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2 de abr. de 2018
19 de fev. de 2018
Dariusburst: Chronicles Saviours [Review]
Plataformas / Formato:
- Digital (Steam, PS4, PS Vita)
- Físico (PS4 e PS Vita - Mercado Asiático apenas)
Desenvolvedores: Pyramid, G.Rev, Chara-Ani.
Publicado por: Taito
Lançamento: Novembro 2015
Parecia que, à cada início de projeto, os designers sempre se perguntavam "o que podemos inovar desta vez?", e sempre acertaram. Darius foi um arcade que usou várias telas para simular um campo de visão maior, ainda nos arcades, diferente de Gradius e R-Type, que são jogos mais conhecidos, porém só utilizam telas convencionais. Tal idéia se repetiu em algumas encarnações do jogo, mas o jogador precisava ir até um arcade para poder usufruir de tal recurso, ao menos até Dariusburst:CS, em que é possível utilizar múltiplos monitores para simular o gigantesco playfield do fliperama.
Trambolhisticamente gigante, mas lindo de jogar.
O jogo em si é tudo o que se espera de um Darius moderno, sendo uma continuação direta do Dariusburst de PSP, já citado aqui. O mesmo estilo foi seguido, o mesmo sistema de armas, só que agora tudo é infinitamente maior em termos de conteúdo. Darius nunca foi um jogo linear, sendo possível escolher o caminho à se tomar ao fim de cada fase, e agora a Taito levou à sério a idéia de viajar para todo lado. A quantidade de planetas que precisam ser visitados até o final do jogo é imensa, as fases são diferentes entre si (algumas são convencionais, outras são um score-attack, outras são uma boss battle, outras são combinações de vários elementos do jogo), o que torna o jogo muito mais dinâmico e menos repetitivo que as tradicionais missões de "voar do canto esquerdo até o canto direito da fase e matar um boss".
Pensa num mapa gigantesco de grande...
Dá para dizer que Dariusburst:CS é quase um jogo de "mundo aberto", de tantas missões diferentes, modos de jogo e surpresas que aguardam o jogador. Sério, dá para jogar por meses e não ver tudo, e eu não vou estragar a surpresa de quem ainda não começou. :)
Mas inovações não param por aí: A coisa mais certa que se pode dizer de Dariusburst: CS é que trata-se de um jogo que os fãs estavam esperando - E não apenas os fãs da série! Há DLCs para adicionar naves / personagens de outros shmups que nem da Taito são! Oficialmente dá para se jogar com:
- Diversas versões das Silver Hawks (naves da própria série Darius).
- Naves de outros shmups da Taito, como Metal Black, Night Striker e RayForce.
- Naves da Cave: Dodonpachi, Ketsui e Deathsmiles.
- Naves da Sega: Opa-Opa, Galaxy Force e Space Harrier.
- Naves da Eighting / Raizing: Battle Garegga, Terra Diver e Mahou Daisakusen.
- Naves da Capcom: Side Arms, Varth e Progear.
Pack de DLC da Sega, um dos que estão à disposição no Dariusburst:CS.
Cada uma das naves tem um sistema de armas e power-ups diferentes, respeitando os jogos originais, ou seja, é totalmente diferente jogar com uma das Silver Hawks e depois trocar para a nave do Dodonpachi ou do Space Harrier, porque elas se comportam como nos jogos de onde saíram! Não é meramente uma skin, todo o comportamento da nave foi recriado dentro da engine de Dariusburst:CS, aumentando bastante a longevidade do jogo. Os DLCs são vendidos separadamente, individualmente e em pacotes.
Há, no entanto, apesar de Dariusburst:CS ser talvez o shmup mais inovador dos últimos anos, algumas reclamações comuns de jogadores logo que o compram:
1) Mas o jogo é muito difícil!
1) Mas o jogo é muito difícil!
R: Não só difícil, mas longo e cheio de caminhos diferentes. Dariusburst:CS não foi feito para ser terminado em uma "sentada", do começo ao fim, com algumas vidas apenas. A dificuldade é acentuada, as fases são longas, e requerem memorização dos padrões dos inimigos e a escolha da arma certa no momento certo. Não tem truque! É um jogo feito para ser revisitado várias e várias vezes, pois há, sim, muito conteúdo dentro, e muita coisa para ser descoberta.
