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29 de mai. de 2020
5 de abr. de 2017
Preview: Skycurser (Arcade)
Um colega de trabalho, que também é fã de shmups, me chamou recentemente para visitar um dos arcades aqui de Londres. Para minha surpresa ainda existem alguns por aqui, e até são bem interessantes, mas o ponto forte deles, ao que parece, eram os jogos de ritmo/música. Haviam muitos pinballs, algumas máquinas clássicas, como os jogos de corrida da Sega, Namco, jogos de luta da SNK, Capcom, jogos de tiro com pistolas, uma ou outra do período Neolítico dos videogames (Rally X, Yie Ar Kung Fu e mais alguma coisa) mas o resto todo eram jogos de música. Tinha até um Rock Band todinho, montado em um canto, com aplificadores reais, enormes. Imagine a barulheira! Vi uns três ou quatro gabinetes que continham um PS3 / Xbox 360 dentro, e um deles tinha algo rodando MAME, com um bilhete "peça ao operador para trocar os jogos caso ele não esteja no menu".
Groove Coaster, uma das máquinas que haviam no salão. Parece um telefone celular gigante, mas, enfim, é um jogo para celulares...
Voltei do arcade pensando que é uma pena que lugares assim estejam condenados a desaparecer. No Brasil já desapareceram praticamente, e aqui não é diferente. São poucas máquinas novas surgindo, o que é compreensível, já que o modelo de negócio é bem fraco se aplicado fora do Japão, e os investimentos não se justificam. Alguns poucos malucos se arriscam a abrir arcades hoje em dia, ao menos no ocidente, um mercado abastecido por máquinas antigas e algumas poucas novas, feitas pelas grandes empresas japonesas (que hoje são bem menos do que já foram) como Taito, Sega, Konami, e um punhado de coreanas e chinesas e seus jogos de ritmo.
Pensa em uma música infernal de chata...
Eis que, eu estava errado! Em plenos 2017, Skycurser é lançado. A proposta do jogo é não migrar (ao menos nada foi dito até agora) para consoles, computadores, celulares, etc, permanecendo apenas nos arcades. Ou seja, a única forma de jogá-lo é indo até um lugar onde a máquina existe fisicamente. É um modelo de negócio ainda mais maluco que abrir um fliperama, mas aparentemente está dando certo, pois há várias máquinas sendo distribuídas, segundo a página dos criadores.
Arte do gabinete do jogo.
A arte do jogo parece ter influência direta de Metal Slug. A nave parece meio grande para um shmup, mas desde que a caixa de colisão não seja do mesmo tamanho que o sprite (que é uma tendência hoje em dia) não há problema. Uma pena que a maioria das máquinas estejam apenas nos EUA, e que não haja perspectiva de lançamento do jogo para plataformas domésticas, mas não acredito que vá ser algo exclusivo dos arcades por muito tempo. Afinal, se isso aconteceu com praticamente todo jogo de sucesso, porque não com Skycurser? :)
Algumas screenshots do jogo, que estão bem bacanas:
Algumas screenshots do jogo, que estão bem bacanas:
O preço para quem quiser comprar varia: Quem já tiver um gabinete JAMMA, apenas paga 700 dólares pelo jogo, mas é possível também comprar todo o hardware, inclusive o gabinete (este da foto, com arte e tudo mais), já pronto e configurado, por 3500 dólares.
11 de ago. de 2015
Vem aí: Xydonia (PC)
O que falar de Breaking Bytes, estes desenvolvedores indies que eu mal conheço e já considero tanto? Os italianos (raça do Mario, respeito!) estão desenvolvendo um shmup horizontal inspirado em R-Type e seus diversos clones tardios dos anos 90 (como Pulstar, Blazing Star, Dux, etc) que está ficando simplesmente fantástico! Já há um demo há disposição, e é possíver dar uma olhada no que vem por aí no vídeo abaixo.
O jogo ainda contará com multiplayer co-op, uma boa pitada de humor no diálogo entre os personagens, diversos caminhos para progressão, múltiplas opções de personagens e customização, e mais uma porção de surpresas que podem aparecer pelo caminho, sendo que o jogo é um alpha ainda. Como eu sempre digo aqui, eu só espero mesmo que ele também saia para os consoles domésticos, não ficando apenas no PC, pois uma maravilha dessas merece ser jogada por todos!
