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20 de ago. de 2014

Samurai Zombie Nation (NES - Meldac, 1990)


Um ano antes do Chico Science cunhar o termo "Nação Zumbi" (o que levanta uma teoria da conspiração... será que ele jogou este jogo?), a Meldac, ilustre desconhecida do mundo dos games, lança Samurai Zombie Nation. À primeira vista o título engana, pois soa como um misto de Resident Evil e Dinasty Warriors, mas nada poderia estar mais longe da verdade. A história da abertura conta que um meteoro caiu nos EUA, contendo um alienígena dentro (de nome "Darc Seed" - Deve ser francês, parente daquela "Joana"). Acontece que, este camarada começou a emitir raios eletromagnéticos e transformou todo o povo americano em zumbis. Por algum motivo, também, ele queria Shura, uma katana sagrada dos samurais do Japão, que despertou a ira de uma cabeça voadora de um samurai morto (vulga: nave que o jogador controla), a qual salvará a humanidade do controle do E.T. e recuperará a katana que foi roubada. Eu juro que não inventei, que não estou sob efeito de álcool ou drogas, e que apenas li as letrinhas verdes que subiam na abertura do jogo.

Pois é! Aqui estamos, vinte e quatro anos depois, observando esta pérola e pensando: Onde é que os produtores estavam com a cabeça? Desculpem, trocadilhos infames à parte, o jogo é bem isso. Olhando para a capa dele, é difícil dizer que ele é realmente um shmup. A idéia talvez fosse essa, mas tenho certeza que muita gente comprou o jogo por engano, pensando ser um Kenseiden da vida. Já os marqueteiros russos foram muito mais honestos ao distribuir este jogo por lá, criando uma capa que transmite um pouco melhor a idéia do jogo. Vai ver que o código de defesa do consumidor previa enviar gente pro Gulag.


O jogo parece e comporta-se muito como Cobra Command de Arcade. Você avança na horizontal e luta contra veículos militares (pilotados por zumbis?) e uns poucos soldados (zumbis, eu suponho) no caminho. A cabeça voadora não morre no primeiro hit, tendo uma barra de energia à disposição (que, aliás, parece uma fileira de cabeças do Abobo, do Double Dragon). Um fato interessante: É um dos poucos jogos em que a pontuação influencia em alguma coisa - você enche a barra quando faz alguns números determinados de pontos. Os power-ups também seguem uma regra diferente: Conforme a cabeça voadora vai destruindo prédios (afinal, que melhor forma de salvar os EUA, senão destruindo tudo?), humanos que não foram afetados pela praga zumbi alienígena pulam pelas janelas. Para cada quatro humanos salvos, o jogador ganha um power-up de tiro. Por falar em tiros, a cabeça voadora atira olhos (tiro) e cuspe (bomba) contra os inimigos, ou seja, eu só tenho certeza que o jogador não está pilotando o vilão do jogo porque vilões não aparecem da esquerda para a direita em shmups horizontais!


As idéias bizarras não param por aí. Um dos chefes é a versão zumbi-animada da Estátua da Liberdade, que parece lançar fogo de verdade da tocha e ter cobras na cabeça, feito uma medusa. Outro chefe são cobrinhas que parecem ter saído do Snake-it do seu antigo celular Nokia, ou seja, um clássico dos games contemporâneos, mas nada, NADA se compara ao Lima Duarte bombado que arremessa machados. Sintam o drama nas imagens abaixo.



O jogo foi lançado oficialmente apenas nos EUA e no Japão (ou seja, o cartucho russo alí, o mais honesto de todos, é pirata), com algumas pequenas diferenças. Na versão japonesa o jogador não controla uma cabeça voadora, mas sim uma máscara samurai. Fica muito mais fácil de assimilar a doideira do jogo? Não, não fica! Mas por algum motivo eu acho a máscara samurai mais simpática.