Cada boss tem suas características e vem em mais de uma versão, ou seja, sempre tem surpresa!
2) Mas o jogo é muito caro!
R: Sim, Dariusburst:CS custa US$ 50 desde que foi lançado e o preço não caiu. Ele entra em promoção na PSN e na Steam, mas nunca por muito tempo. Se for considerar que ainda tem os DLCs (Opcionais, mas afinal, quem não quer jogar com o Opa-Opa?), o preço fica bem maior. No entanto, ele não é mais caro nem mais barato que qualquer outro jogo AAA, feito Witcher, Grand Theft Auto, Call of Duty ou Battlefield. Jogos AAA, no lançamento, custam 50 USD, fato.
Warning: A huge battleship PRICE TAG is approaching fast!
O que aconteceu foi que, por ser um shmup (excelente, diga-se de passagem!), o preço não caiu, porque é assim o mercado dos shmups. A versão física do Battle Garegga para PS4 também custa uma fortuna, e é provavelmente uma ROM de alguns kilobytes apenas, com um emulador dedicado e uma interface nova. Agora, se você é fã de shmups e não paga 50 USD por um jogo tecnologicamente excelente, cheio de conteúdo e com um fator replayability enorme feito Dariusburst:CS, sinto muito, mas é melhor ir jogar outra coisa! O jogo foi feito para os fãs, coisa raríssima hoje em dia, e eu tenho certeza que muitos que reclamam do preço pagam 50 USD em um Fifa ou um Battlefield novo, rasos, bobos e cheio de microtransações.
3) Eu não consegui rodar Dariusburst:CS nas minhas três telas (ou algum outro problema técnico)!
R: Existem algumas hipóteses que podemos explorar antes de chegarmos a uma conclusão.
a) Caso seu setup de monitores seja composto por um Commodore 1084S, um Sony PVM de 4", um LCD da Itautec dos anos 90 que abre 640 x 480 e uma TV Telefunken branca e preta, com lateral de madeira, cheia de cupim, que você catou do lixão municipal, sinto em te informar, mas pode ser que não funcione. Só suspeito.
b) Caso seu computador seja um Athlon XP daqueles que são usados para assar leitoa em churrascaria, ou se é algo modernoso e atual feito um K6-450, rodando Windows XP ou Windows 98 (com suporte USB), também é difícil afirmar se vai funcionar mesmo ou não. Eu apostaria que não. Vai precisar de algo um tiquinho melhor. Vai dar pau no save, para rodar o jogo, para jogar o jogo, em tudo.
Passei duas horas configurando e não consegui jogar, logo, ele é bobo, feio e chato!
c) Se você for meio limitadinho em termos técnicos. Tem gente com sérios problemas de cognição e que não conseguem associar um número (resolução da tela) a outro (ordem dos monitores), e aí pode ser que problemas aconteçam. Se for o seu caso, também não há solução. Lembra do "polegar opositor" do filme "Ilha das Flores"? Então...
d) Agora, caso você esteja usando hardware decente para rodar o jogo, digamos, monitores e desktop que tenham menos que uns 10 anos de idade, uma placa de vídeo razoável, e tenha polegares opositores, dá para configurar tudo e jogar com um pé nas costas. Infelizmente a Taito, que faz o jogo, não pode se responsabilizar por você ter hardware lixo, monitores lixos e por ser um elo perdido entre os humanos e os neandertais. A prova de que funciona são os inúmeros vídeos na internet, tipo este aqui logo abaixo:
(E não é um vídeo só, tem inúmeros. Google for it.)