O jogo ainda contará com multiplayer co-op, uma boa pitada de humor no diálogo entre os personagens, diversos caminhos para progressão, múltiplas opções de personagens e customização, e mais uma porção de surpresas que podem aparecer pelo caminho, sendo que o jogo é um alpha ainda. Como eu sempre digo aqui, eu só espero mesmo que ele também saia para os consoles domésticos, não ficando apenas no PC, pois uma maravilha dessas merece ser jogada por todos!
19 de ago. de 2014
Mission Craft
Como alguns aqui já sabem, eu sou fuçador de romsets do Mame, e fazia uns anos que eu não pegava o pacote todo para dar uma olhada. A versão 1.5.4 está bem completa, cheia de jogos bacanas que foram adicionados, mas sempre vem muita tosquice junto. Muita mesmo. Claro, os jogos legais são, como o próprio nome diz, legais, mas é bom de tempos em tempos a gente esbarrar em uma tosquice aleatória. Uma delas é esta sensacional rom chamada Mission Craft, feita por alguém de uma empresa chamada "Sun" (não, não é esta que você está pensando). Se você notou qualquer semelhança dos sprites com os do jogo StarCraft, não, não é mera coincidência.
Tem outro vídeo aqui, que dá pra ver melhor o jogo. Ele foi montado em cima de algum outro jogo da Psikyo, provavelmente Strikers ou Gunbird. Foi uma saída engenhosa (já que fazer sprites é uma trabalheira gigantesca) e, no mínimo, curiosa dos autores. Está aí a prova de que a necessidade é a mãe da ação.
Tem outro vídeo aqui, que dá pra ver melhor o jogo. Ele foi montado em cima de algum outro jogo da Psikyo, provavelmente Strikers ou Gunbird. Foi uma saída engenhosa (já que fazer sprites é uma trabalheira gigantesca) e, no mínimo, curiosa dos autores. Está aí a prova de que a necessidade é a mãe da ação.
20 de jun. de 2014
Preview: Jamestown (PC/PS4)
Se você acha que eu fiquei maluco e postei um RPG no blog de shmups, fique tranquilo: A imagem da tela de abertura engana, assim como o próprio título. Jamestown não é apenas um shmup, mas é feito por um fabricante ocidental e segue a receita dos bullet-hell mais insanos da Cave. O título passou despercebido por um bom tempo, sendo conhecido apenas dos jogadores de shmups de PC, que é uma comunidade tão desorganizada e desunida quanto a de consoles. Broncas à parte, o jogo ganhou diversos prêmios, várias menções honrosas, mas só agora, quando a Sony resolveu adotá-lo no PS4, é que vai ter a devida notoriedade. O jogo tem uma história (!!!) que envolve uma colônia britânica em Marte, em 1619 e um fugitivo que escapou da execução. Como isto acaba em um shmup eu não sei, mas dando uma olhada no vídeo abaixo, dá para se ter uma idéia do capricho que o pessoal da Final Form Games teve em todos os detalhes do jogo, principalmente os gráficos de SNES e a música orquestrada.
Com a vinda de Jamestown+ para PS4, a lista de shmups começa a ficar interessante, já contando com Resogun, Galak-Z, Revolver 360, Futuridium e Titan Attacks.
31 de mai. de 2014
Preview: Astebreed (PC e Mac)
Jogaço indie para PC e Mac, Astebreed faz com maestria o que tem se tentado desde que os videogames começaram a usar engines 3D (acho que em Philosoma, lá no PSX): Shmup multi-scroll! Muita gente tentou fazer com que o scroll de um shmup mudasse de posição de forma natural, mas esta é a primeira vez que vejo algo do tipo acontecendo. Veja você mesmo.
Além de ter toques de Raystorm (o laser multi-lock) e Radiant Silvergun (a espada), e alternar a visão de horizontal para vertical, para visão rail-shooter, Astebreed mostra gráficos magníficos e uma música decente. Espero que saia para algum console, pois este merece ser jogado na TV da sala e não no monitor!
