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30 de nov. de 2015

Gradius V (PS2 / PS3) - Konami, 2004

O Playstation 2 foi uma das plataformas mais bem-servidas em termos de jogos. Só o sucessor, o Playstaion 1 (ou PSX) pode se comparar em termos de quantidade de títulos, e mesmo as grandes plataformas como o Mega Drive e o SNES ficam devendo quando colocadas em comparação. Tudo bem que quantidade de títulos não quer dizer qualidade, mas neste aspecto os consoles da Sony nunca pecaram: Muitos jogos foram lançados sim, mas muitas pérolas exclusivos, como é o caso de Gradius V.
A própria história do jogo é curiosa: Gradius é um shmup icônico da Konami desde sua primeira encarnação, em 1985, que tornou-se uma marca registrada da empresa e uma das franquias mais longas da empresa. Aparentemente, Gradius influenciou até R-Type, que é outro título icônico que saiu depois, e para muitas pessoas estes dois jogos são os que melhor definem o gênero "shmup horizontal". Após a versão de Gameboy Advance, que saiu em 2001, a última que foi feita totalmente dentro da Konami, alguma decisão fez com que a empresa terceirizasse o desenvolvimento do próximo título, que saíria para PS2. Os shmups de Dreamcast, como Border Down, Zero Gunner 2, Under Defeat, Gigawing e principalmente Ikaruga tornaram-se extremamente populares, e empresas como a Treasure (que foi formada por um time de desenvolvedores que saiu da Konami) mostraram-se muito competentes ao criar jogos deste tipo. Aproveitando o fato de que eles estavam todos com a "mão na massa" e, talvez, motivada por uma falta de interesse em desenvolver algo para a própria franquia, o desenvolvimento de Gradius V se deu pela Treasure e pela G.Rev, sendo apenas publicado pela Konami. Foi uma boa decisão? Quais foram os pontos positivos e negativos? É exatamente sobre isto que este texto fala!

Pontos positivos:

- Gradius V foi lançado! O principal ponto positivo é que, convenhamos, Gradius V tornou-se possível! Em uma época em que todo mundo queria jogar GTA Vice City, Burnout 3 e outros jogos que abusavam do 3D dos aparelhos, um shmup 2D talvez passasse despercebido. Eu mesmo já não esperava que saísse mais um título desta série, e foi uma grata surpresa.

- O jogo é muito bonito. A Treasure / G.Rev fez muito bem o serviço, aproveitando bem a capacidade do aparelho. É verdade que Gradius V lembra mu
ito um "Ikaruga horizontal" em termos de gráfico, com vários cenários abusando de maquinário metálico reluzente rodando pela tela, mas não vejo como um problema. Parece um jogo de Dreamcast com esteróides, mas enfim, isto é um elogio!



- Novos options! A Tresure é famosa por gostar de implementar novidades na jogabilidade, coisa que a Konami, mais conservadora, talvez tenha optado por nunca mexer muito em uma de suas séries mais antigas. Agora com o botão "R" do joypad, as naves possuem uma nova funcionalidade dos options, que adicionam uma função nova no jogo, dando mais replayability.


Tipo 1: Fixa os options, travando a movimentação da última posição deles, permitindo que o jogador "desenhe" uma formação da fileira de options na tela e congele a posição deles enquanto o botão R for pressionado.

Tipo 2: Direciona o tiro dos options. Eles continuam se movimentando, mas os tiros deles mudam de posição, permitindo que o jogador direcione fogo para algum alvo da tela.

Tipo 3: Afasta e aproxima a formação. Coloca os options ao lado da Vic Viper, aproximando e afastando eles quando R é pressionado, permitindo que o jogador espalhe os options pela tela, ou focalizando o tiro à frente.

Tipo 4: Formação giratória. Gira os options ao redor da Vic Viper, usando eles como defesa e ataque ao mesmo tempo.

