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30 de nov. de 2015

Gradius V (PS2 / PS3) - Konami, 2004

O Playstation 2 foi uma das plataformas mais bem-servidas em termos de jogos. Só o sucessor, o Playstaion 1 (ou PSX) pode se comparar em termos de quantidade de títulos, e mesmo as grandes plataformas como o Mega Drive e o SNES ficam devendo quando colocadas em comparação. Tudo bem que quantidade de títulos não quer dizer qualidade, mas neste aspecto os consoles da Sony nunca pecaram: Muitos jogos foram lançados sim, mas muitas pérolas exclusivos, como é o caso de Gradius V.
A própria história do jogo é curiosa: Gradius é um shmup icônico da Konami desde sua primeira encarnação, em 1985, que tornou-se uma marca registrada da empresa e uma das franquias mais longas da empresa. Aparentemente, Gradius influenciou até R-Type, que é outro título icônico que saiu depois, e para muitas pessoas estes dois jogos são os que melhor definem o gênero "shmup horizontal". Após a versão de Gameboy Advance, que saiu em 2001, a última que foi feita totalmente dentro da Konami, alguma decisão fez com que a empresa terceirizasse o desenvolvimento do próximo título, que saíria para PS2. Os shmups de Dreamcast, como Border Down, Zero Gunner 2, Under Defeat, Gigawing e principalmente Ikaruga tornaram-se extremamente populares, e empresas como a Treasure (que foi formada por um time de desenvolvedores que saiu da Konami) mostraram-se muito competentes ao criar jogos deste tipo. Aproveitando o fato de que eles estavam todos com a "mão na massa" e, talvez, motivada por uma falta de interesse em desenvolver algo para a própria franquia, o desenvolvimento de Gradius V se deu pela Treasure e pela G.Rev, sendo apenas publicado pela Konami. Foi uma boa decisão? Quais foram os pontos positivos e negativos? É exatamente sobre isto que este texto fala!

Pontos positivos:

- Gradius V foi lançado! O principal ponto positivo é que, convenhamos, Gradius V tornou-se possível! Em uma época em que todo mundo queria jogar GTA Vice City, Burnout 3 e outros jogos que abusavam do 3D dos aparelhos, um shmup 2D talvez passasse despercebido. Eu mesmo já não esperava que saísse mais um título desta série, e foi uma grata surpresa.

- O jogo é muito bonito. A Treasure / G.Rev fez muito bem o serviço, aproveitando bem a capacidade do aparelho. É verdade que Gradius V lembra mu
ito um "Ikaruga horizontal" em termos de gráfico, com vários cenários abusando de maquinário metálico reluzente rodando pela tela, mas não vejo como um problema. Parece um jogo de Dreamcast com esteróides, mas enfim, isto é um elogio!



- Novos options! A Tresure é famosa por gostar de implementar novidades na jogabilidade, coisa que a Konami, mais conservadora, talvez tenha optado por nunca mexer muito em uma de suas séries mais antigas. Agora com o botão "R" do joypad, as naves possuem uma nova funcionalidade dos options, que adicionam uma função nova no jogo, dando mais replayability.


Tipo 1: Fixa os options, travando a movimentação da última posição deles, permitindo que o jogador "desenhe" uma formação da fileira de options na tela e congele a posição deles enquanto o botão R for pressionado.

Tipo 2: Direciona o tiro dos options. Eles continuam se movimentando, mas os tiros deles mudam de posição, permitindo que o jogador direcione fogo para algum alvo da tela.

Tipo 3: Afasta e aproxima a formação. Coloca os options ao lado da Vic Viper, aproximando e afastando eles quando R é pressionado, permitindo que o jogador espalhe os options pela tela, ou focalizando o tiro à frente.

Tipo 4: Formação giratória. Gira os options ao redor da Vic Viper, usando eles como defesa e ataque ao mesmo tempo.

- Dois jogadores! Gradius é um jogo que, tradicionalmente, permite um jogador apenas. Em Salamander e Gradius Gaiden é possível jogar duas pessoas ao mesmo tempo, mas em Gradius V é muito bom! O jogo é naturalmente difícil, e com dois jogadores fica mais tranquilo administrar a quantidade de inimigos da tela, o que foi uma adição muito bacana à fórmula, além do fato de que um jogador experiente pode "treinar" outro enquanto joga.