4 de abr. de 2014
Luftrausers (PS3 / PSVita / PC /Mac / Linux) - Vlambeer / Devolver Digital, 2014
Eis que, novamente, temos a incrível capacidade dos Indie Games de cativar o público! Produzido em três anos e atingindo lucro depois de três dias de venda, Luftrausers foi uma grata surpresa para quem quer um shmup novo, moderno, com cara de antigo e, ainda assim, inovador. Dei de cara com ele na PSN, nunca tinha sequer ouvido falar, mas o fato de ser distribuído pela Devolver Digital, que fez Hotline Miami, me deixou deveras animado. Quando vi o jogo e notei que, bem, não tem cores (não muitas, devem ser umas 3 ou 4 cores apenas), e todos os sprites das naves eram sólidos, sem divisões, como se fosse um teatro de sombras chinês (pi ying xi ou 皮影戏). Fiquei mais curioso ainda quando notei que a jogabilidade lembrava um pouco dois clássicos que eu adoro: Wings of Fury (por usar uma engine de física) e Time Pilot (por permitir movimentação multi-scroll, mesmo com orientação horizontal). Ao contrário do que parece nos vídeos, o jogo não é um "arena shmup"nem um "twin sticks". Você controla a movimentação do avião através de um balanceamento entre propulsão e ângulo, impulsionando-o na direção que você deseja. Ele não vôa "sozinho" como na maioria dos shmups, e saber até onde voar é fundamental. É possível descer com seu avião até o nível do mar (e entrar nele, mas hey, afinal, é um avião experimental!), assim como subir até o limite da estratosfera, ainda que ambas as circunstâncias provoquem dano nele.
A marcação de dano, por sinal, é bem curiosa. Um círculo que se fecha ao redor do avião, quanto menor, pior. Se ele chegar a tocar o avião, você morre. Se parar de atirar, o avião se auto-repara, o que é bem incômodo na maioria das fases, pois em um shmup, como o leitor bem sabe, não atirar significa levar tiros! Os inimigos não variam tanto, mas dificilmente se mata algum com apenas um tiro. É preciso, na maioria dos casos, circular e descobrir qual o melhor padrão de movimento para fazer algum dano e, principalmente, continuar fazendo! Os navios, principalmente, precisam de muito dano para afundarem. Os blimps (zepellin de guerra), que nem sempre aparecem, precisam de mais tiros ainda, ou seja, é preciso circulá-los, desviar de tiros, acertar o alvo, continuar acertando enquanto se move, parar de atirar de vez em quando (para regenerar) e tomar cuidado com mísseis e ataques kamikaze dos inimigos.
Zen e a arte de afundar navios.
Mas, é claro, você não fica só com a arma inicial. O jogo vai destravando upgrades de três tipos (arma, corpo e motor), que podem ser combinados para formar 125 aviões diferentes. Cada combinação de upgrades produz um nome no avião, o que parece inútil, mas ajuda quando você quer buscar uma determinada configuração. Por exemplo, digamos que você jogou com uma configuração que produziu o avião chamado "Fist of God", e gostou do resultado. Ao invés de ficar tentando adivinhar como fazer aquela combinação (que aliás é ótima, obtem-se selecionando canhão, bomba e motor hover), basta tentar as opções até que o nome apareça. Outra curiosidade sobre a troca de upgrades: A música do jogo muda. Cada avião tem seu próprio tema, que são variações do tema principal.
Tela de seleção dos upgrades. Acostume-se a brincar muito com ela.
Neste ponto, vendo as imagens que foram colocadas, o leitor deve estar se perguntando se o jogo é todo em sépia. Sim, originalmente é tudo sépia, mas aparecem outros modos gráficos que são destravados ao se cumprir determinadas missões. Nenhum deles bonito. Para dizer a verdade, os mais bonitos são o sépia, o branco e preto e um de visão noturna. Os outros vão fazer você querer arrancar seus olhos com uma colher de pau. Sinceramente, não sei porque decidiram escolher as piores combinações de cores possíveis. Achei um recurso bem bobo e que não agregou em nada no jogo, a não ser para o caso do jogador ser daltônico, ter fetiche por cores de jogos de Apple II ou simplesmente extremo mau-gosto. Acredite, eu estou fazendo o seu dia mais feliz por não postar os outros modos gráficos aqui e você deveria me agradecer!
Um nuke bem aplicado. Sim, tem bomba atômica aqui também!