- Dois jogadores! Gradius é um jogo que, tradicionalmente, permite um jogador apenas. Em Salamander e Gradius Gaiden é possível jogar duas pessoas ao mesmo tempo, mas em Gradius V é muito bom! O jogo é naturalmente difícil, e com dois jogadores fica mais tranquilo administrar a quantidade de inimigos da tela, o que foi uma adição muito bacana à fórmula, além do fato de que um jogador experiente pode "treinar" outro enquanto joga.


Modo 2 jogadores. Uma pena que a versão PS3 não tenha opção de 2 players online.

- Finalmente, alguma história é contada! Haviam alguns resquícios de história nos Gradius anteriores, nas versões de MSX e consoles, mas eram apenas algumas poucas cutscenes ou animações minimalistas. Em Gradius V há, sim, alguma história, contada com narração, um plot twist no final, animações e legendas. Não acho que história seja algo fundamental em um shmup, mas é muito legal quando há alguma.

Pontos Negativos:

- Level design meio pobre. As fases são meio tradicionais demais, iguais demais umas às outras, com poucos elementos que se destaquem. Como citei anteriormente, há muitos elementos mecânicos, muitas naves enormes que são invadidas, e acho que podiam ter ousado mais na criação. Não chega a estragar o jogo, mas Gradius era famoso por ter fases únicas, com estratégias específicas para vencer cada uma, e aqui o jogo acaba se resumindo apenas a atirar em tudo que se move, o que foi meio decepcionante.


Destroy the core! E são vários, viu. Vários mesmo!


- Onde estão os moais?  Será que foram todos exterminados em Gradius IV? Ou é uma linha do tempo paralela, onde eles não existem? Ou será que a Tresure simplesmente esqueceu deles? Pois é, aqui não tem desculpa. Os moai são elementos recorrentes da série, sempre tem uma fase dedicada, que costuma ser uma das mais difíceis. São parte da estética de Gradius desde o primeiro jogo, não foi esquecido nem nos spinoffs, e em Gradius V não há qualquer sinal deles. Se foi mero esquecimento, sinto muito, mas a Treasure não fez o dever de casa e muita gente sentiu falta. Os moais são aquele inimigo que vc ama odiar, mas não se esquece dele, e respeita muito quando aparece no jogo.


Eles estão lá, dificultando nossa vida desde 1985. Por favor, não mexam nos nossos moais!

- O fim de uma era? Gradius teve mais uma encarnação no Nintendo Wii, de nome Gradius Rebirth, mas é mais um tributo (em especial aos jogos antigos da série) que uma continuação, ou seja, há muito tempo não se ouve falar de outro jogo da série. Parece que houve uma possível continuação planejada para PS3, mas foi engavetada, e até agora não há qualquer menção de que um novo título. Será o fim dos Gradius? Até o momento, parece que sim. Chega a ser difícil pensar porque a Konami abandonou o título e ignorou uma parcela significativa dos fãs. Para muitas pessoas, um Gradius VI seria uma compra instantânea. E aí, Konami? Acabou mesmo? Se alguém tiver a resposta, estamos ansiosos por ela.

Veredito: Nota 9,0

Não tem muito o que dizer sobre Gradius V em termos de gráficos, som e jogabilidade. O jogo é praticamente perfeito nestes aspectos. É tudo o que o jogador pode esperar de um shmup horizontal, é um clássico reformulado, é bonito, é difícil (e como é possível fazer vários loops, pode ficar mais difícil ainda), tem novas opções de jogabilidade, e te faz voltar nele mesmo após anos (eu venho jogando desde 2004, quando saiu). Portanto, se tiver um PS2 encostado por aí, consiga uma cópia de Gradius V e divirta-se. É praticamente impossível se desapontar.

