008
Lançamento: R-Type Dimensions (XBLA)
Ok, vamos falar de clássicos. R-Type foi um dos primeiros shmups "de verdade" que eu peguei para terminar, lá nos idos de 1990. Digo "de verdade" pois muitos dos jogos pré-Master System (plataforma a qual eu joguei R-Type) não tinham fim, eram simplesmente joguinhos de voar-matar-voar-matar sem fim, que até eram criativos, bacanas, mas que não levavam a nada. Com R-Type (juntamente com Gradius / Salamander) é que meu queixo caiu e eu pude notar um novo "padrão" de jogos do tipo shot'em'up. Bem, acho que essa não é só a minha história, mas a de muita gente. Afinal, clássicos como Gradius, R-Type, Aleste, Zanac, Star Soldier, Salamander, todos nascidos na Era 8 bits é que definiram o estilo que é copiado e melhorado até os dias de hoje.Mas enfim, muito me alegrou quando fiquei sabendo que seria lançado um remake de R-Type 1 e 2 para Xbox 360, via o serviço "Live Arcade". Fiquei com medo de ser mais um remake 3D sem-sentido, como muitos outros (vide Silpheed), mas, felizmente, os caras fizeram o dever de casa e mantiveram a jogabilidade 2D com gráficos 3D e nasceu R-Type Dimensions. O jogo parece bem bacana, vem cheio de modos diferentes, inclusive o clássico. Há um modo 3D com jogabilidade 2D que é simplesmente lindo. Acho que isso deve resolver um bocado o problema de impopularidade que a série vem tendo desde R-Type Final (sem comentários sobre R-Type Command) que embora eu goste, muita gente detestou.
24 de set. de 2008
R-Type Leo (Irem, 1992) Arcade
Vamos contar: R-Type 1, R-Type 2, R-Type 3, R-Type Delta, R-Type Final. Certo ?Não, errado!
Entre os episódios 2 e 3 do que é uma das melhores e mais populares franquias de shooters de todos os tempos, foi lançado um jogo chamado R-Type Leo, que ninguém conhece, ninguém viu... e que, sinceramente, não faz diferença alguma na ordem das coisas como elas são.
O que é R-Type Leo, então?
Basicamente, é uma tentativa frustrada da Irem, grande nome dos videogames, de pegar carona no maior título deles, e, sem cuidado algum, sem capricho nenhum, sem um mínimo de preocupação com os entusiastas da série, tentar arrancar os últimos centavos dos consumidores. Sim, R-Type Leo é um chute no saco, principalmente para quem está esperando algo tão bom quanto todos os outros episódios da série. A Irem "nivelou por baixo" desnecessariamente, apostando tudo nos gráficos e no "casual gaming". O jogo é fácil, bobo, intuitivo e não acrescenta em nada, nem sequer chega perto dos anteriores.
Mas qual é o problema com R-Type Leo? Não é mais um shmup bacana?
Veja bem: O nome "R-Type" é sinônimo de jogo bom. Os jogos da série, todos, sem exceção, são jogos pelo menos "ótimos". O clima de R-Type é muito bom, essa coisa que mistura sci-fi com terror, com tiroteios insanos, inimigos enormes, fases cheias de surpresas, cada qual com uma "mecânica" própria e lotadas de inimigos que estão sempre fazendo o que você não quer que eles façam. Cada fase de R-Type requer uma estratégia própria, que é totalmente diferente das anteriores. Não é como voar por um cenário diferente e simplesmente sair matando tudo, como nas fases anteriores, de novo e de novo, à exaustão. Você tem que pensar um pouco e entender quais são os pontos-chave de cada estágio, não cair nas armadilhas que existem lá, e, principalmente, se virar para adivinhar como matar o bigboss. Não é simplesmente uma busca para conseguir o tiro mais forte, achar o ponto fraco e matar.

Lá vai nosso herói, mais uma vez, salvar o universo das minhocas transdimensionais que moram em carcaças de cargueiros espaciais abandonados.
E, no entanto, é isso que R-Type Leo faz! Isso tudo que foi descrito no parágrafo acima NÃO está presente lá! É simplesmente um jogo onde se atira nos inimigos e que passa "voando" diante dos seus olhos, sem um grande desafio - E, principalmente, sem lembrar em nada os títulos anteriores. Como diria o Bruno, não passa de um sub-jogo, que por uma jogada de marketing, levou o nome de uma excelente franquia para garantir as vendas.