A mecânica não é de todo ruim. Como eu citei acima, lembra muito Cobra Command e Airwolf, e porque não, o próprio Scramble. As animações até são bem bonitinhas, assim como os gráficos no geral. A música é boa e a dificuldade exageradamente hardcore faz com que você morra, e morra, e morra de novo, principalmente no modo "hard". Aliás, este jogo permite que você selecione a dificuldade entre "easy" e "hard" na tela de seleção de fase, mas a única diferença que eu notei foi que no modo hard a cabeça tem inércia, ou seja, ela "escorrega" quando você tenta controlar. Esta foi a  "genial" saída dos desenvolvedores para tornar o jogo mais difícil: Estragar os controles! Palmas pra Meldac, que já tem um nome meio sugestivo!




Se você é fã de jogos bizarros e extremamente difíceis, dê uma chance à Samurai Zombie Nation. Ele pode não ser o melhor shmup do mundo em termos técnicos, nem ter a história mais coerente de todas, mas pelo menos ele não é apenas mais um "survival horror" da moda!

4 de dez. de 2012

BOMBA! Zanac x Zanac na PSN à qualquer momento!


Houve um tempo em que a especulação de jogos raros rendia um bom dinheiro. O camarada comprava um jogo, às vezes mais de uma cópia, pelo simples fato de que aquilo iria valorizar e se transformar em mais dinheiro. Capitalismo, eu sei, é a brincadeira básica de adquirir o que é raro, esperar se tornar mais raro ainda e vender. Muito bom para quem tem dinheiro, mas péssimo para quem simplesmente não tem acesso a bons jogos. Se você resolveu algum dia colecionar shmups, deve ter notado que é um dos gêneros favoritos dos especuladores. Verifique o preço do MUSHA de Mega Drive, do Radiant Silvergun, Batsugun, Hyperduel, Guardian Force, Terra Diver, Dodonpachi, de Saturn, dos bons shmups de PS2 ou de qualquer outra plataforma. Jogos antigos e completos são caros, fato, mas há um certo exagero envolvido no preço, o que acaba fazendo com que quase ninguém conheça certas pérolas, que é o caso de Zanac x Zanac, lançado originalmente para PSX, quando o PS2 já despontava. Sempre foi um jogo caro, difícil de conseguir, raro de se encontrar (mesmo pirata!), e que  merece, sem dúvida alguma, ser jogado. Uma curiosidade é que quase ninguém jogou esse jogo: Ele saiu tarde demais para a geração do PSX e o PS2 não rodava ele direito por causa de um bug.


Imagina isso na sua TV da sala, aquela enorme que você comprou.

Zanac x Zanac não é propriamente um jogo, mas sim um pacote, composto do Zanac clássico (de MSX ou de NES, não consegui identificar) e Zanac Neo, o novo jogo. E que jogo! Um dos melhores shmups da sua época, mas como este post não é um review, não vou ficar aqui discorrendo sobre Zanac Neo. É um jogo ótimo, que captura muito bem o espírito dos originais e ainda acrescenta gratas surpresas, como um trabalho gráfico sensacional, música das melhores, todas os elementos do game clássico e três naves para escolher. Ficou curioso? Que bom! Agora é só largar de ser mão-de-vaca e comprar Zanac x Zanac na PSN, por uma mixaria, pois o jogo vai aterrisar à qualquer momento na loja virtual da Sony. É, nada de desembolsar US$200,00 e ficar batalhando uma cópia no Ebay, agora todo mundo vai poder comprar o último capítulo de Zanac por um preço justo e jogar no seu videogame atual, na sua TV atual, sem nem sair de casa (ou ser extorquido por piratas, pela Receita Federal ou vendedores inescrupulosos).




Saca só o nível de produção da música, que coisa linda.

Como é bom viver no futuro, não? Ah é, Shienryu e R-Type Delta também estão lá na prateleira virtual de jogos japoneses de PSX convertidos para PS3. :)

10 de jun. de 2012

Blade Buster (NES)



Este aqui eu achei por acaso na net, googlando. Blade Buster é um clone de Star Soldier, feito entre 2001 e 2002 para o Famicom. Só existe o modo "Time Attack", de dois e cinco minutos. É bem simples, mas extremamente bem-feito.