Há uns anos eu comprei um PS3 que roda jogos de PS2 só para jogar minha cópia de Gradius V, já que o leitor do meu PS2 havia estragado, mas hoje em dia não é mais necessário conseguir um aparelho antigo ou raro para rodar este jogo: Gradius V foi oficialmente lançado para PS3, e adivinhem? Ficou fantástico! É o mesmo jogo, não implementaram nada de novo, mas é impressionante como fica lindo jogá-lo em HDMI. Ele é um jogo da sessão PS2 Classics da PSN, e como todo jogo desta categoria, ele vem com algumas opções pré-definidas assim que vc o compra. Minha dica é: Coloque em formato 4:3 (que é o formato original do jogo, senão fica tudo achatado). Você vai acabar perdendo um pequena faixa lateral nos cantos direito e esquerdo da tela, mas o jogo em 16:9 fica horroroso, esticado, e ridículo. Também recomendo desligar o filtro de vídeo e jogar com os gráficos originais, que ficam cristalinos, limpos, e mostram tudo o que o artista quis desenhar nas TVs modernas, sem perder nada.

Seja jogando no PS2, em sua TV de tubo, ou em um PS3 em HDMI, Gradius V é um jogo obrigatório e que devia estar na biblioteca de todo mundo que se diz gamer. Poucos shmups chegam ao excelente nível técnico do jogo, e mesmo que você não seja fã do gênero, vale à pena jogá-lo. Alguns detalhes acabam estragando a nota do jogo, mas é injustiça dizer que ele não é um dos melhores shmups já feitos. Nota: 9 



29 de out. de 2013

Gradius V - Finalmente lançado para PS3!

Você esperou, você aguardou, você chorou com Gradius Arc (???), chorou mais um pouco quando viu o Gradius "liga júnior" de Wii, mas agora já pode parar de chorar. Ao que tudo indica, Gradius V, aquele de 2004, feito pela Treasure para PS2 vai sair para o tão glorioso quanto quase defunto PS3.



Claro que se trata de uma ótima notícia, porém, fica a pergunta: Porque agora, em 2013? Não podia ter sido antes?

Não se lembra do Gradius V? Aqui vai um vídeo para refrescar a memória:


Não deve ser um jogo refeito em HD, acredito que seja um port de PS2, como tantos que já existem para PS3, mas já está de bom tamanho. A biblioteca de shmups de PS3 é vergonhosamente escassa, considerando-se um videogame originalmente japonês. Se compararmos com a de Xbox 360... hm... pensando bem, isso é assunto para um próximo post. :)

19 de set. de 2012

Gradius: Arcade x PC Engine


E hoje vamos falar de Gradius, ou seja, é um post que pode acabar sendo polêmico. Gradius, um dos shmups mais conhecidos, em uma de suas encarnações menos conhecidas, ao menos para nós, brasileiros, que nunca tivemos um PC Engine lançado por aqui.

O curioso sobre este jogo, especificamente, é que ele é uma das poucas versões que ficaram melhores que a do arcade. A versão de PC Engine foi lançada em 1991, sendo que o Gradius original, de arcade, saiu em 1985, ou seja, foi uma eternidade até que os donos de PC Engine pudessem enfrentar o Império Bactérion.

Mas é claro que alguém vai dizer: -"E o PC Engine, por acaso, com a biblioteca de shmups que tem, precisa de um Gradius?". Ora, é claro que sim! Principalmente quando este Gradius foi lançado em uma época em que o Super Nintendo e o Mega Drive já estavam no mercado, ou seja, até a versão de Arcade já estava defasada em relação aos consoles domésticos. Apenas "portar" o jogo para o console doméstico, que era uma saída, não foi o suficiente. Eles tiveram que caprichar, mas caprichar muito, para fazer frente aos jogos que saíram na mesma época. E, sem dúvida nenhuma, pode se dizer que fizeram a melhor versão de Gradius de todas as plataformas. Veja com seus próprios olhos!

Arcade


PC Engine

Sem muito esforço, logo de cara, precebe-se que as cores estão todas mais vivas. A música, da mesma forma, foi aprimorada e faz a versão arcade parecer que a diferença de lançamento entre os dois jogos é bem maior que seis anos. Mesmo a versão arcade, que não é, em hipótese alguma, um jogo fraco, parece coisa obsoleta em relação a do PC Engine.