E tem mais: R-Type Leo não possui o famoso Force, marca registrada da série, que é um option que pode se prender na frente ou atrás da nave, ou deixado livre, como artilharia de suporte. Como assim, um R-Type sem Force? É como fazer bolo de chocolate sabor morango! No lugar, colocaram dois options esquisitos, que podem ser lançados nos inimigos e que ficam inutilizados por alguns segundos.
Como definir R-Type Leo em poucas palavras?
Se você não gosta de R-Type, é um shooter razoável. Se você gosta, vai se decepcionar.
Vamos aos números:
Gráficos: 9
Verdade seja dita: O jogo é bem bonito. Os gráficos estão polidos e brilhantes, sem defeitos, sem coisas grosseiras e mal-feitas. Estão um pouco "chapados" demais, podiam ter mais volume. Alguns inimigos, principalmente os bigbosses, que costumavam ser espetaculares, mostraram-se infinitamente sem-graça. Os designers originais não deram o ar da graça e, pelo jeito, a equipe de estagiários fez todo o trabalho de criação. Ficou aquela coisa bonita, porém, sem a menor criatividade.
Som: 6
Musiquinhas razoávels que lembram as originais de R-Type, algumas melhores, outras piores, mas nada que vá mudar sua vida. No geral, o som não faz feio, mas também não acrescenta em nada.
Desafio: 5
Se você está acostumado com a série R-Type, cujos jogos são praticamente um parto para terminar, vai rir da cara de Leo. O jogo consiste praticamente em voar e atirar, voar e atirar, e só isso.
Diversão: 5
Existem jogos mais divertidos, assim como existem jogos bem piores. Digamos que R-Type Leo é perfeito para te salvar da programação da TV em um domingo chuvoso, mas só isso.
Overall: 6
Sim, eu estou dando uma nota baixa para um R-Type, mas é merecida. Como os donos de Wii adoram dizer como único argumento em defesa de seu amado sub-console de jogos: Beleza não é tudo. O jogo é bem bonito, dá para jogar com 2 jogadores e foi absurdamente simplificado para se tornar popular, mas perdeu totalmente o espírito da coisa. Se você quiser apenas dar uns tiros a esmo, é perfeito, mas como R-Type é uma lástima.
Pontos interessantes:
- Foi o último Arcade da Irem, antes de ela entrar de cabeça no mundo dos pachinkos.
- Se passa antes de R-Type 1, em uma época onde a tecnologia do "Force" não havia sido descoberta. Tanto que o inimigo não é o Império Bydo, como de costume.
- É o R-Type mais fácil de todos, sem dúvida alguma.
- Saiu apenas no Japão (sorte do mundo ocidental!).
- É o único R-Type que permite dois jogadores simultâneos (será que foram na cola de Salamander???)
- Existe um jogo chamado R-Type Tatics (ou Command), que NÃO É um shmup!
Dados Técnicos:
Display: Raster
Resolução: 320 x 240
Cores: 1024
CPU: V33 @ 20 Mhz
Plataforma de Hardware: Irem M92
- Existe um jogo chamado R-Type Tatics (ou Command), que NÃO É um shmup!
Dados Técnicos:
Display: Raster
Resolução: 320 x 240
Cores: 1024
CPU: V33 @ 20 Mhz
Plataforma de Hardware: Irem M92
22 de set. de 2008
Shooting Historica
Tem coisas que NÃO chegam no Brasil, e sim, eu me odeio por isso. Mas como eu sou uma pessoa que gosta de dividir coisas com os outros (para que você possa se odiar também!), vou postar aqui. Este kit Gashapon é o SR Shooting Historica Vol. 1, que vem com modelos em miniatura de algumas das naves mais famosas dos videogames clássicos. São elas (da esquerda pra direita, de cima pra baixo): R-9 Arrowhead (R-Type), OF-1 Daedalus (Image Fight), Vic Viper T301 (Gradius V), Silver Hawk azul e vermelho (Darius) e a Metalion (Gradius 2)


Ok, até aí, nenhuma novidade. Este pacote saiu no final do ano passado e se popularizou em janeiro/fevereiro deste ano. Tentei comprar um, mas o chinês desgraçado do ebay ficou de me mandar o pacote, enrolou por dois meses e devolveu a grana. Fiquei sem cartão internacional por uns tempos e agora que consegui um, estava pensando em pegar de novo. Porém, quando fui fazer a pesquisa, descobri que vou ficar um pouco mais pobre em breve: Já saiu Shooting Historica Volume 2:

Começando pela esquerda, em sentido horário: R-Gray-1 (nave vermelha do Raystorm), M.U.S.H.A. (Armadura do Aleste Musha), Geo Sword (Starblade Alpha), Gaia (Star Luster), Opa Opa (Fantasy Zone, do lado do peso de 16 T), e R-90 Ragnarok (R-Type III).
