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27 de mar. de 2017

Rude Breaker - PC-98 (Compile / 1996)

Este é para você, garotinho juvenil, que acha que manja tudo dos "Alestes" da vida.  Sinto em te dizer, mas sabe de nada! Se você não jogou Rude Breaker, está faltando este no seu currículo!


Hein? Seria este um "Aleste perdido" ? Vamos às perguntas:

1) Mas não tem "Aleste" na tela de título?

R: Não, não tem, eu também sei ler. Não tem o nome escrito em lugar nenhum, de fato, mas se você jogar, vai perceber que, sim, o jogo é 99% um Aleste, e dos bons por sinal! Tudo nele lembra o clássico da Compile, em termos de música, gráficos, jogabilidade. Não sei o motivo de simplesmente não chamarem de "Aleste", já que a franquia tem um monte de fãs que seriam automaticamente atraídos pelo jogo. A Compile é uma daquelas softhouses malditas que te obrigam a comprar um aparelho por Aleste mesmo, ou seja, este aqui não seria exceção. Fazendo uma listinha de recapitulação da série, temos:
- Aleste 1 / Power Strike 1 (MSX, Master System e Game Gear)
- Aleste 2 / Power Strike 2 (MSX, Master System e Game Gear)
- Aleste Gaiden (Só para MSX, e é um joguinho bem meia-boca!)

...aqui começa a palhaçada:

- M.U.S.H.A. Aleste (Mega Drive)
- Super Aleste / Space Megaforce (Super Famicom / SNES)
- Seirei Senshi Spriggan (PC Engine CD)
- Robo Aleste / Dennin Aleste (Sega CD / Mega CD)

E como eu falei lá em cima, pode até não chamar Aleste, mas dá uma olhadinha aqui, e me fala se escapa do teste de DNA. :)



Rude Breaker, em toda sua glória!

2) Compile, fazendo jogo para uma plataforma semi-morta, em 1996?

R: A Compile funcionou até 2003, e o último Zanac (Zanac Neo), que saiu na coletânea Zanac x Zanac, para PSX (disponível para PS3 também) saiu em 2001. A gente esquece como o Japão já foi uma potência produtora de inovação, hardware, software, etc, e que já conseguiu produzir coisas mais interessantes que simuladores de namorada virtual e joguinhos bestas de ritmo. Em 1996, curiosamente, ao contrário do que eu imaginava, o PC-98 não estava morto e enterrado junto com o MSX, o X68000 e o FM Towns! A plataforma resistiu no mercado até 2003! Por isso saíram tantos jogos para ele.


A pilota da nave é uma menina. Você já viu isto em Aleste!

3) Para que plataforma saiu isso?

R: Saiu para o PC-98, que foi um padrão de micros japoneses, muito popular por lá. Era um micrinho da NEC, ou seja, "parente" do PC Engine. Eu mesmo não conheço direito e mal prestava atenção nele, até descobrir a biblioteca bem interessante dele, e cheia de shmups (além de uma tonelada de sensacionais mahjongs, RPGs japoneses em japonês, e joguinhos pornográficos, como não podia ser diferente).


O nada extraordinário PC-98. Podia ser vendido com o logo da "Itautec" na frente.

4) E o jogo é bom?

R: MUITO bom! Não só o jogo, mas a música é simplesmente sensacional. Como não tenho um PC-98, joguei no emulador (recomendo o Neko Project), e estou com a musiquinha na cabeça até agora. O jogo parece muito mais inspirado na mecânica de M.U.S.H.A. que na dos outros jogos da série, pois você pode escolher um tipo de arma no começo do jogo, e elas são mais ou menos parecidas com as três do Aleste de Mega Drive. Os padrões de inimigos, power ups, sons, é tudo muito transbordando o DNA da Compile. Não achei um jogo difícil, e acho que do começo ao fim se passaram algo em torno de vinte minutos, mas acredito que para um jogo arcade, é o tempo necessário para chegar ao final. Os gráficos são bonitos, mas eu achei as cores um pouquinho esquisitas, talvez por não estar acostumado com o PC-98. Às vezes dá um pouco de slowdown, mas não sei dizer se é a emulação ou se era assim no original.


Saca a soundtrack, que coisa mais linda...

5) Conclusão sobre Rude Breaker?