Uma coisa que eu não sei dizer é se funcionaria em um NES real ou não. Nos emuladores rodou 100%, mas o jogo me parece bonito DEMAIS para ser totalmente compatível com o hardware do NES.

Quem quiser baixar a ROM, que é freeware, segue o link.

24 de ago. de 2009

Thexder NEO (PSN / PSP)

Se você está na casa dos 30, provavelmente já viu este jogo. Era um robozinho que se transformava em uma nave, andando por um labirinto, com um laser teleguiado e um campo-de-força. Thexder fez muito sucesso nos tempos do MSX (sua melhor versão), mas também houveram versões para várias plataformas da mesma idade (ou mais novas). Lembro de ter jogado no NES também (fraquinha, mas divertida) e no Apple II GS de um amigo (argh! horrível!).

Thexder teve uma continuação excelente, de nome Fire Hawk - Thexder, the Second Contact, exclusiva para MSX (e, mais tarde, para PC). O jogo ficou muito mais complexo, já usava som FM e tinha várias armas e labirintos bem maiores e mais difíceis, porém, ficou restrito aos usuários de MSX2, que não era uma plataforma "mainstream" da época.

Eis que, 24 anos depois (mais velho que muito gamer de hoje em dia) o jogo ganha uma continuação prometida para PS3 (via PSN) e PSP de nome Thexder NEO. Sei lá o que a Game Arts (que não, não morreu!) e a Square/Enix vão fazer, mas para nós, da liga geriátrica de diversões eletrônicas, já é uma excelente notícia. Espero que eles peguem elementos tanto da versão original quanto do Fire Hawk, que também era um excelente jogo.

Será que, finalmente, esses caras vão assumir a crise criativa e vão começar a olhar para trás e reutilizar os títulos excelentes do passado nas plataformas atuais? Espero que sim.

29 de abr. de 2009

Vic Viper à venda!


Calma, calma, é só mais um modelo, lindo por sinal, e maior que estas miniaturas "genéricas" que costumam aparecer nos leilões virtuais da vida. Diz o texto (ao menos o que o Google Translator permitiu ler) que o modelo se baseia na nave do Gradius II. Sei não, hein? Me parece mais a última Vic Viper mostrada em Gradius V, toda modernosa. Na versão de MSX também não é, pois a nave deste jogo é a Metalion (da esquerda) que é linda também, mas não tem nada à ver com esta Vic Viper (da direita).

A belezinha aí custa 4500 ienes, o que dá hoje cerca de R$102,00. Nada mal, se não houvessem ainda por cima os impostos (cerca de 60%), taxa de envio (Japão é longe) e graninha do atravessador. Por aqui, qualquer R$500,00 compra, afinal, é raridade. Como se isso fosse justificativa para aumentar sem critério algum o preço de tudo. Tem uma outra verde, feiosa, que eu nunca vi em jogo nenhum e que é ainda mais cara. O site da loja é bem legal, mas todo em japonês.

Por falar em Gradius 2, esse jogo teve várias versões boas. Na de Famicom, em especial, o cartucho vinha com um chip de som extra. A de PC Engine, além de ter um som maravilhoso, é muito fiel ao arcade e tem uma abertura fantástica. A versão de X68000 então, dispensa comentários. Isso porque nem falei do Nemesis 90, que é uma versão do Gradius 2 de MSX para o micrão da Sharp.

Se formos considerar a diferença gritante entre um hardware e outro, chegamos à simples conclusão de que a vida dos programadores de hoje é muito mais fácil que há alguns anos. Afinal, não era como portar algo do X360 para o PS3, os caras praticamente escrever o game do zero. E ainda tem gente que reclama de programar para PS3!

Incrível como surge assunto cada vez que eu escrevo a palavra "Gradius". E olha que era para ser um post curto. Quem sabe Gradius 2 (e todos os spinoffs) não aparecem por aqui em breve...

23 de out. de 2008

Cosmic Wars (NES)

Você sabia que existe um jogo de estratégia espacial feito pela Konami, que usa o cenário de Gradius como base? Sim! E se chama Cosmic Wars! Até nome de shmup ele tem, mas o jogo é de estratégia e foi lançado para Famicom no Japão apenas, sem muita repercussão, porém, chega a ser curioso.