Modo 2 jogadores. Uma pena que a versão PS3 não tenha opção de 2 players online.

- Finalmente, alguma história é contada! Haviam alguns resquícios de história nos Gradius anteriores, nas versões de MSX e consoles, mas eram apenas algumas poucas cutscenes ou animações minimalistas. Em Gradius V há, sim, alguma história, contada com narração, um plot twist no final, animações e legendas. Não acho que história seja algo fundamental em um shmup, mas é muito legal quando há alguma.

Pontos Negativos:

- Level design meio pobre. As fases são meio tradicionais demais, iguais demais umas às outras, com poucos elementos que se destaquem. Como citei anteriormente, há muitos elementos mecânicos, muitas naves enormes que são invadidas, e acho que podiam ter ousado mais na criação. Não chega a estragar o jogo, mas Gradius era famoso por ter fases únicas, com estratégias específicas para vencer cada uma, e aqui o jogo acaba se resumindo apenas a atirar em tudo que se move, o que foi meio decepcionante.


Destroy the core! E são vários, viu. Vários mesmo!


- Onde estão os moais?  Será que foram todos exterminados em Gradius IV? Ou é uma linha do tempo paralela, onde eles não existem? Ou será que a Tresure simplesmente esqueceu deles? Pois é, aqui não tem desculpa. Os moai são elementos recorrentes da série, sempre tem uma fase dedicada, que costuma ser uma das mais difíceis. São parte da estética de Gradius desde o primeiro jogo, não foi esquecido nem nos spinoffs, e em Gradius V não há qualquer sinal deles. Se foi mero esquecimento, sinto muito, mas a Treasure não fez o dever de casa e muita gente sentiu falta. Os moais são aquele inimigo que vc ama odiar, mas não se esquece dele, e respeita muito quando aparece no jogo.


Eles estão lá, dificultando nossa vida desde 1985. Por favor, não mexam nos nossos moais!

- O fim de uma era? Gradius teve mais uma encarnação no Nintendo Wii, de nome Gradius Rebirth, mas é mais um tributo (em especial aos jogos antigos da série) que uma continuação, ou seja, há muito tempo não se ouve falar de outro jogo da série. Parece que houve uma possível continuação planejada para PS3, mas foi engavetada, e até agora não há qualquer menção de que um novo título. Será o fim dos Gradius? Até o momento, parece que sim. Chega a ser difícil pensar porque a Konami abandonou o título e ignorou uma parcela significativa dos fãs. Para muitas pessoas, um Gradius VI seria uma compra instantânea. E aí, Konami? Acabou mesmo? Se alguém tiver a resposta, estamos ansiosos por ela.

Veredito: Nota 9,0

Não tem muito o que dizer sobre Gradius V em termos de gráficos, som e jogabilidade. O jogo é praticamente perfeito nestes aspectos. É tudo o que o jogador pode esperar de um shmup horizontal, é um clássico reformulado, é bonito, é difícil (e como é possível fazer vários loops, pode ficar mais difícil ainda), tem novas opções de jogabilidade, e te faz voltar nele mesmo após anos (eu venho jogando desde 2004, quando saiu). Portanto, se tiver um PS2 encostado por aí, consiga uma cópia de Gradius V e divirta-se. É praticamente impossível se desapontar.

Há uns anos eu comprei um PS3 que roda jogos de PS2 só para jogar minha cópia de Gradius V, já que o leitor do meu PS2 havia estragado, mas hoje em dia não é mais necessário conseguir um aparelho antigo ou raro para rodar este jogo: Gradius V foi oficialmente lançado para PS3, e adivinhem? Ficou fantástico! É o mesmo jogo, não implementaram nada de novo, mas é impressionante como fica lindo jogá-lo em HDMI. Ele é um jogo da sessão PS2 Classics da PSN, e como todo jogo desta categoria, ele vem com algumas opções pré-definidas assim que vc o compra. Minha dica é: Coloque em formato 4:3 (que é o formato original do jogo, senão fica tudo achatado). Você vai acabar perdendo um pequena faixa lateral nos cantos direito e esquerdo da tela, mas o jogo em 16:9 fica horroroso, esticado, e ridículo. Também recomendo desligar o filtro de vídeo e jogar com os gráficos originais, que ficam cristalinos, limpos, e mostram tudo o que o artista quis desenhar nas TVs modernas, sem perder nada.