Detalhe que metade das naves do pacote são bizarras. A Geo Sword e a Gaia são super desconhecidas e o Opa Opa é dispensável. Mas o pacote vale pelas outras três, especialmente a M.U.S.H.A.. Se tivesse só ela, em separado, eu compraria! Agora é esperar as contas entrarem no lugar e rezar para este pacote não sair de catálogo ou não atingir preços exorbitantes no Ebay.
Pontos Interessantes:
- Todos os modelos vem com base/suporte para colocar na prateleira.
- Estão à venda no Play Asia (como tudo que é bacana que vem do Japão).
- Também dá para comprar pelo Ebay.
- Meu aniversário é 01/12 e tem Natal todo ano.

Começando pela esquerda, em sentido horário: R-Gray-1 (nave vermelha do Raystorm), M.U.S.H.A. (Armadura do Aleste Musha), Geo Sword (Starblade Alpha), Gaia (Star Luster), Opa Opa (Fantasy Zone, do lado do peso de 16 T), e R-90 Ragnarok (R-Type III).
Detalhe que metade das naves do pacote são bizarras. A Geo Sword e a Gaia são super desconhecidas e o Opa Opa é dispensável. Mas o pacote vale pelas outras três, especialmente a M.U.S.H.A.. Se tivesse só ela, em separado, eu compraria! Agora é esperar as contas entrarem no lugar e rezar para este pacote não sair de catálogo ou não atingir preços exorbitantes no Ebay.
Pontos Interessantes:
- Todos os modelos vem com base/suporte para colocar na prateleira.
- Estão à venda no Play Asia (como tudo que é bacana que vem do Japão).
- Também dá para comprar pelo Ebay.
- Meu aniversário é 01/12 e tem Natal todo ano.
25 de mai. de 2008
Raiga - Strato Fighter (1991 - Tecmo) - Arcade
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Conhecida por fazer jogos dificílimos como Ninja Gaiden e Rygar, a Tecmo, empresa não muito expressiva no mercado, teve também sua passagem pelos shmups em 1991, com Raiga - Strato Fighter, um ilustre desconhecido que com certeza vale umas boas horas de atenção. Claro que, para não quebrar a tradição do fabricante, também é um jogo bem difícil. Daquele tipo que nós, fãs de shmups, amamos odiar, xingar a mãe dos programadores, se revoltar quando morremos dez vezes no mesmo ponto... mas sempre acabamos voltando a jogar!
Raiga - Strato Fighter pega emprestados elementos de vários grandes sucessos da época. Muitas fases são similares a R-Type, o modo 2 players lembra um bocado Salamander e o "backflip" da nave, permitindo que ela atire para trás, lembra a jogabilidade de Steel Empire (curiosamente, um review recente aqui no blog, veja abaixo). Não existem muitos shmups horizontais que permitem que o jogador atire para trás, e como Steel Empire veio em 1992, podemos dizer que Raiga "inaugurou" tal sistema, ainda que tenha ficado quase que totalmente na obscuridade.
O funcionamento do jogo não tem nada de muito revolucionário, além do "backflip" da nave. Na verdade ele é quase que instintivo para quem jogou R-Type. Pega-se uma arma e ela sobe de nível enquanto o jogador persistir nos mesmos power-ups (que são tanto para o tiro principal da nave como para os mísseis). Se mudar, não há um acréscimo no poder de fogo. Há também options, uns robozinhos que ficam voando ao redor da nave, com um "quê" de Ninja Gaiden. Conforme a arma que você está usando, quando eles passam perto dos inimigos, dão porrada neles, e um power-up de campo-de-força que só funciona quando se coletam três dele. Quem gosta de diagramas, abaixo segue uma imagem auto-explicativa do funcionamento do jogo.