Veredito: Dariusburst:CS é uma compra excelente, da qual eu não me arrependo e recomendo à todos (que não se incluam nos itens "a, b ou c" acima). Não é o shmup mais fácil do mundo, mas é algo que dificilmente vai se esgotar rapidamente, pois são inúmeras fases, caminhos, planetas, etc. Se você der 10 minutos de atenção ao jogo por dia, nunca vai tirar tudo dele. Ele requer, sim, algum empenho, pois há estágios bem difíceis, bosses bem complicados e um longo caminho até um dos (spoiler - um dos modos tem 186 fases!) finais possíveis. É um jogo diferente do que se viu até hoje em termos de shmups, os desenvolvedores estão tentando renovar o gênero com idéias de outros títulos AAA da atualidade, como DLCs, mundo aberto, etc, e o resultado é algo único, muito bem-acabado e que visualmente não faz feio.
PS: Se você se sentiu ofendido com algo que leu aqui, saiba que você, para mim, é problema seu!
26 de mai. de 2017
Preview: Raiden V - Director's Cut (PS4 / Steam)
É o fim da exclusividade de Raiden V no Xbox One! A UFO Entertainment acabou de anunciar o lançamento de Raiden V - Director's Cut tanto para Steam quanto para PS4, fazendo a alegria dos fãs do gênero. Apenas à título de curiosidade, aconteceu exatamente o mesmo com Raiden IV, que ganhou uma versão expandida (Raiden Overkill) quando deixou de ser exclusivo dos consoles da Microsoft. Por algum motivo a ferramenta do blogspot não está encontrando o vídeo para exibição imediata aqui no blog, mas você pode conferir o trailer aqui.
O jogo já aparece listado no Amazon, ainda sem imagem, mas pode significar que talvez uma versão física venha à ser lançada! Dentre as novidades no jogo, estão a opção de escolher várias das naves, modos de tiro especiais, e co-op online. O lançamento oficial será dia 22 de Agosto deste ano, com o preço de pre-order de USD 39.
29 de mar. de 2017
Preview: Aaero (PS4 / Xbox One / Steam)
Seja sincero: De que jogo essa screenshot parece ter sido tirada? :)
Para quem é fã do velho e bom Rez, aquele que continua velho e bom, já que não teve uma continuação à altura (Child of Eden falhou miseravelmente, e os novos Rez são praticamente remakes do jogo original), há um possível novo game vindo para preencher o vazio deixado. Aaero (não foi typo, o nome do jogo é esse mesmo) tem várias referências ao original, e apesar do trailer ser meio ambíguo*, é possível ter uma idéia do que vem por aí.
O jogo vai sair para PS4 / Xbox One e PC (Steam), ainda no primeiro quartil de 2017. Gostei do fato de usarem dubstep ao invés de trance como trilha sonora. :) Acho que agora eu não escapo de comprar um kit VR . Já tem Battlezone, EVE Valkyre, Rez VR (porque não, né?) e Aaero.
*Eu ando com muita raiva dos trailers atuais de games, seja na PSN, no Youtube ou na Steam, porque existe uma tendência de não mostrar nada do gameplay! Os produtores optam por colocar historinhas de personagens conversando, flashbacks, frases jogadas, bobagem aleatória falando do background do jogo, mas nada do gameplay! Não sei vocês, mas eu nunca compro nada sem pesquisar bem antes (e mesmo assim compro errado), mas nunca, em hipótese alguma dou dinheiro por algo que não consigo nem ter uma idéia de como vai ao menos se parecer quando pronto.
3 de ago. de 2015
Vem aí: Darius Burst: Chronicle Saviours (PS4/PSVita/PC)
Uma das franquias mais tradicionais de shmups, Darius, ganha mais uma encarnação nas plataformas PS4, PS Vita e PC. Trata-se de Darius Burst: Chronicle Saviours, que está em desenvolvimento e deve ser lançado até o fim do ano.
A última versão que eu cheguei a jogar foi Darius Burst para PSP, cuja resenha está aqui. Espero que esta seja tão boa quanto. A versão de PS4 dará suporte a 4 jogadores, o que deve ser bem divertido!