Em termos de jogabilidade, nem tudo fica por conta das armas. As variações de corpos e motores permitem que você produza alguns efeitos interessantes. O corpo "nuke", por exemplo, explode tudo o que tem na tela quando seu avião é destruído. Outro corpo, o "melee", permite danificar inimigos com impactos diretos. O "armor" reduz drasticamente o dano que o avião toma, mas também o deixa mais pesado. O motor "underwater" permite que seu avião entre e saia da água sem sofrer dano, e o "hover" faz com que você elimine quase toda a gravidade do avião, como se estivesse no espaço. O interessante, também, é o modo "random", que sorteia as três partes que vão equipar o avião, sem que o jogador escolha.
E este cara, na parte de cima, é um blimp. Se você não estiver com o avião certo, nem tente matar.
Sem fases, sem chefões, contando com ação ininterrupta, Luftrausers tem uma estrutura de jogabilidade bem incomum. Existem desafios que precisam ser cumpridos, como "destruir X inimigos" ou "fazer Y pontos", mas não há estágios. O tempo de duração de uma partida é o quanto o jogador conseguir durar na tela, o que geralmente não é muito. A dificuldade do jogo é bem alta, até porque depende de uma curva de aprendizado para cada avião, isso sem falar no modo SFTM. Aliás, se alguém souber o que "SFTM" quer dizer, por favor, me diga, porque eu não consegui descobrir. Só sei que este modo é extremamente difícil, destravado após o jogador chegar no nível 10 e ter aberto vários desafios e todos os upgrades do avião. Sobreviver mais que 15 segundos neste modo é algo digno de um herói, e não, o jogo não acaba por aí. O problema é que, bem, de fato, ele acaba sim. O jogo prossegue, fato, há desafios para cumprir, mas a dificuldade escorchante não estimula ninguém a continuar, não sem mais upgrades, armas, etc, e o jogador acaba ficando entediado de morrer após 2 segundos do início da partida. Também não existem power-ups ou quaisquer outros itens, o que não faz com que os jogadores de shmups tradicionais sejam grandes fãs de Luftrausers, apesar de ser um grande jogo.
Nota 8,5: Grande jogo, grandes idéias, jogabilidade interessante, porém, pouco valor de longevidade. O apelo artístico funcionou muito bem para mim, tanto em termos de música quanto de visual, mas não entendi os modos gráficos esdrúxulos, nem a falta/ausência de power ups e novos desafios para estágios avançados. Se tiver a oportunidade, compre-o! Vale o preço e a diversão é garantida.
9 de jan. de 2014
Genesis - Dawn of a New Day (ZX Spectrum / MSX)
Mais um jogo de desenvolvedores independentes, que vivem salvando as plataformas antigas do esquecimento! Este aqui, infelizmente, passou batido! Aliás, passar não passou, eu só não tive tempo de testar antes pois a fila de jogos é grande. Não sou assíduo frequentador das comunidades de MSX e Speccy, então não sei se é novidade para muitos, mas achei um jogo bem bacana, levando-se em consideração o hardware utilizado. Genesis - Dawn of a New Day foi lançado em 2010 para ZX Spectrum e MSX, duas plataformas bem antigas e cheias de fãs (principalmente os que já estão na casa do 30 ou 40 anos, o que me inclui). É fortemente inspirado em R-Type e Gradius, e o pessoal da Retroworks não poupou esforços para fazer algo bem apresentável. O jogo tem até uma engine de inércia, power-ups, um tiro de "carregar" como em R-Type e um nível de dificuldade bem desafiador. Minha única sugestão é: Não tente jogar no teclado! Sem um joystick (e um decente), você não vai muito longe. Não sei como isso se comporta no Speccy, pois testei a versão de MSX, mas acredito que quem é dono de um ZX Spectrum está mais do que acostumado a jogar Shmups na base do "QAOP+ENTER", então não deve ser lá um grande problema.
Versão de ZX Spectrum
Versão de MSX
Versão de ZX Spectrum
Um destaque é a música do jogo, que é um chiptune bacana e que "casa" muito bem com os outros elementos. O jogo está à venda / download no site da Retroworks, e se você é fã de plataformas antigas, dê uma espiada nos outros títulos deles, pois está cheio de coisa boa por lá, incluindo o RPG Los Amores de Brunilda, o qual tive a oportunidade de jogar recentemente também e gostei muito.
21 de nov. de 2013
Wiki sobre shmups
Esse aqui pode não ser novidade para alguns, mas eu não conhecia e achei bem interessante! Vale uma boa olhada.