Um fato curioso sobre o jogo é a dificuldade: Não que os inimigos sejam são dos mais inteligentes ou que as fases também requeiram muita memorização. O problema é que a nave do jogador não é lá das melhores. Não há "bomba" no jogo! (O que chega mais perto é um tipo de inimigo que, ao explodir, leva uma boa parte da tela junto, mas não chega a ser uma bomba como conhecemos). Também não há "super-tuchão" e nenhum dos tiros em seu nível máximo chega sequer perto disso. Sobre os tiros, aliás, eles não valem lá muita coisa. Mesmo para matar os inimigos mais simples, vai tiro pra caramba. O pior deles, sem dúvida, é o vertical - sem falar que é meio inútil mesmo quando há inimigos acima e abaixo pois eles simplesmente não morrem. Em suma, se você gosta de poder-de-fogo, vá jogar Batsugun ou Dodonpachi. Este aqui é um legítimo Casca-Grossa, praticamente um primo horizontal de Flying Shark. Lento, com pouco poder de fogo e difícil de doer.
Mas, enfim, vamos aos números:
Gráficos: 7,0 - Raiga é bem bonito, considerando que trata-se de um jogo de 1991. Não é algo absolutamente lindo, mas as cores estão de acordo e ele é bem-acabado. Há alguns defeitos sim, uns sprites sumindo aqui e ali, sobreposições feias (que já não são mais aceitáveis em 91!) e uns efeitos que podiam ser melhorados como os jatos das naves, as explosões, os próprios tiros, são meio toscos. Mas, se por um lado Raiga tem gráficos meio simplórios, ele compensa em alguns detalhes: Há mais um toque de Ninja Gaiden no jogo quando se passa de fase. Aparece uma cutscene da sua nave em zoom, com option e tudo. Há, também, algumas fases realmente bonitas e inimigos muito bem projetados.


Primeira e segunda fase do jogo. Repare nos vermes voadores. Se pintar o fundo de vermelho, fica muito parecido com R-Type. (Clique para aumentar)
Som: 6,5 - O som do jogo não é excelente, mas também não deixa a desejar. Digamos que ele "casa" bem no contexto de shmup japonês difícil pra diabo. São dois chips YM na placa e mais um OKI, com direito à vozes quando se pega armas [Salamander?] e alguns gritos bizarros (pra não dizer ridículos) de inimigos orgânicos. Não sei ao certo o porquê, mas a música me lembra muito a do "TMNT Arcade".
Desafio: 8,0 - Manter-se vivo em Raiga é meio complicado. Terminar é algo bem difícil (considerando o fato de que eu passei X de tempo no jogo, até o último chefe, e mais 2X para matá-lo). Depois que mata-se o último boss vem a grande notícia: O jogo só tem final se você termina de novo, no Modo Pro. Onde, claro, como já é de se esperar, fica tudo mais difícil, mais rápido e surge um estágio extra de "Boss Rush" que é uma das melhores coisas do jogo! A fase passa-se em multi-scroll, para baixo, trás, frente, com toneladas de armas, bosses e minibosses pra todo lado. Perfeito para tirar o sono da sua tarde de domingo pós-feijoada!
Diversão: 7,0 - Se você não gosta de jogos difíceis e prefere continuar como jogador casual de shmups (se é que isso existe!), é possível que venha a se irritar com a dificuldade de Raiga. Porém, se você gosta de desafios, é fã de Gradius e R-Type, vai se sentir em casa. Raiga é uma dose de "mais do mesmo" sem cair no lugar comum. A jogabilidade única e o level design manjado dão uma certa longevidade ao jogo, além do fato de que perde-se um bom tempo acabando-o duas vezes. As armas podiam ser um pouquinho melhores, as fases um pouco melhor projetadas, mas isso tira o mérito do jogo. No modo 2 players, é possível deixar um jogador cuidando apenas do lado esquerdo da tela e outro apenas da direita, coisa que ajuda muito. Além do que, todo mundo adora jogos cooperativos. Principalmente quando são cruelmente difíceis.
Overall: 7,0 - Um bom ilustre desconhecido que cumpre a missão. Dificuldade acima da média, alguns probleminhas chatos aqui e alí, mas uma porção de extras para compensar. Vale jogar, de preferência junto com um amigo.
Pontos Interessantes:
- Primeira fase no espaço, segunda fase orgânica com serpentes voadoras pela tela, terceira fase uma nave gigante. Copiaram até a ordem das fases de R-Type, com algumas alterações.
- Uma nave azul, a outra vermelha, com vozes de fundo quando você troca de arma: apenas comprovam que Salamander também já fez muito sucesso.
- O tiro vertical é tecnicamente inútil, mesmo em níveis altos. Evite sempre. Sempre!
- Se possível, coloque algum autofire no jogo, seja no joypad, seja no setup. Como vai sempre muitos tiros para matar cada inimigo, imagine como fica seus polegares.
- O final é bem bacana. Passa uma animação com toda cara de "Tecmo". O problema é que só passa quando você acaba pela segunda vez, no Modo Pro.