Seja jogando no PS2, em sua TV de tubo, ou em um PS3 em HDMI, Gradius V é um jogo obrigatório e que devia estar na biblioteca de todo mundo que se diz gamer. Poucos shmups chegam ao excelente nível técnico do jogo, e mesmo que você não seja fã do gênero, vale à pena jogá-lo. Alguns detalhes acabam estragando a nota do jogo, mas é injustiça dizer que ele não é um dos melhores shmups já feitos. Nota: 9 



15 de set. de 2010

Radiant Silvergun (finalmente) vai sair para Xbox 360!

Sim, agora é sério. Pode comemorar! Vai sair mesmo para Xbox 360!


Nada como a Tokyo Game Show para desengavetar estas boas notícias. Faltou o anúncio do tão esperado novo Gradius, mas ainda não foi desta vez. Cá entre nós, que coisa linda que ficou esse remake, hein? Antes tarde do que jamais! Mais uma foto aqui do lançamento! Refizeram os gráficos, as texturas, as cutscenes, mas mantiveram a jogabilidade. Nada mal, Treasure. Nada mal mesmo!

Ainda não acredita? Então veja isto!



O mais engraçado é que, agora, muita gente vai dizer: -"Nossa, finalmente lançaram a tão esperada continuação de Ikaruga!"

13 de jul. de 2009

Ikaruga no Xbox: 50% Off !

Esta é uma boa notícia para os felizes donos de Xbox 360: Aqueles que estiverem dispostos a gastar a fortuna de US$5,00 (400 Microsoft Points) pelo lendário shmup Ikaruga, já podem fazê-lo. O jogo está em promoção, sendo vendido com 50% de desconto na Live Arcade, rede de downloads do X360.

Quer minha opinião sincera? Vão ser os melhores 400 pontos que você vai gastar. Há um monte de joguinhos medíocres pelo dobro do preço, e Ikaruga vale cada centavo (ou ponto) investido. Comparativamente falando, em termos de qualidade de jogo x diversão, nunca houve uma promoção deste nível.

O jogo tem modo co-op, foi todo refeito para funcionar em HD, widescreen, som retrabalhado, etc. Ou seja, não é só um joguinho de Dreamcast por 400 pontos, como andaram falando. É o jogo, refeito em grande estilo.

E isso, claro, só me faz pensar que o novo projeto da Treasure, o suposto "Radiant Silvergun 3", deve estar para sair. Eles devem estar querendo "desovar" o maior número possível de downloads de Ikaruga antes de lançar o novo projeto. Ajuda no marketing e capitaliza com produto que está no mercado. Nada mal.

É especulação minha, mas vamos ver se eu não acerto dessa vez.

4 de abr. de 2009

"Saving Shooters" - Entrevista com Tez Okano

Entrevista longa com o pai de Gunstar Heroes, sobre o futuro dos shooters.

Meio velha, mas tá valendo. Fala também sobre Thunderforce VI vários outros grandes shooters que passaram pela era do "Mega Drive".

19 de jan. de 2009

Microsoft de olho no novo "Radiant Silvergun"

Segundo entrevista dada ao Gamasutra, o presidente da Treasure, Masato Maegawa, disse que foi procurado pela Microsoft para discutir o possível lançamento de um Radiant Silvergun para a rede de downloads pagos do Xbox 360 (a Xbox Live Arcade). Segundo ele a possibilidade existe, porém, o jogo pareceria "envelhecido demais" para o padrão atual dos consoles e que, diferentemente de Ikaruga, que sofreu poucas adaptações, seria necessária uma reforma meio radical para que o "novo" Radiant Silvergun seja, no mínimo, satisfatório.

Francamente, minha opinião é que eles deviam deixar de ser puristas de uma vez e começar um jogo novo. Já que vão meter a mão na massa e ressucitar todos os jogos famosos das plataformas defuntas (especialmente da Sega), que seja para produzir algo novo. Radiant Silvergun é ótimo, sem dúvida, porém, quem não quer ver um novo shooter da Treasure? Ou, então, já que Ikaruga é apenas a "continuação espiritual" de Radiant Silvergun, porque não fazem a "continuação oficial" do jogo? Alguém se sentiria ofendido por ter que jogar Radiant Silvergun 2?

Eu diria que é uma das formas mais infalíveis de alguém conseguir tomar meus Microsoft Points...