A dificuldade, no entanto, foi remodelada para deixar o jogo mais fácil no console doméstico. Talvez porque você não vai ter "fichas" para continuar o jogo infinitamente, como é o objetivo da versão arcade (Ah, puxa, não me diga que o objetivo dos jogos de fliperama eram deixar alguém rico!). É possível terminar o jogo sem o mesmo esforço que na versão arcade, sim, fato, mas isso não quer dizer que seja um jogo fácil. Gradius de PC Engine, assim como qualquer outro Gradius, não é para amadores ou gente de vontade fraca, acostumada a milhões de vidas, save-points ou coisas do tipo. A coisa aqui é tr00. E quando eu digo tr00, é tr00 mesmo, ainda que, perceptivelmente, tenham derrubado a dificuldade original.

Enfim, se você já conhecia o Gradius de PC Engine, sabe que eu não estou exagerando. A Konami, aliás, fez um trabalho excelente nos jogos que foram lançados para este console. Se não conhece: Jogue-o, compre-o, roube-o, emule-o, pegue na PSN, sei lá, mas não deixe de experimentar. As outras versões de NES, MSX, [insira aqui sua plataforma favorita], não conseguem fazer frente a esta de jeito nenhum. 

1 de out. de 2010

Gradius Arc e a decepção geral

Gradius. Sinônimo de shmup.

Menos na cabeça de uma empresa. Uma tal de Konami que, infelizmente, é a criadora da série. A mesma Konami que esqueceu como se faz Gradius, afinal, lá em 2004 lançou o último episódio da série pela Treasure.

Depois de seis longos anos de espera, os fãs encontram na internet o nome "Gradius Arc" sendo registrado pela Konami. Isso seria o possível anúncio de um novo game da série. Confirmou-se, no dia de ontem, que Gradius Arc seria realmente lançado. A Konami já estaria trabalhando no jogo e, inclusive, forneceu algumas imagens...



... de um jogo de estratégia em turnos, para celulares, baseado na série Gradius.

A única notícia boa nesta história toda é: Até agora, até onde pude notar, a indignação foi geral. Basta olhar os fóruns, o twitter, outros blogs, etc. O mundo realmente precisa de mais um jogo de estratégia em turnos para celular? O mundo não queria mais um velho e bom Gradius, como sempre conhecemos?

O que há de errado com vocês, hein, Konami? Precisam assumir de forma tão aberta que não sabem mais fazer o que vocês mesmos criaram?

Francamente, em plena ascenção dos jogos por download e com a popularização dos shmups pelas redes, (vide Dodonpachi, o relançamento de Radiant Silvergun e vários outros jogos), porque não fazer uma versão de Gradius em HD, para quem gosta do gênero, como manda a receita?

Depois dessa, sou obrigado a me juntar ao grupo dos que dizem: "A Konami morreu, só esqueceram de enterrar".


2 de mar. de 2010

O mistério do "Gradius Arc"

Hoje a Konami patenteou o nome "Gradius Arc".

Não sabemos nem se é um jogo, como vai ser ou para que console vai sair, nem se vai usar o PS3 Arc (que, coincidentemente, tem o mesmo "nome"). Mas já é muito, mas muito melhor que a situação anterior ao dia de hoje. Qualquer um que googleasse por "Gradius" só acharia notícias velhas e posts dizendo que a Konami descontinuou o jogo por causa da crise. Bem, parece que a crise passou e que podemos ter esperanças de coisas MUITO boas vindo por aí.

Será uma continuação de Gradius V ou Gradius Gaiden? Será que vão colocar a Treasure no meio? Será que eles vão caprichar mais no level design e colocar os moais dessa vez? Já me dou o direito de ficar SUPER curioso. Fica registrado aqui o meu apelo:

Por favor, continuem do Gaiden!!!