Ele é praticamente 100% em japonês e a produção não parece grande coisa. Não consegui jogar absolutamente nada, mas parece extremamente complexo. É possível jogar com os "caras bonzinhos", que são o lado da Terra, e os vilões do Império Bacterion. As naves estão todas lá, inclusive os famosos "chefes do final da fase", que são unidades que podem ser controladas pelos jogadores.

Agora eu sei porque as naves do lado dos bonzinhos que são maiores que um caça nunca apareceram em nenhum jogo da série. Porque elas são ridículas perto das inimigas. Parecem máquinas fotográficas brancas em tamanho gigante!

Tela de contratação de comandantes dos Bacterions. Tive que jogar Gradius por 20 anos sem saber que estava atirando em caras azuis com vários olhos.

E porque não invadir a Terra? Todo mundo faz isso!

VENDO: Vic Viper Modelo 86. Único dono, sem multas, pintura original.
Apenas 500 créditos!


Não, não tem um segundo apenas de "shmup" neste jogo e ele foi postado aqui como mera curiosidade. Mas que seria legal ter uma versão traduzida desta ROM, isso seria! Eu, pelo menos, ia perder algum tempo jogando.

28 de set. de 2008

Shmups de NES

O NES não tem tantos shooters como o Mega Drive ou o PC Engine. Talvez não fosse a época deles, ou a tendência de mercado pedisse jogos mais pop, como os Mega Man, Double Dragon, Castlevania e Ninja Turtles da vida. Em termos de produção, uma boa parte dos shooters que saíram pra NES são sofríveis, porém, tem alguns razoáveis e outros muito bons.

Quem quiser tentar suportar um pouco de slowdown do plugin de java para tirar suas próprias conclusões, segue aqui um link que pode ajudar você a matar o tédio:


Detalhe: Mais uma vez, tem um pouco de slowdown!!! Os jogos não estão emulados a 100% da velocidade e não dá para jogar em modo fullscreen, mas serve como "test drive" (ou para esperar a namorada terminar de se arrumar para sair).

Algumas indicações:

Crisis Force
Gradius (duh!)
Life Force
Guardian Legend (mistura de shmup com RPG, fantástico!)
Gyruss
Image Fight
Recca Summer Carnival '92
Tetra Star
1943
Terra Cresta (Bem parecido com o do Arcade)
Gun Nac

Confira ainda:

Sky Shark (versão de Flying Shark para NES, medonha de feia! Simplesmente um nojo!)
Macross (Terceiro de baixo para cima, coluna da esquerda. Não é lá um shooter muito legal, mas eu adoro)
Star Soldier (Nem de longe igual ao do PC Engine, mas serve como critério de comparação)

26 de jun. de 2008

Recca Summer Carnival'92 (Naxat Software) - NES

Em termos de shmups, o velho e bom NES não passa de uma lástima. Existe um punhado de jogos razoáveis que foram portados para praticamente todas as plataformas como Salamander, Zanac, Xevious, Gradius, mais uma montanha de shmups terrivelmente ruins que não valem à pena serem citados. Os shmups chegaram com força no fim da vida do NES e nem o Super Nintendo conseguiu ter uma quantidade boa de grandes títulos , com exceção feita a Axelay, Gradius 3 e os R-Types. Fora estes que foram citados, a Grande N ficou devendo aos fãs uma boa biblioteca dos nossos amados "jogos de navinha" por duas gerações. Há quem não tenha sentido falta e há quem (como eu) tenha migrado para o Mega Drive e o PC Engine em busca do que jogar.

Porém, já no fim da vida do NES, em 1992, a Naxat Software lançou Recca Summer Carnival - um shmup de competição extremamente bem feito em termos técnicos, absurdamente difícil e que, literalmente, coloca o hardware do NES para fazer o que ele não poderia fazer. Os programadores literalmente tiraram leite de pedra e colocaram (sabe-se lá como) uma porção de objetos simultaneamente na tela, em um framerate absurdo, chefões enormes e uma variedade de armas excelente.