20 de jun. de 2014
Preview: Jamestown (PC/PS4)
Se você acha que eu fiquei maluco e postei um RPG no blog de shmups, fique tranquilo: A imagem da tela de abertura engana, assim como o próprio título. Jamestown não é apenas um shmup, mas é feito por um fabricante ocidental e segue a receita dos bullet-hell mais insanos da Cave. O título passou despercebido por um bom tempo, sendo conhecido apenas dos jogadores de shmups de PC, que é uma comunidade tão desorganizada e desunida quanto a de consoles. Broncas à parte, o jogo ganhou diversos prêmios, várias menções honrosas, mas só agora, quando a Sony resolveu adotá-lo no PS4, é que vai ter a devida notoriedade. O jogo tem uma história (!!!) que envolve uma colônia britânica em Marte, em 1619 e um fugitivo que escapou da execução. Como isto acaba em um shmup eu não sei, mas dando uma olhada no vídeo abaixo, dá para se ter uma idéia do capricho que o pessoal da Final Form Games teve em todos os detalhes do jogo, principalmente os gráficos de SNES e a música orquestrada.
Com a vinda de Jamestown+ para PS4, a lista de shmups começa a ficar interessante, já contando com Resogun, Galak-Z, Revolver 360, Futuridium e Titan Attacks.
30 de mai. de 2014
Preview: Futuridium (PS4/PSVita)
Você nunca ouviu falar de Uridium, certo? Não tem problema. O jogo é muito velho, saiu para plataformas pouco populares aqui no Brasil (como o daltônico Commodore 64 e o ZX Spectrum), mas é um shmup interessante e, de certa forma, único. É o único shmup horizontal visto por cima (???) e que fica todo centrado em uma gigantesca nave, indo e voltando até que todos os alvos sejam destruídos. Além de ser muito difícil e ter poucos recursos de jogabilidade, o jogo fez relativo sucesso e chegou a ser venerado como "cult" entre os círculos de entusiastas de computadores antigos. Chegou a sair uma continuação (tão obscura quanto possível) para Amiga, de nome Uridium II, além de inspirar tantos outros projetos indies, que tentaram ressucitar o jogo com uso de tecnologia mais moderna. À grosso modo, Uridium é uma espécie de Zaxxon 2D, onde a nave (que tem o formato de uma frigideira) insistentemente invade bases inimigas, indo e voltando do fim da tela, até que todos os pontos-chave sejam eleminados. Há esquadras de naves, de fato, mas boa parte parece ignorar o jogador, afinal, quem respeitaria uma nave que parece uma frigideira? Mas, enfim, o jogo tem muita personalidade e uma grande legião de fãs. Abaixo, alguns vídeos das versões para computadores clássicos.
Versão ZX Spectrum
Versão Commodore 64
Uridium II, de Amiga
Uridium II, de Amiga
Acontece que, como lado bom da crise criativa que atinge a indústria de games, resolveram ressucitar este ilustre desconhecido, sob o nome de Futuridium, para PS4 e PS Vita. Ao que tudo indica, o jogo não vai ser 2D (e eu nunca me imaginei comemorando isto, mas ainda bem que não vai ser!) e será lançado para plataformas atuais. Com a escassez de shmups no mercado, Futuridium pode até não ser um projeto primoroso ou ambicioso, mas é extremamente simpático e bem-vindo! Já em junho, estará disponível na PSN, para download.
Dubstep é como o tema do Guile, vai bem com qualquer coisa!
26 de mar. de 2014
Titan Attacks! (Steam/PS4)
Se você é fã do velho e bom Space Invaders, clássico imortal dos videogames, vai adorar Titan Attacks! O jogo é, nada mais, nada menos, que Space Invaders com esteróides. O interessante é que implementaram várias opções de jogabilidade atuais nele, como por exemplo, tornar possível comprar power-ups entre as fases, fazer combos de pontuação ou lutar contra chefes. Claro, esta repetição da fórmula já foi feita muitas e muitas vezes, por diversas empresas, incluindo os próprios criadores de Space Invaders, mas nem sempre o resultado final é tão bom. Titan Attacks prova que, em pleno 2014, ainda há espaço para jogos tidos como "bobos" e "simples" para boa parte da população gamer sub-18, mas que estes jogos ainda são divertidos e um grande desafio para muitos jogadores. Afinal, é muito fácil ir longe em um jogo onde não se morre, onde correr para o canto e esperar faz com que você regenere, onde não se contam vidas ou quando se tem um exército de amigos te ajudando nas missões. Quero ver encarar isso aqui, kiddo!