Shoot'em'up - Wiki
Tem muita coisa boa e obscura, principalmente sobre shmups de PC, que é uma cena que tem crescido muito nos últimos anos. Se você é um curioso que está sempre procurando o que jogar, o link é obrigatório!
Shoot'em'up - Wiki
Tem muita coisa boa e obscura, principalmente sobre shmups de PC, que é uma cena que tem crescido muito nos últimos anos. Se você é um curioso que está sempre procurando o que jogar, o link é obrigatório!
1 de nov. de 2013
WARNING: Neo XYX (Neo Zaikusu) IS APPROACHING FAST!
Se o Dreamcast não ganhou seu coração ainda, há algo de muito errado com você. Além de ser barato, fácil de achar aqui no Brasil e ter uma coleção de títulos excelente, é o único videogame que recebe lançamentos regulares de shmups atuais e exclusivos! Tudo isso graças a NG:DEV, desenvolvedora independente da Alemanha, que parece ter entrado mesmo de cabeça neste nicho, lançando alguns jogos muito bons para a querida caixinha branca da Sega. Claro, você também pode jogar no NeoGeo, mas aí a brincadeira sai muito mais cara. Tanto o videogame quanto os cartuchos são caríssimos! Lindos, com certeza, mas caríssimos! Veja, abaixo, o kit Arcade de lançamento do Neo XYX.
Sem dúvida que seria muito legal ter um trambolhão deste tamanho, cheio de bugigangas inúteis dentro do pacote, mas eu vou ficar com a versão "de pobre", que é só um disquinho mesmo.
Por falar nisso, o jogo parece bem bom! Fizeram uma homenagem aos shmups verticais da Toaplan, inclusive o próprio Truxton, mas confesso que senti falta de mais armas. Talvez não seja a versão final ou simplesmente não trocaram de arma, mas eu, particularmente, prefiro ter mais opções de tiro.
Já estou com o Last Hope, o Fast Striker e o GunLord aqui, esperando para fazer um mega-review dos três. Quem sabe nesta próxima semana!
Sem dúvida que seria muito legal ter um trambolhão deste tamanho, cheio de bugigangas inúteis dentro do pacote, mas eu vou ficar com a versão "de pobre", que é só um disquinho mesmo.
Por falar nisso, o jogo parece bem bom! Fizeram uma homenagem aos shmups verticais da Toaplan, inclusive o próprio Truxton, mas confesso que senti falta de mais armas. Talvez não seja a versão final ou simplesmente não trocaram de arma, mas eu, particularmente, prefiro ter mais opções de tiro.
Já estou com o Last Hope, o Fast Striker e o GunLord aqui, esperando para fazer um mega-review dos três. Quem sabe nesta próxima semana!
9 de jul. de 2012
Indie Game: TranscendPang
Nunca gostei de Pang, mas este mash-up com REZ está bem interessante. É meio evidente que a parte sonora do jogo foi muito melhor trabalhada que a gráfica, mas os indie games, quase sempre, são feitos por equipes muito reduzidas e que passam por todas as dificuldades que os freelancers sofrem.
O jogo é grátis e você pode fazer download aqui. Versão Windows.
22 de jun. de 2012
Preview (de novo!): Birth Order (XBLA)
Mais um preview! Está sendo um mês produtivo!
Desta vez é um indie game para Xbox 360 feito pela Wide Pixels, de nome Birth Order. Apesar do nome meio esquisito (que sugere a piada do ovo e da galinha*), o jogo parece ser bem bom.
É impressão minha ou tanto faz jogar na horizontal como na vertical? E o jogo parece absurdamente baseado nos shmups da Cave? E ele tem toda a cara de um jogo que poderia ser lançado para iOS e Android? :)
*O ovo veio antes, afinal, evolutivamente falando, os répteis, que são anteriores às aves, já punham ovos.
13 de jun. de 2012
Um shmup do Mario?
Alguém se deu ao trabalho de fazer um shmup do Mario. Curioso, no mínimo. Fico me perguntando o porquê da Nintendo nunca ter lançado um shmup deles, sendo que o gênero era um sucesso na década de 80 e boa parte dos anos 90.