R: Jogue. Apenas jogue. Baixe o emulador e jogue. Um shmup bom destes não merece ficar esquecido pelo tempo. Não tivemos PC-98 no ocidente, não vejo muitos sites falando sobre ele, nem mesmo entre as comunidades "fãs" de Aleste, Zanac, MSX, Compile, etc, parece que ninguém jogou muito ele. Esta pequena obra-prima merece ser jogada e re-jogada! Não entendi também o fato de ter saído tão tarde (1996), mas vai entender o mercado da época. O importante é que, hoje, qualquer coisa roda um emulador de PC-98, logo, o jogo está ao alcace de todos.

Nota: 8,0 - Eu pagaria por uma versão oficial de Rude Breaker, seja para PS3 / PS4 / XBox / Steam.

9 de jan. de 2014

Genesis - Dawn of a New Day (ZX Spectrum / MSX)

Mais um jogo de desenvolvedores independentes, que vivem salvando as plataformas antigas do esquecimento! Este aqui, infelizmente, passou batido! Aliás, passar não passou, eu só não tive tempo de testar antes pois a fila de jogos é grande. Não sou assíduo frequentador das comunidades de MSX e Speccy, então não sei se é novidade para muitos, mas achei um jogo bem bacana, levando-se em consideração o hardware utilizado. Genesis - Dawn of a New Day foi lançado em 2010 para ZX Spectrum e MSX, duas plataformas bem antigas e cheias de fãs (principalmente os que já estão na casa do 30 ou 40 anos, o que me inclui). É fortemente inspirado em R-Type e Gradius, e o pessoal da Retroworks não poupou esforços para fazer algo bem apresentável. O jogo tem até uma engine de inércia, power-ups, um tiro de "carregar" como em R-Type e um nível de dificuldade bem desafiador. Minha única sugestão é: Não tente jogar no teclado! Sem um joystick (e um decente), você não vai muito longe. Não sei como isso se comporta no Speccy, pois testei a versão de MSX, mas acredito que quem é dono de um ZX Spectrum está mais do que acostumado a jogar Shmups na base do "QAOP+ENTER", então não deve ser lá um grande problema.


Versão de MSX


Versão de ZX Spectrum

Um destaque é a música do jogo, que é um chiptune bacana e que "casa" muito bem com os outros elementos. O jogo está à venda / download no site da Retroworks, e se você é fã de plataformas antigas, dê uma espiada nos outros títulos deles, pois está cheio de coisa boa por lá, incluindo o RPG Los Amores de Brunilda, o qual tive a oportunidade de jogar recentemente também e gostei muito.


4 de dez. de 2012

BOMBA! Zanac x Zanac na PSN à qualquer momento!


Houve um tempo em que a especulação de jogos raros rendia um bom dinheiro. O camarada comprava um jogo, às vezes mais de uma cópia, pelo simples fato de que aquilo iria valorizar e se transformar em mais dinheiro. Capitalismo, eu sei, é a brincadeira básica de adquirir o que é raro, esperar se tornar mais raro ainda e vender. Muito bom para quem tem dinheiro, mas péssimo para quem simplesmente não tem acesso a bons jogos. Se você resolveu algum dia colecionar shmups, deve ter notado que é um dos gêneros favoritos dos especuladores. Verifique o preço do MUSHA de Mega Drive, do Radiant Silvergun, Batsugun, Hyperduel, Guardian Force, Terra Diver, Dodonpachi, de Saturn, dos bons shmups de PS2 ou de qualquer outra plataforma. Jogos antigos e completos são caros, fato, mas há um certo exagero envolvido no preço, o que acaba fazendo com que quase ninguém conheça certas pérolas, que é o caso de Zanac x Zanac, lançado originalmente para PSX, quando o PS2 já despontava. Sempre foi um jogo caro, difícil de conseguir, raro de se encontrar (mesmo pirata!), e que  merece, sem dúvida alguma, ser jogado. Uma curiosidade é que quase ninguém jogou esse jogo: Ele saiu tarde demais para a geração do PSX e o PS2 não rodava ele direito por causa de um bug.


Imagina isso na sua TV da sala, aquela enorme que você comprou.