18 de set. de 2009

Brasil pode comprar aviões do fabricante da Vic Viper

Não, eu não tomei drogas. Por conta de toda a polêmica da licitação de compra dos aviões franceses, estou acompanhando de perto as notícias acerca deste assunto. Ontem ouvi que a Boeing e a SAAB haviam entrado na concorrência, cada uma com aviões específicos (F-18 Super Hornet e Gripen-39, respectivamente), que serão montados pela Embraer, aqui no Brasil.

Todo mundo já ouviu falar da Boeing, mas a SAAB é meio obscura. Fiquei extremamente curioso para saber se ela não estaria vendendo lixo tecnológico ao Brasil. Como adoro aviões, fui googlear logo cedo para ver o que a empresa sueca produz e dei de cara com nada mais, nada menos que a Vic Viper.

Não, eu não estou brincando.

Para entender, primeiro, uma foto da Vic Viper original:


Agora, uma foto do SAAB-35 Draken, que com certeza inspirou os designers da nave.




Se encompridar um pouco as aletas de ar e puxar o cockpit mais para o centro, é a própria! Mais uma foto, só para provar. Com um photoshop e um espaço de fundo, é só colocar o letreiro "Gradius Zero - The Beginning":



Essa eu acho que você não sabia. :)

12 de mai. de 2009

Solar Assault - O Gradius que você nunca jogou

Os arcades do Brasil nunca foram lá essas coisas, com exceção dos que foram montados nos grandes shoppings e parques de diversão.

Lembro que o do Playcenter era bem completo (com direito a máquina do Afterburner 2 e tudo mais) e o do Barra Shopping, no Rio, também (nesse eu vi Time Traveller e Rad Mobile, nos bons tempos em que a Sega apitava alguma coisa no mercado de games).

Porém, um amigo meu me perguntou esses dias: Se você pudesse escolher um arcade, qualquer um, para ter em casa. Qual seria?

A minha resposta imediata foi Solar Assault, versão 3D shooter do clássico. O jogo, que mais parece Starfox que Gradius, nem sequer chegou perto de vir aqui para o Brasil (óbvio!), mas foi lançado em 1997 no Japão e chegou a ter duas versões: Uma tradicional (gabinete comum de Arcade) e outra que, assim como o já citado Afterburner 2, vem montada em uma cabine com eixos pneumáticos que simulam o movimento da nave, além de uma tela enorme, que pega toda a frente do cockpit. Se fosse para dar uma de maluco e ocupar espaço em casa com algo enorme feito uma máquina de Arcade, que fosse uma tão fantástica quanto Solar Assault!

Para se ter uma idéia do que a gente perdeu, dê uma olhada neste vídeo da rom rodando no MAME, ainda em WIP, emulada com problemas. Depois olhe este vídeo (com qualidade pior), mas gravado direto da máquina original.

E para nós, que moramos na Jungle Land, a saída é esperar até que o MAME comece a emular melhor a rom, e, quem sabe, vamos ter a chance de pelo menos ver como o jogo é.

Obs: E você, se fosse ter uma máquina de arcade em casa, qual seria?

29 de abr. de 2009

Vic Viper à venda!


Calma, calma, é só mais um modelo, lindo por sinal, e maior que estas miniaturas "genéricas" que costumam aparecer nos leilões virtuais da vida. Diz o texto (ao menos o que o Google Translator permitiu ler) que o modelo se baseia na nave do Gradius II. Sei não, hein? Me parece mais a última Vic Viper mostrada em Gradius V, toda modernosa. Na versão de MSX também não é, pois a nave deste jogo é a Metalion (da esquerda) que é linda também, mas não tem nada à ver com esta Vic Viper (da direita).

A belezinha aí custa 4500 ienes, o que dá hoje cerca de R$102,00. Nada mal, se não houvessem ainda por cima os impostos (cerca de 60%), taxa de envio (Japão é longe) e graninha do atravessador. Por aqui, qualquer R$500,00 compra, afinal, é raridade. Como se isso fosse justificativa para aumentar sem critério algum o preço de tudo. Tem uma outra verde, feiosa, que eu nunca vi em jogo nenhum e que é ainda mais cara. O site da loja é bem legal, mas todo em japonês.