O pior é que o jogo parece bacana. Os caras foram criativos e aproveitaram os próprios cenários. Quem quiser ver a página do autor, segue o link. Parece que é uma versão modificada de um jogo do Dazaemon ou coisa do tipo. De qualquer forma, serve para ilustrar a oportunidade que a Nintendo perdeu de fazer um shmup do seu personagem mais famoso (e, claro, arrancar um pouco mais de dinheiro da legião de dos fanáticos religiosos, que são seu fã-clube).
15 de set. de 2010
Prismatic Solid (XNA)
Dei de cara com esse shmup, que parece ter ganho um concurso de indie gaming da Microsoft no Japão. Nada mal! Não entendi direito o que os satélites fazem ao redor da nave, mas parece bem bacana.
O jogo tem um visual "Playstation 1 em HD" do tipo que é impossível não gostar.
Estou doido para por as minhas mãos nisso...
26 de dez. de 2009
Irukanji - PC / Mac / Linux
Outro dia estava passeando pelo google, como sempre faço, procurando por novidades. Dei de cara com este jogo, o que foi uma grata surpresa.
Irukanji, que é o nome de uma espécie de água-viva minúscula e mortífera, é um shmup muito bem-acabado para Windows, Mac e Linux. O jogo lembra vários shmups tradicionais com seu scroll vertical e ondas de inimigos. Gostei muito da trilha sonora e dos efeitos de luz, além da jogabilidade, que é excelente.
O jogo custa a $1,00 (um dollar) e pode ser pago via paypal. Recentemente, o autor do jogo colocou em promoção: Os dois jogos dele por $1. Para comprar, vá até a página do autor e siga as instruções. Em caso de dúvida, aqui vai: Sim, o jogo vale seu $1. Pense nisso como um estímulo para futuros jogos que o autor pode vir a fazer.
7 de mai. de 2009
Indie Gaming: Guxt

Tudo o que é empregado em excesso faz mal. Isso é fato. Inclusive recursos.
Às vezes eu fico meio em dúvida se toda essa monstruosidade de recursos que os fabricantes anunciam nas specs das máquinas são realmente necessárias ou se chegam a atrapalhar mais do que ajudar. Ok, todo mundo gosta de gráficos bons, mas quantas vezes já presenciamos jogos absolutamente ruins ou simplesmente medíocres porque a produtora focou mais nos gráficos e simplesmente abandonou o gameplay? Ou a história? Ou os controles? Ou a AI dos personagens?
O exemplo mais típico que me vem à mente é Metal Gear, que só se tornou o que é hoje graças à falta de recursos. Em sua primeira versão de 1987, era para ser um jogo de tiroteio, correria e ação, como um Contra ou Ikari Warriors. A falta de recursos que o MSX e o NES tinham obrigou os designers a remodelar o jogo até que ele se tornasse um jogo de espionagem tática, que acabou dando certo no fim e fazendo talvez mais sucesso que se fosse mais um jogo de ação apenas.
Tirando este exemplo, existem inúmeros outros em que jogos ficaram mais legais com uma redução proposital de recurso disponível, e um exemplo disso é Guxt, o joguinho da figura, que mais parece um clone de Zanac para daltônicos.
Guxt não tem só duas cores. A cara de Gameboy em 95% do tempo foi proposital e ficou muito bom, mas tem outras cores no jogo também. Os tiros dos inimigos são em vermelho e tem algumas surpresas (ítens de bônus) que surgem em outra cor. O autor quis dar destaque e criar uma atmosfera diferente, e acabou fazendo todo o sentido. Ah, detalhe: O jogo todo tem menos de 1 Mb.
Quem quiser tentar jogar, pode baixar o arquivo daqui, mas fica o aviso: O jogo é difícil e só se joga pelo teclado (pelo menos até essa versão, que foi a mais nova que eu encontrei).
17 de jan. de 2009
Nemesis Online
Nada mais digno para este blog que começar bem o ano falando sobre nada mais, nada menos, que Gradius!

Infelizmente ainda não é a nota de release de Gradius VI para algum console atual, mas é algo que me deixou quase tão animado quanto.
Para muitos, especialmente os da geraçao MSX, Gradius (rebatizado Nemesis em alguns lugares) é o filé do filé dos shmups. Teve o ápice de seu sucesso na década de 80, quando saíram várias versões, até que o mercado foi lentamente sendo invadido por clones de Double Dragon (no final dos anos 80), Street Fighter (no meio dos 90), e, atualmente, FPSs e jogos 3D.