Trailer do Jogo
Mais um pouquinho do gameplay
Graficamente e musicalmente lindo, e com jogabilidade já conhecida (se você não assistiu aos vídeos, é pura e simplesmente Space Invaders!), é um jogo que vai te fazer passar mais umas boas horas pensando como a Taito não teve essa idéia antes. Ok, Space Invaders Infinity Gene é sensacional, mas Titan Attacks serve para mostrar como ainda há muito à se fazer com o mesmo tema. O jogo custa US$16,99 na Steam, e ainda é possível comprar o Ultra Bundle por R$44,99 e ganhar vários outros jogos de brinde e a trilha sonora, que é sensacional (achei parecida com a do também fantástico Hotline Miami). Caso você seja um feliz proprietário de PS4, logo sairá para ele também!
10 de mar. de 2014
Preview: Assault Suit Leynos (PS4)
O leitor talvez não tenha tido idade ou contato com o Assault Suit Leynos clássico do Mega Drive (renomeado no ocidente como "Target: Earth"). Este run'n'gun teve um relativo sucesso no Japão e nos EUA, mas não chegou a ser um título popular aqui no Brasil. O jogo, diferente de Contra e Metal Slug, coloca o jogador no lugar de mechs que precisam varrer tudo o que aparece na tela, porém usando as armas de forma estratégica, já que a munição é finita e preciosa. Não é um jogo tão dinâmico quanto os outros dois citados, pois o mech que o jogador pilota é pesado, sofre avarias e não tem a mesma agilidade dos outros run'n'gun, porém, é preciso usar a cabeça para chegar vivo ao fim da fase. Há estágios que são labirintos, outros que requerem bombas para se abrir portas (e se você já gastou todas, vai ficar preso) e é preciso entender e otimizar o funcionamento de cada armamento. Uma mistura inteligente de shmup, anime (fortemente influenciado pelos desenhos da década de 80/90) e jogo de plataforma, Leynos conta com toda uma história de pano de fundo para o tiroteio ao longo de várias reencarnações no Mega Drive, SNES, Saturn, PSX, PS2 e agora PS4.
O trailer não está lá essas coisas, mostrando muito pouco, mas o jogo já foi anunciado, com página oficial e tudo mais. Não lembra de ter jogado? Aposto que jogou sim! O problema é que, por razões desconhecidas, o nome dos jogos (sem falar nos próprios) sofreram muitas alterações no processo de localização entre os mercados ocidental e oriental. Por exemplo:
Assault Suit Leynos / Target: Earth (Mega Drive / Sega Genesis): Onde tudo começou. Jogo bom, meio difícil para a época, lembro que várias pessoas desistiram de jogar porque não tiveram a paciência de dar pause e trocar de arma, ou buscar munição, ou correr do inimigo de vez em quando. O pulo é um jetpack, que precisa ser dominado, ou seja, prato cheio para quem gosta de jogo difícil.
Assault Suit Valken / Cybernator (Super Famicom / SNES): Primeira continuação do jogo, já lançado para o SNES, o salto de melhoria em todos os aspectos foi significativo. Gráficos mais bonitos, jogo mais longo, controle mais responsivo (e personagem menos lerdo!), mantendo toda a classe do original e implementando novas idéias de jogabilidade. Sem falar que os novos recursos do SNES deixavam o jogo graficamente impressionante (explosões, lasers, zoom, etc).
Assault Suit Leynos II (Sega Saturn, lançado apenas no Japão): Tido por muitos (eu incluso) como o melhor jogo da série. Extremamente competente e bonito, ainda que tenha saído um pouco tarde, o jogo é aquilo que se espera de Leynos. Difícil pacas, longo, cheio de macetes que precisam ser dominados, foi uma pena que só tenha sido lançado no Japão, o que dificulta as coisas (muitos dos diálogos tem relação com seu objetivo na fase. O jeito foi terminar na base do acerto e erro, mas também não foi nenhum sacrifício. Naquela época ao menos, quando eu tinha tempo infinito).