Por falar em Gradius 2, esse jogo teve várias versões boas. Na de Famicom, em especial, o cartucho vinha com um chip de som extra. A de PC Engine, além de ter um som maravilhoso, é muito fiel ao arcade e tem uma abertura fantástica. A versão de X68000 então, dispensa comentários. Isso porque nem falei do Nemesis 90, que é uma versão do Gradius 2 de MSX para o micrão da Sharp.

Se formos considerar a diferença gritante entre um hardware e outro, chegamos à simples conclusão de que a vida dos programadores de hoje é muito mais fácil que há alguns anos. Afinal, não era como portar algo do X360 para o PS3, os caras praticamente escrever o game do zero. E ainda tem gente que reclama de programar para PS3!

Incrível como surge assunto cada vez que eu escrevo a palavra "Gradius". E olha que era para ser um post curto. Quem sabe Gradius 2 (e todos os spinoffs) não aparecem por aqui em breve...

17 de jan. de 2009

Nemesis Online

Nada mais digno para este blog que começar bem o ano falando sobre nada mais, nada menos, que Gradius!

Infelizmente ainda não é a nota de release de Gradius VI para algum console atual, mas é algo que me deixou quase tão animado quanto.

Para muitos, especialmente os da geraçao MSX, Gradius (rebatizado Nemesis em alguns lugares) é o filé do filé dos shmups. Teve o ápice de seu sucesso na década de 80, quando saíram várias versões, até que o mercado foi lentamente sendo invadido por clones de Double Dragon (no final dos anos 80), Street Fighter (no meio dos 90), e, atualmente, FPSs e jogos 3D.

Não tenho medo de você! Você pode ser verde, mas não é o cabeção do fim do jogo !!!

A verdade é que o jogo nunca "morreu" de fato. A Konami não lança muitas versões de Gradius, mas ela são sempre jogos acima da média (com uma leve ressalva a Gradius IV, que é, talvez, o mais fraco da série). Há uma legião enorme de fãs ao redor do globo que, obviamente, não pode ser desprezada pela Konami.

Ok, ok... poder não pode, mas foi desprezada!

Shmups fizeram sucesso do Mega Drive em diante e não são considerados por muitos (para não dizer todos) os fabricantes de jogos como um filão rentável. São jogos divertidos, que muita gente joga, mas que eles desprezam e lançam apenas para as "PSN" e "Live Arcades" da vida. Além do que eles não são feitos por mega-equipes de 300 pessoas, e sim por meia-dúzia de freaks que um dia já jogaram shmups. Para não dizer que já jogaram Gradius!

Responda rápido: Quem é Ikaruga e quem é Gradius?
(Clique para aumentar)

Tanto é que Gradius V saiu pela Konami, mas todos sabemos quem foi que fez o jogo na verdade, ou seja, foi quem realmente gosta da coisa. Provavelmente a Konami, que um dia já teve mais o meu respeito, "esqueceu a receita" de como se faz um shmup decente. Afinal, depois de trocentos mil joguinhos de futebol, quem pode culpar os caras? Eles tem famílias para sustentar. Como se a gente tivesse alguma coisa com isso!

Mas vamos deixar de lado todo o ódio direcionado à Konami por ela ter deixado a todos nós órfãos de um novo Gradius. A própria lacuna que eles abriram no mercado vem, lentamente, sendo preenchida por milhões de homebrews de excelente qualidade (os quais eu pretendo abordar um dia nos pixels deste blog). Um deles, o melhor, sem dúvida, é Nemesis Online.


O jogo nada mais é que um (excelente!) clone do famoso clássico supra-citado, só que com módulo de multiplayer online, permitindo que vários cabras compartilhem seus hi-scores, testem sua habilidade, segredos, enfim... é um Gradius para vários jogadores. [Update: Tem um editor de fases também! Hooray!]. Veja nos vídeos aqui, aqui e aqui.