- Os chefes são todos muito sem-graça. Absolutamente todos.
- Devido a tradução da palavra "Raiga" (Rai = Relâmpago / Ga = Presas) em alguns lugares o jogo foi lançado como Thunder Fang - Strato Fighter.
- A música da terceira fase é um cover da música "Tarkus (Eruption)" do Emerson Lake & Palmer, disco de 1971. Na trilha sonora do jogo, a música chama-se 'Kartus'.
- A Pony Canyon / Scitron lançou um CD de tiragem limitada com a trilha sonora deste jogo (Raiga - PCCB-00063) em 21/05/1991.
- Há uma versão deste jogo para Xbox, na coletânea "Tecmo Classic Arcade", de 2005. Para os que não gostam de emulação, a coletânea é um prato cheio.
Especificações Técnicas:
Main CPU : 68000 (@ 9.216 Mhz)
Sound CPU : Z80 (@ 4 Mhz)
Sound Chips : (2x) YM2203 (@ 4 Mhz), OKI6295 (@ 7.575 Khz)
Orientação : Horizontal
Resolução : 256 x 224 pixels
Screen refresh : 60.00 Hz
Palette colors : 4096
Jogadores: 2
Controle : 8-way joystick
Botões: 2
Um fato curioso sobre o jogo é a dificuldade: Não que os inimigos sejam são dos mais inteligentes ou que as fases também requeiram muita memorização. O problema é que a nave do jogador não é lá das melhores. Não há "bomba" no jogo! (O que chega mais perto é um tipo de inimigo que, ao explodir, leva uma boa parte da tela junto, mas não chega a ser uma bomba como conhecemos). Também não há "super-tuchão" e nenhum dos tiros em seu nível máximo chega sequer perto disso. Sobre os tiros, aliás, eles não valem lá muita coisa. Mesmo para matar os inimigos mais simples, vai tiro pra caramba. O pior deles, sem dúvida, é o vertical - sem falar que é meio inútil mesmo quando há inimigos acima e abaixo pois eles simplesmente não morrem. Em suma, se você gosta de poder-de-fogo, vá jogar Batsugun ou Dodonpachi. Este aqui é um legítimo Casca-Grossa, praticamente um primo horizontal de Flying Shark. Lento, com pouco poder de fogo e difícil de doer.Mas, enfim, vamos aos números:
Gráficos: 7,0 - Raiga é bem bonito, considerando que trata-se de um jogo de 1991. Não é algo absolutamente lindo, mas as cores estão de acordo e ele é bem-acabado. Há alguns defeitos sim, uns sprites sumindo aqui e ali, sobreposições feias (que já não são mais aceitáveis em 91!) e uns efeitos que podiam ser melhorados como os jatos das naves, as explosões, os próprios tiros, são meio toscos. Mas, se por um lado Raiga tem gráficos meio simplórios, ele compensa em alguns detalhes: Há mais um toque de Ninja Gaiden no jogo quando se passa de fase. Aparece uma cutscene da sua nave em zoom, com option e tudo. Há, também, algumas fases realmente bonitas e inimigos muito bem projetados.


Primeira e segunda fase do jogo. Repare nos vermes voadores. Se pintar o fundo de vermelho, fica muito parecido com R-Type. (Clique para aumentar)
Som: 6,5 - O som do jogo não é excelente, mas também não deixa a desejar. Digamos que ele "casa" bem no contexto de shmup japonês difícil pra diabo. São dois chips YM na placa e mais um OKI, com direito à vozes quando se pega armas [Salamander?] e alguns gritos bizarros (pra não dizer ridículos) de inimigos orgânicos. Não sei ao certo o porquê, mas a música me lembra muito a do "TMNT Arcade".
Desafio: 8,0 - Manter-se vivo em Raiga é meio complicado. Terminar é algo bem difícil (considerando o fato de que eu passei X de tempo no jogo, até o último chefe, e mais 2X para matá-lo). Depois que mata-se o último boss vem a grande notícia: O jogo só tem final se você termina de novo, no Modo Pro. Onde, claro, como já é de se esperar, fica tudo mais difícil, mais rápido e surge um estágio extra de "Boss Rush" que é uma das melhores coisas do jogo! A fase passa-se em multi-scroll, para baixo, trás, frente, com toneladas de armas, bosses e minibosses pra todo lado. Perfeito para tirar o sono da sua tarde de domingo pós-feijoada!