Zanac x Zanac não é propriamente um jogo, mas sim um pacote, composto do Zanac clássico (de MSX ou de NES, não consegui identificar) e Zanac Neo, o novo jogo. E que jogo! Um dos melhores shmups da sua época, mas como este post não é um review, não vou ficar aqui discorrendo sobre Zanac Neo. É um jogo ótimo, que captura muito bem o espírito dos originais e ainda acrescenta gratas surpresas, como um trabalho gráfico sensacional, música das melhores, todas os elementos do game clássico e três naves para escolher. Ficou curioso? Que bom! Agora é só largar de ser mão-de-vaca e comprar Zanac x Zanac na PSN, por uma mixaria, pois o jogo vai aterrisar à qualquer momento na loja virtual da Sony. É, nada de desembolsar US$200,00 e ficar batalhando uma cópia no Ebay, agora todo mundo vai poder comprar o último capítulo de Zanac por um preço justo e jogar no seu videogame atual, na sua TV atual, sem nem sair de casa (ou ser extorquido por piratas, pela Receita Federal ou vendedores inescrupulosos).




Saca só o nível de produção da música, que coisa linda.

Como é bom viver no futuro, não? Ah é, Shienryu e R-Type Delta também estão lá na prateleira virtual de jogos japoneses de PSX convertidos para PS3. :)

24 de ago. de 2009

Thexder NEO (PSN / PSP)

Se você está na casa dos 30, provavelmente já viu este jogo. Era um robozinho que se transformava em uma nave, andando por um labirinto, com um laser teleguiado e um campo-de-força. Thexder fez muito sucesso nos tempos do MSX (sua melhor versão), mas também houveram versões para várias plataformas da mesma idade (ou mais novas). Lembro de ter jogado no NES também (fraquinha, mas divertida) e no Apple II GS de um amigo (argh! horrível!).

Thexder teve uma continuação excelente, de nome Fire Hawk - Thexder, the Second Contact, exclusiva para MSX (e, mais tarde, para PC). O jogo ficou muito mais complexo, já usava som FM e tinha várias armas e labirintos bem maiores e mais difíceis, porém, ficou restrito aos usuários de MSX2, que não era uma plataforma "mainstream" da época.

Eis que, 24 anos depois (mais velho que muito gamer de hoje em dia) o jogo ganha uma continuação prometida para PS3 (via PSN) e PSP de nome Thexder NEO. Sei lá o que a Game Arts (que não, não morreu!) e a Square/Enix vão fazer, mas para nós, da liga geriátrica de diversões eletrônicas, já é uma excelente notícia. Espero que eles peguem elementos tanto da versão original quanto do Fire Hawk, que também era um excelente jogo.

Será que, finalmente, esses caras vão assumir a crise criativa e vão começar a olhar para trás e reutilizar os títulos excelentes do passado nas plataformas atuais? Espero que sim.

29 de abr. de 2009

Vic Viper à venda!


Calma, calma, é só mais um modelo, lindo por sinal, e maior que estas miniaturas "genéricas" que costumam aparecer nos leilões virtuais da vida. Diz o texto (ao menos o que o Google Translator permitiu ler) que o modelo se baseia na nave do Gradius II. Sei não, hein? Me parece mais a última Vic Viper mostrada em Gradius V, toda modernosa. Na versão de MSX também não é, pois a nave deste jogo é a Metalion (da esquerda) que é linda também, mas não tem nada à ver com esta Vic Viper (da direita).

A belezinha aí custa 4500 ienes, o que dá hoje cerca de R$102,00. Nada mal, se não houvessem ainda por cima os impostos (cerca de 60%), taxa de envio (Japão é longe) e graninha do atravessador. Por aqui, qualquer R$500,00 compra, afinal, é raridade. Como se isso fosse justificativa para aumentar sem critério algum o preço de tudo. Tem uma outra verde, feiosa, que eu nunca vi em jogo nenhum e que é ainda mais cara. O site da loja é bem legal, mas todo em japonês.

Por falar em Gradius 2, esse jogo teve várias versões boas. Na de Famicom, em especial, o cartucho vinha com um chip de som extra. A de PC Engine, além de ter um som maravilhoso, é muito fiel ao arcade e tem uma abertura fantástica. A versão de X68000 então, dispensa comentários. Isso porque nem falei do Nemesis 90, que é uma versão do Gradius 2 de MSX para o micrão da Sharp.

Se formos considerar a diferença gritante entre um hardware e outro, chegamos à simples conclusão de que a vida dos programadores de hoje é muito mais fácil que há alguns anos. Afinal, não era como portar algo do X360 para o PS3, os caras praticamente escrever o game do zero. E ainda tem gente que reclama de programar para PS3!

Incrível como surge assunto cada vez que eu escrevo a palavra "Gradius". E olha que era para ser um post curto. Quem sabe Gradius 2 (e todos os spinoffs) não aparecem por aqui em breve...