Preciso dizer mais? Apenas baixe aqui e jogue! Logo logo meu nome vai estar no top five. =)

13 de nov. de 2008

Lançamento: Otomedius Gorgeous (Xbox 360) - Konami

A Konami, que aparentemente havia abandonado sua linha de shmups (desde que entregou Gradius V nas mãos da Treasure, para criação da versão de PS2), voltou ao mercado dos "jogos de navinha" com Otomedius Gorgeous, recém lançado no Japão para Xbox 360

O curioso é que todo mundo jurava que esse seria um jogo para Xbox Live Arcade (ou seja, um jogo de download pago), e no entanto ele saiu em disco. A questão é: Porque será isso, sendo que Gradius V, que é magnífico, coube em um CDROM? Será que Otomedius é um DVD Single Layer, um CDROM ou um Double Layer cheio de tranqueiras? Sinceramente, não entendi essa.

Não sou grandes fãs de shooters "fofinhos" (como Parodius, Twinbee e etc), mas fiquei feliz com o lançamento e com a decisão que a Konami tomou com relação a este jogo. Gosto muito mais da idéia de ter o jogo em disco que apenas baixa-lo da internet*. Será que a Konami finalmente se ligou que muitas pessoas simplesmente gostam de "colecionar" também os jogos e atendeu o pedido de fãs? Ou será que foi alguma outra jogada de marketing ou problema na distribuição**?

De qualquer maneira, fico feliz por ver um novo shooter da Konami sendo lançado nos idos de 2008, em tempos onde só se fala em texturas, poder de processamento, FPSs e MMOs. Isso pode ser uma "luz no fim do túnel" para nós, que aguardamos ansiosamente por Gradius VI, que está engavetado há alguns anos já.  

* Coisa de velho, eu sei.

** Também conhecido por "A maldita trava de região do X360 que impede nós, ocidentais, de jogar os novos shooters que saem apenas no Japão".

23 de out. de 2008

Cosmic Wars (NES)

Você sabia que existe um jogo de estratégia espacial feito pela Konami, que usa o cenário de Gradius como base? Sim! E se chama Cosmic Wars! Até nome de shmup ele tem, mas o jogo é de estratégia e foi lançado para Famicom no Japão apenas, sem muita repercussão, porém, chega a ser curioso.

Ele é praticamente 100% em japonês e a produção não parece grande coisa. Não consegui jogar absolutamente nada, mas parece extremamente complexo. É possível jogar com os "caras bonzinhos", que são o lado da Terra, e os vilões do Império Bacterion. As naves estão todas lá, inclusive os famosos "chefes do final da fase", que são unidades que podem ser controladas pelos jogadores.

Agora eu sei porque as naves do lado dos bonzinhos que são maiores que um caça nunca apareceram em nenhum jogo da série. Porque elas são ridículas perto das inimigas. Parecem máquinas fotográficas brancas em tamanho gigante!

Tela de contratação de comandantes dos Bacterions. Tive que jogar Gradius por 20 anos sem saber que estava atirando em caras azuis com vários olhos.

E porque não invadir a Terra? Todo mundo faz isso!

VENDO: Vic Viper Modelo 86. Único dono, sem multas, pintura original.
Apenas 500 créditos!


Não, não tem um segundo apenas de "shmup" neste jogo e ele foi postado aqui como mera curiosidade. Mas que seria legal ter uma versão traduzida desta ROM, isso seria! Eu, pelo menos, ia perder algum tempo jogando.

13 de out. de 2008

Gradius, the Text Adventure

É deveras infame, se estiver com o famoso "mau humor de segunda-feira", nem abra.

Como seria Gradius se fosse um adventure de texto? Veja aqui.

O pior é que eu joguei muito jogos deste tipo, cheguei até a fazer alguns para o ZX Spectrum e para MSX. Mas eu fazia jogos de terror, sobre cavaleiros e feiticeiros, às vezes no espaço, mas nunca sobre Gradius. O engraçado é que a frase "Shoot the Core" foi usada como comando do jogo.