Não tenho medo de você! Você pode ser verde, mas não é o cabeção do fim do jogo !!!
A verdade é que o jogo nunca "morreu" de fato. A Konami não lança muitas versões de Gradius, mas ela são sempre jogos acima da média (com uma leve ressalva a Gradius IV, que é, talvez, o mais fraco da série). Há uma legião enorme de fãs ao redor do globo que, obviamente, não pode ser desprezada pela Konami.
Ok, ok... poder não pode, mas foi desprezada!
Shmups fizeram sucesso do Mega Drive em diante e não são considerados por muitos (para não dizer todos) os fabricantes de jogos como um filão rentável. São jogos divertidos, que muita gente joga, mas que eles desprezam e lançam apenas para as "PSN" e "Live Arcades" da vida. Além do que eles não são feitos por mega-equipes de 300 pessoas, e sim por meia-dúzia de freaks que um dia já jogaram shmups. Para não dizer que já jogaram Gradius!
Responda rápido: Quem é Ikaruga e quem é Gradius?
(Clique para aumentar)
(Clique para aumentar)
Tanto é que Gradius V saiu pela Konami, mas todos sabemos quem foi que fez o jogo na verdade, ou seja, foi quem realmente gosta da coisa. Provavelmente a Konami, que um dia já teve mais o meu respeito, "esqueceu a receita" de como se faz um shmup decente. Afinal, depois de trocentos mil joguinhos de futebol, quem pode culpar os caras? Eles tem famílias para sustentar. Como se a gente tivesse alguma coisa com isso!
Mas vamos deixar de lado todo o ódio direcionado à Konami por ela ter deixado a todos nós órfãos de um novo Gradius. A própria lacuna que eles abriram no mercado vem, lentamente, sendo preenchida por milhões de homebrews de excelente qualidade (os quais eu pretendo abordar um dia nos pixels deste blog). Um deles, o melhor, sem dúvida, é Nemesis Online.
O jogo nada mais é que um (excelente!) clone do famoso clássico supra-citado, só que com módulo de multiplayer online, permitindo que vários cabras compartilhem seus hi-scores, testem sua habilidade, segredos, enfim... é um Gradius para vários jogadores. [Update: Tem um editor de fases também! Hooray!]. Veja nos vídeos aqui, aqui e aqui.
Preciso dizer mais? Apenas baixe aqui e jogue! Logo logo meu nome vai estar no top five. =)
8 de nov. de 2008
Flash Game: Dogfight 2
Há remakes de Wings of Fury para PC. Um tradicional, bem parecido com o jogo original, outro em 3D, que parece bem bacana e outro em flash. Mesmo não sendo exatamente um shmup tradicional, vale uma conferida. Joguei muito este jogo nos tempos do Amiga, merecia uma versão decente para PC, ainda mais hoje que qualquer máquina simples faz 3D com facilidade.
*Contribuição do Mol, leitor assíduo deste blog e crítico dos quadrinhos.
**UPDADE - 5/9/2018: O link para o jogo estava quebrado, já foi corrigido!
**UPDADE - 5/9/2018: O link para o jogo estava quebrado, já foi corrigido!
2 de nov. de 2008
Physics Invaders
O que aconteceria se o nosso velho-e-bom (mais velho do que bom) Space Invaders tivesse física? Alguns malucos da Neko Games criaram o Physics Invaders, que pode ser jogado direto do navegador. Nesta versão do jogo, tudo ricocheteia, tudo colide e formam-se pilhas de invaders mortos no chão, que precisam ser empurradas para dentro dos buracos do canto da tela, senão o jogador fica ilhado. Vale umas boas risadas!
31 de out. de 2008
Best Freeware Shooters 2007

O site Indie Games elegeu recentemente os melhores Shooters Freeware de 2007. Tem algumas coisas realmente muito boas, outras nem tanto, mas vale pela iniciativa de desenvolvimento de jogos indie, que não é brincadeira. Quem diria que um dia o Windows seria uma plataforma boa para jogos independentes? Se fosse há uns 10 anos, eu apostaria tudo no Linux, mas quem usa esse OS sabe como é difícil achar coisas boas para ele.
A lista de jogos é bem variada e generosa. Vale dar uma conferida, principalmente quem pensa em desenvolver seus próprios jogos.
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