Você nunca viu (e nem vai!) um NES colocar tantas coisas se mexendo ao mesmo tempo na tela de uma vez.

O jogo conta com todos aqueles modos de competição clássicos da época: Time Attack e Score Attack, típicos nos jogos de PC Engine da série Star Soldier, fantásticos por sinal. No modo Normal Game, o jogo conta com quatro fases. Aí você diz: - "Quatro fases! Porcaria de jogo fácil!". Ledo engano, meu caro. As fases são longas e penosas. Você vai se pegar em várias sequências do tipo morre-volta-morre-volta-morre e não há tantas vidas e continues assim, ou seja, treine. Treine muito. Não subestime o sadismo dos programadores de um shmup de competição.


Chefões enormes! Coisa meio rara de se ver nos shmups de NES.

Por falar nisso, o que mais assombra em Recca, sem dúvida, é a competência dos programadores. O que eles fizeram é praticamente impossível e há momentos em que você fica se perguntando se está jogando apenas um NES. Não tanto pela beleza dos gráficos (que são datados sim), mas pela velocidade do jogo e pela quantidade de coisas passeando pela tela ao mesmo tempo. A impressão que se tem é que os caras que fizeram esse jogo treinaram como fazer milagres em demos de NES, e só depois fizeram o jogo.


Cenários muito bons, nada de ficar repetindo um "tile" ad infinitum só pra encher linguiça.


Enfim, Recca é um típico shmup turbinado de NES, que não tem cara de jogo dessa plataforma. Em termos de jogabilidade ele não provoca nenhuma surpresa, mas a aparência final é assombrosa.

Vamos aos números de Recca:

Gráficos: 10

As imagens, separadamente, não transmitem tudo que o jogo é. Servem apenas para dar uma idéia de como o jogo se parece, porém, ele é muito mais bonito quando jogado. Há fases onde nuvens inteiras de inimigos atravessam a tela. Na segunda fase, a tela toda "ondula". Todos os chefões são enormes. Enfim, é o tipo de coisa que ninguém esperava ver um coitado de um NES fazendo. Não dá para dar menos que 10. Alguém foi muito chicoteado para esse jogo sair assim.

Som: 6

Música boa, não chega a ser grudenta (como a dos jogos da Konami), mas não está ruim. Os efeitos sonoros são meio pobrezinhos, mas, enfim, quem se importa? A ação do jogo é tão frenética que ninguém presta atenção neles...

Desafio: 10

Recca é um shmup casca-grossa e ponto final. Não tem o que discutir. Jogue e comprove.

Diversão: 7

Embora os quatro estágios sejam longos e difíceis, parece que fica faltando alguma coisa em Recca. A jogabilidade é boa, há uma arma que vai carregando sozinha quando você não atira, e dominar o sistema alternado de tiro leva um certo tempo, mas a pouca variedade de estágios, cenários e utilizações do arsenal (todos são ofensivos, sem nenhum defensivo) faz com que o jogo torne-se meio cansativo, especialmente para quem ainda está começando a desvendá-lo. Recomendo uma boa dose de paciência e perseverança, e, claro, uma caixa de Lexotan (apenas em casos extremos). Se você gosta de desafios, pode considerar a nota aqui como 10. Se prefere shmups mais tranquilos, bem... vai jogar Twinbee! Recca é um jogo para provocar destruição em massa e juntar pontos, só isso. Mas ele faz muito bem o que se propõe!

Overall: 8.5

Arredondado para cima em honra dos programadores que fizeram o impossível com um hardware bem limitado.

Pontos interessantes:

- Recca possui uma arma que vai carregando e dispara um super-tuchão, como em Mars Matrix! Seria ele o antecessor direto? Há várias semelhanças entre os dois jogos, quanto a inimigos, fases e programação visual.

- Há uma forte influência de Aleste na produção do jogo. Diria até que chega a ser um tributo.

- É exclusivo para NES e não saiu para mais nenhuma plataforma.