29 de set. de 2008

Mais uma Vic Viper (pra olhar, só)


Mais um modelo da Vic Viper para vender, esse em escala 1/60. Podem reparar que nem no site do Play-Asia tem mais! Esgotou! Também, imagina uma belezinha dessas em cima da sua mesa. Não sei o preço e nem se o modelo presta ou não, mas putz... que é lindo, é!

Impressionante como eu passo mal com essas coisas.

22 de set. de 2008

Shooting Historica

Tem coisas que NÃO chegam no Brasil, e sim, eu me odeio por isso. Mas como eu sou uma pessoa que gosta de dividir coisas com os outros (para que você possa se odiar também!), vou postar aqui. Este kit Gashapon é o SR Shooting Historica Vol. 1, que vem com modelos em miniatura de algumas das naves mais famosas dos videogames clássicos. São elas (da esquerda pra direita, de cima pra baixo): R-9 Arrowhead (R-Type), OF-1 Daedalus (Image Fight), Vic Viper T301 (Gradius V), Silver Hawk azul e vermelho (Darius) e a Metalion (Gradius 2)



Mais uma foto:


Ok, até aí, nenhuma novidade. Este pacote saiu no final do ano passado e se popularizou em janeiro/fevereiro deste ano. Tentei comprar um, mas o chinês desgraçado do ebay ficou de me mandar o pacote, enrolou por dois meses e devolveu a grana. Fiquei sem cartão internacional por uns tempos e agora que consegui um, estava pensando em pegar de novo. Porém, quando fui fazer a pesquisa, descobri que vou ficar um pouco mais pobre em breve: Já saiu Shooting Historica Volume 2:


Começando pela esquerda, em sentido horário: R-Gray-1 (nave vermelha do Raystorm), M.U.S.H.A. (Armadura do Aleste Musha), Geo Sword (Starblade Alpha), Gaia (Star Luster), Opa Opa (Fantasy Zone, do lado do peso de 16 T), e R-90 Ragnarok (R-Type III).

Detalhe que metade das naves do pacote são bizarras. A Geo Sword e a Gaia são super desconhecidas e o Opa Opa é dispensável. Mas o pacote vale pelas outras três, especialmente a M.U.S.H.A.. Se tivesse só ela, em separado, eu compraria! Agora é esperar as contas entrarem no lugar e rezar para este pacote não sair de catálogo ou não atingir preços exorbitantes no Ebay.

Por outro ângulo:


Pontos Interessantes:

- Todos os modelos vem com base/suporte para colocar na prateleira.
- Estão à venda no Play Asia (como tudo que é bacana que vem do Japão).
- Também dá para comprar pelo Ebay.
- Meu aniversário é 01/12 e tem Natal todo ano.

6 de ago. de 2008

Gradius Medieval

Estes dias estava me perguntando a quantas andaria o desenvolvimento do próximo Gradius. Sim, afinal, o anterior (Gradius V) é de 2004... bem que podia já ter outro mais ou menos "no forno". Infelizmente, só achei um monte de notícias falando do cancelamento/engavetamento dele... e claro, a fantástica versão medieval Smite the core!

Gradius V, que foi lançado para PS2, era um jogo de pouco mais de 250 Mb em uma época em que até os DVDs dual layer e seus 9Gb de armazenamento foram pouco explorados. Eu, particularmente, duvido que o próximo Gradius (se vier a ser produzido, e eu espero muito que seja!) seja um jogo em meio físico. Vai ser mais um jogo pay-per-download, à menos que a Konami tire algum truque do chapéu ou invente algo novo.

Hm... pensando bem, não sei do que eu tenho mais medo. De eles não lançarem o jogo ou de inovarem demais e a premissa se estragar, como em Castlevania, que virou um fighting game. Tomara que Gradius continue nas mãos da Treasure, que acertou da última vez.

Porém, as perspectivas são otimistas. Com a Live Arcade e a PSN, uma nova demanda por jogos oldschool deu nova vida aos clássicos e remakes. Quem sabe até 2010 não vemos o Episódio VI rodando o mercado?