29 de out. de 2008

M.U.S.H.A. (Compile / Toaplan), Mega Drive, 1990

Estava procurando o que jogar no Mega Drive, em meados de 1992, quando um amigo meu sugeriu uma troca: Meu malfadado Golden Axe 2, o qual eu já havia jogado à exaustão, pelo "jogo de samurai voador" que ele tinha comprado recentemente e detestado. Os dois eram cartuchos alternativos, feiosos, pesados, gordos, com etiquetas podres, esquisitas, feitas em papel-foto. Como simplesmente não suportava mais jogar Golden Axe 2, o que eu tinha à perder? Troquei mesmo sem testar o jogo e levei para casa o cartucho esquisitão. Eis que não foi minha surpresa ao descobrir que eu havia conseguido uma cópia (pirata) de um dos melhores shmups já feitos!

O jogo tem dois nomes: M.U.S.H.A. (sigla para Metallic Uniframe Super Hybrid Armor), nos EUA, e Aleste - Full Metal Fighter Ellinor, no Japão. Vou chamar o jogo apenas por Musha aqui, para simplificar, mas sim, ele é parte da saga Aleste, iniciada no MSX, que conta com alguns episódios onde os protagonistas não são naves, mas robôs, como os excelentes Robo Aleste / Aleste Denin (Mega CD), Aleste Gaiden (MSX) e Spriggan* (PC Engine). Não sei o motivo, mas prefiro muito mais os Alestes com robôs que os com naves. Não que sejam ruins, mas os com navinhas parecem tão inferiores aos demais...

*Há controvérsias sobre o Spriggan ser parte da saga Aleste, mas ele é uma "continuação espiritual", assim como Ikaruga é de Radiant Silvergun, ou Salamander é de Gradius. Quem jogar vai entender o que eu estou falando. E claro, é o primeiro Spriggan. O Spriggan Mark II é um joguinho bem fraco, com scroll horizontal.



O jogo começa com cut-scenes bem bacanas, contando a história da invasão que vai ser combatida. Não há grandes enredos aqui, nem nada muito filosófico, mas as telas são lindas, mais animadas que as do antigo Ninja Gaiden, e, convenhamos, jogo de nave com abertura em cut-scene é coisa fina! Os produtores não costumam nem explicar nada, já te jogam no meio do tiroteio e era isso. Coisas assim são raríssimas de se ver, ainda mais com o devido capricho.

Primeiro nível do tiro verde em ação. Não parece grande coisa, mas faz um estrago...

Quando comecei a jogar, achei que era mais um jogo de acumular armas, simples como de costume. Nada poderia ser mais longe da verdade. Musha foi projetado para permitir que o jogador controle cada parte da funcionalidade da nave. É possível atirar com a arma principal, arma secundária, mudar a configuração dos options e alterar a velocidade de deslocamento do robô na tela, sendo que:

Arma principal: Como nos outros jogos da série Aleste, começa como um tiro simples e conforme o jogador vai acumulando os "Power Chips", a quantidade de tiros vai aumentando (dois por vez, três, quatro, cinco, etc). Só direcionado para cima e não muda do começo ao fim do jogo.

Tiro principal, já bem evoluído e tiro azul em uso, girando (lado direito do robô).

Arma secundária: Estas sim, tem um poder de fogo razoável e também tem níveis, além de possuírem alguns níveis especiais! Cada vez que o jogador pega uma arma principal, ele ganha um nível de "armadura" contra impactos inimigos. Elas ficam como se fosse uma "mochila" nas costas do robô. O primeiro tiro que o personagem levar, não vai matá-lo, só vai destruir a arma especial. Isso é essencial para sobrevivência em certas partes do jogo. As armas especiais, assim como em Raiden, sobem de nível conforme o jogador insiste na mesma cor, ou seja, se você ficar trocando de arma toda hora, ela nunca vai ficar mais forte.

- O tiro vermelho dispara granadas em várias direções, sendo que em nível alto ele cria pequenos "buracos-negros" na tela, que chupam tiros e inimigos menores para dentro. Em níveis ainda mais altos, chupa inimigos não tão pequenos assim, acumulando todos os alvos em um ponto só. Com isso, é possível concentrar fogo da arma principal neste ponto e não se preocupar tanto em desviar dos tiros inimigos.