Diversão: 7,0 - Se você não gosta de jogos difíceis e prefere continuar como jogador casual de shmups (se é que isso existe!), é possível que venha a se irritar com a dificuldade de Raiga. Porém, se você gosta de desafios, é fã de Gradius e R-Type, vai se sentir em casa. Raiga é uma dose de "mais do mesmo" sem cair no lugar comum. A jogabilidade única e o level design manjado dão uma certa longevidade ao jogo, além do fato de que perde-se um bom tempo acabando-o duas vezes. As armas podiam ser um pouquinho melhores, as fases um pouco melhor projetadas, mas isso tira o mérito do jogo. No modo 2 players, é possível deixar um jogador cuidando apenas do lado esquerdo da tela e outro apenas da direita, coisa que ajuda muito. Além do que, todo mundo adora jogos cooperativos. Principalmente quando são cruelmente difíceis.
Overall: 7,0 - Um bom ilustre desconhecido que cumpre a missão. Dificuldade acima da média, alguns probleminhas chatos aqui e alí, mas uma porção de extras para compensar. Vale jogar, de preferência junto com um amigo.
Pontos Interessantes:
- Primeira fase no espaço, segunda fase orgânica com serpentes voadoras pela tela, terceira fase uma nave gigante. Copiaram até a ordem das fases de R-Type, com algumas alterações.
- Uma nave azul, a outra vermelha, com vozes de fundo quando você troca de arma: apenas comprovam que Salamander também já fez muito sucesso.
- O tiro vertical é tecnicamente inútil, mesmo em níveis altos. Evite sempre. Sempre!
- Se possível, coloque algum autofire no jogo, seja no joypad, seja no setup. Como vai sempre muitos tiros para matar cada inimigo, imagine como fica seus polegares.
- O final é bem bacana. Passa uma animação com toda cara de "Tecmo". O problema é que só passa quando você acaba pela segunda vez, no Modo Pro.
- Os chefes são todos muito sem-graça. Absolutamente todos.
- Devido a tradução da palavra "Raiga" (Rai = Relâmpago / Ga = Presas) em alguns lugares o jogo foi lançado como Thunder Fang - Strato Fighter.
- A música da terceira fase é um cover da música "Tarkus (Eruption)" do Emerson Lake & Palmer, disco de 1971. Na trilha sonora do jogo, a música chama-se 'Kartus'.
- A Pony Canyon / Scitron lançou um CD de tiragem limitada com a trilha sonora deste jogo (Raiga - PCCB-00063) em 21/05/1991.
- Há uma versão deste jogo para Xbox, na coletânea "Tecmo Classic Arcade", de 2005. Para os que não gostam de emulação, a coletânea é um prato cheio.
Especificações Técnicas:
Main CPU : 68000 (@ 9.216 Mhz)
Sound CPU : Z80 (@ 4 Mhz)
Sound Chips : (2x) YM2203 (@ 4 Mhz), OKI6295 (@ 7.575 Khz)
Orientação : Horizontal
Resolução : 256 x 224 pixels
Screen refresh : 60.00 Hz
Palette colors : 4096
Jogadores: 2
Controle : 8-way joystick
Botões: 2
Preview: Dux para Dreamcast (!!!)
Sim, mais um lançamento para nosso videogame-undead favorito. O reduto moderno dos shmups alternativos ganha mais um offshot de R-Type com gráficos 3D vistosos e a promessa de que a cena está longe de acabar.
Dux é um lançamento da NG Dev, mesmo estúdio alternativo que lançou Last Hope. O jogo vai ser vendido em mídia física pelo site HUCAST.Net.
O que me leva a pensar:
R-Type é um clássico. Sempre foi. O jogo e suas versões foram lançados para praticamente todos os consoles da época. São incontáveis os clones, coisa que vai ser matéria aqui, neste blog, em breve. Isso são fatos e contra fatos não há argumentos. Mas por que raios a Irem, fabricante deste clássico, não faz como a Konami, que continua lançando Gradius para os consoles atuais, e tenta pegar carona em títulos muito menos interessantes como R-Type Tatics, para PSP? Nada contra, pode ser um ótimo jogo , mas garanto que um R-Type shmup, como sempre foi, agradaria muito mais o público!
R-Type Tatics? Gráficos lindos, mas fala sério... olha que frustrante pra quem é fã da série.
O povo quer shmups, Irem! Faça o dever de casa, não invente moda! Mas, enquanto vocês não vêem a luz e deixam a Konami ganha grana às custas da Treasure, fica aí a matéria original sobre Dux, e o vídeo.
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