17 de jan. de 2009

Nemesis Online

Nada mais digno para este blog que começar bem o ano falando sobre nada mais, nada menos, que Gradius!

Infelizmente ainda não é a nota de release de Gradius VI para algum console atual, mas é algo que me deixou quase tão animado quanto.

Para muitos, especialmente os da geraçao MSX, Gradius (rebatizado Nemesis em alguns lugares) é o filé do filé dos shmups. Teve o ápice de seu sucesso na década de 80, quando saíram várias versões, até que o mercado foi lentamente sendo invadido por clones de Double Dragon (no final dos anos 80), Street Fighter (no meio dos 90), e, atualmente, FPSs e jogos 3D.

Não tenho medo de você! Você pode ser verde, mas não é o cabeção do fim do jogo !!!

A verdade é que o jogo nunca "morreu" de fato. A Konami não lança muitas versões de Gradius, mas ela são sempre jogos acima da média (com uma leve ressalva a Gradius IV, que é, talvez, o mais fraco da série). Há uma legião enorme de fãs ao redor do globo que, obviamente, não pode ser desprezada pela Konami.

Ok, ok... poder não pode, mas foi desprezada!

Shmups fizeram sucesso do Mega Drive em diante e não são considerados por muitos (para não dizer todos) os fabricantes de jogos como um filão rentável. São jogos divertidos, que muita gente joga, mas que eles desprezam e lançam apenas para as "PSN" e "Live Arcades" da vida. Além do que eles não são feitos por mega-equipes de 300 pessoas, e sim por meia-dúzia de freaks que um dia já jogaram shmups. Para não dizer que já jogaram Gradius!

Responda rápido: Quem é Ikaruga e quem é Gradius?
(Clique para aumentar)

Tanto é que Gradius V saiu pela Konami, mas todos sabemos quem foi que fez o jogo na verdade, ou seja, foi quem realmente gosta da coisa. Provavelmente a Konami, que um dia já teve mais o meu respeito, "esqueceu a receita" de como se faz um shmup decente. Afinal, depois de trocentos mil joguinhos de futebol, quem pode culpar os caras? Eles tem famílias para sustentar. Como se a gente tivesse alguma coisa com isso!

Mas vamos deixar de lado todo o ódio direcionado à Konami por ela ter deixado a todos nós órfãos de um novo Gradius. A própria lacuna que eles abriram no mercado vem, lentamente, sendo preenchida por milhões de homebrews de excelente qualidade (os quais eu pretendo abordar um dia nos pixels deste blog). Um deles, o melhor, sem dúvida, é Nemesis Online.


O jogo nada mais é que um (excelente!) clone do famoso clássico supra-citado, só que com módulo de multiplayer online, permitindo que vários cabras compartilhem seus hi-scores, testem sua habilidade, segredos, enfim... é um Gradius para vários jogadores. [Update: Tem um editor de fases também! Hooray!]. Veja nos vídeos aqui, aqui e aqui.

Preciso dizer mais? Apenas baixe aqui e jogue! Logo logo meu nome vai estar no top five. =)

6 de ago. de 2008

Gradius Medieval

Estes dias estava me perguntando a quantas andaria o desenvolvimento do próximo Gradius. Sim, afinal, o anterior (Gradius V) é de 2004... bem que podia já ter outro mais ou menos "no forno". Infelizmente, só achei um monte de notícias falando do cancelamento/engavetamento dele... e claro, a fantástica versão medieval Smite the core!

Gradius V, que foi lançado para PS2, era um jogo de pouco mais de 250 Mb em uma época em que até os DVDs dual layer e seus 9Gb de armazenamento foram pouco explorados. Eu, particularmente, duvido que o próximo Gradius (se vier a ser produzido, e eu espero muito que seja!) seja um jogo em meio físico. Vai ser mais um jogo pay-per-download, à menos que a Konami tire algum truque do chapéu ou invente algo novo.

Hm... pensando bem, não sei do que eu tenho mais medo. De eles não lançarem o jogo ou de inovarem demais e a premissa se estragar, como em Castlevania, que virou um fighting game. Tomara que Gradius continue nas mãos da Treasure, que acertou da última vez.

Porém, as perspectivas são otimistas. Com a Live Arcade e a PSN, uma nova demanda por jogos oldschool deu nova vida aos clássicos e remakes. Quem sabe até 2010 não vemos o Episódio VI rodando o mercado?