- O tiro azul é defensivo, cria uma onda de energia que gira em torno do robô, limpando tiros inimigos e causando dano enorme nos que encostam em você. Em níveis altos aparecem várias ondas, a onda fica muito maior, e, ainda, no último nível, a onda defensiva começa a disparar pequenos pedaços dela para frente, causando bastante estrago.

- O tiro verde é um laser que sai direto para cima e só aumenta com os níveis. Em níveis altos ele fica ridiculamente largo e forte, detonando mesmo os chefes mais fortes com poucos tiros. É fácil varrer a tela com o tiro verde em nível médio apenas.

Voando por dentro de uma caverna. Experimenta não mudar a velocidade aqui para ver o que te acontece...

O funcionamento dos Options me lembrou muito um outro velho conhecido: Tokio (Scramble Formation), da Taito. Era possível juntar navinhas e configurar a formação em que elas iam voar, adotando uma posição ou outra que favorecesse o ataque do jogador. Aqui, para se ter Options é necessário juntar "Power Chips", que aumentam um contador na parte de cima da tela. É possível ter até quatro Options voando ao mesmo tempo, sendo que o excedente fica "armazenado" no contador e são liberados conforme a necessidade (sim, aqui, como em Tokio, Options não são imortais!). As configurações de options são: 3-Way, Rolling, Chasing (seguem sua nave, como em Gradius), Forward (todos apontando para cima), Backwards (dois deles apontam para trás), Reverse (apontam para o lado oposto), Free (esse é o mais legal, eles perseguem os inimgos, ficam grudados neles, atirando).

Velocidade da nave: É possível mudá-la dando pause no jogo. Ok, é chato dar pause toda hora, mas eu acabo o jogo mudando a velocidade umas duas ou três vezes, sendo que é totalmente possível jogar sem mudar nunca.

Existem chavões e chavões, como "Destroy the Core"

Falando assim, parece que é super difícil controlar tudo, mas não se assuste. A interface é simples e dá para pegar o jeito super fácil. O fato é que dá para simplesmente jogar sem mexer em nada. Apanhando muito, isso é fato, mas é possível.

Ok, chega de aspectos técnicos. Vamos aos números de Musha:

Gráficos: 10

Os artistas sabiam muito bem o que estavam fazendo. O design de Musha é uma mistura de Heavy Metal e Gundam, ou qualquer outro anime de mecha-samurai. Você vai ver máscaras gigantescas com canhões e tentáculos, versões mecânicas de guerreiros e animais mitológicos, monstros, castelos voadores, cenários devastados, tempestades de raios, vulcões, cavernas cheias de armamentos, tudo muito bem acabado e assustadoramente rápido. Há chefões enormes, feios de vários pedaços, áses inimigos que te perseguem, demônios mecânicos, tudo o que a liberdade dos designers permitiu criar. Além, claro, das já citadas cut-scenes que fazem mais algumas aparições e de efeitos in-game que impressionam pelo capricho.

Som: 10

A trilha-sonora de Musha é simplesmente perfeita: heavy metal. Acompanha a velocidade do jogo e o tema proposto, sendo que às vezes intercalam-se batidas eletrônicas e música tradicional japonesa. Os efeitos também foram muito bem elaborados. Cada arma especial tem seu som, as explosões, o impacto, a atividade do cenário, tudo. É o tipo de coisa que ficou esquecida até em jogos atuais, como gerar sons para outras coisas que não sejam apenas o jogador e as explosões.

Desafio: 10

Musha não tem um começo razoável e depois vai ficando mais difícil. Ele começa arrancando seu couro e termina arrancando o que sobrou. Existem níveis de dificuldade que podem ser regulados, claro, mas não se iluda que isso vá resolver sua vida após a terceira ou quarta fase...

Diversão: 10

Basta dizer que é um jogo que eu conheci em 1992 e que não senti que ele tenha envelhecido, pois ainda o jogo até hoje, muito mais que jogos da geração atual ou shooters modernos. Musha é um dos melhores, senão o melhor shooter vertical de Mega Drive.

Overall: 10

O jogo é uma obra-prima e vale cada kilobyte. É suficiente!

- O robô, protagonista de Musha, saiu na coletânea de miniaturas Shooting Historica número 2. E eu achava que era o único que gostava desse jogo. Veja no começo do post, esse é o que fica na minha estante.
- O jogo atinge preços exorbitantes no Ebay. Até hoje, me contento com minha cópia pirata.
- Feito pela dobradinha Complie / Toaplan. Alguém duvida que seria fantástico?