Assault Suit Valken II (PSX): Como tudo que fez sucesso na era 16 bits, é lógico que tentaram fazer uma versão "3D, melhorada, para aproveitar as novas tecnologias" na geração 32 bits e, claro, como você sabe (ou vivenciou), ficou uma grande porcaria. Valken de PSX é um jogo de estratégia (ruim por sinal), que lembra um pouco Front Mission e não conta com praticamente nenhum elemento da série original. Este fenômeno desagradável de "tornar 3D" aconteceu com tantas franquias de sucesso na era PSX que é impossível listar apenas alguns. O bom é que, aparentemente, as produtoras aprenderam a lição de deixar no 2D o que é 2D (tirando Metal Gear, claro).
Assault Suit Valken (PS2, remake do Cybernator de SNES): Olha aí o resultado do que eu falei do vídeo acima. Voltaram e corrigiram o erro! Cybernator de SNES, refeito para PS2, traduzido para inglês, música remasterizada e gráficos melhorados. Levou uma geração para corrigir, agora no PS3 levou mais uma para sentirmos falta*, e dá-lhe Leynos de volta no PS4!
Metal Warriors (SNES / Super Famicom): Hein? Quer dizer que Metal Warriors é parte do universo Leynos? Bem, na verdade não é! Este jogo foi feito pela LucasArts, que não tem nada à ver com a produtora original da série, que é a Masaya. Acontece que tanto Cybernator (que é da série Leynos) quanto Metal Warriors fizeram muito sucesso e foram publicados pela Konami nos EUA, o que causa alguma confusão principalmente pelo fato dos jogos serem absurdamente similares. Parece até que alguém na LucasArts era fã de Leynos e teve a brilhante idéia (sem ironia, o Metal Warriors é excelente!) de fazer sua própria versão. Aesar de ser o mais conhecido "irmão bastardo" de Leynos, é um jogaço e um dos meus favoritos da biblioteca do SNES.
*Wolf Fang / ROHGA Armor Force (PSX / Arcade / PS3): O que? Outro filho bastardo? Sim! Não é exatamente igual, mas um jogo muito inspirado em Leynos, Wolf Fang é um bastardinho muito bacana e que cumpre seu papel. Saiu originalmente para arcade, o jogo permite que você monte seu próprio mech em um run'n'gun side-scroller bem mais ágil que Leynos, mas obviamente influenciado pelo predecessor. Ah é, e com opção para dois jogadores! O jogo logo ganhou versão para PSX, a qual foi recentemente adicionada à biblioteca de clássicos jogáveis no PS3, podendo ser comprado na PSN por uma mixaria.
GunHund EX (PSP): Po, mais um? Sim, quando eu falei que o sucesso da fórmula foi grande, não estava de brincadeira! Este ilustre desconhecido é um jogão também, exclusivo do PSP e que foi citado aqui no blog há um tempo. Se você gostar do gênero, vale muito à pena jogar, pois é um excelente run'n'gun inspirado em mech.
E aí, conhece mais algum? Esqueci de citar algum filho bastardo? Deixe seu recado aqui ou no Facebook e eu acrescentarei à lista!
24 de dez. de 2013
Resogun (Housemarque, 2013 - PS4)
Antes de iniciar esta resenha, gostaria de dizer que Resogun não é apenas um dos jogos do line up de lançamento do PS4, como também é o primeiro shmup de scroll horizontal cilíndrico que eu já joguei*.
Todo mundo já colocou as mãos em clássicos do scroll horizontal como R-Type, Salamander, Gaiares, Thunderforce, mas a idéia de "ir e voltar" ou de "girar" ao redor da tela é algo presente em poucos jogos, como Choplifter, Wings of Fury, Super Stardust e, agora, em Resogun. O curioso sobre este jogo é que a fabricante, Housemarque, conseguiu colocar todo o charme dos jogos 8 bits em uma superprodução feita para PS4, mas sem perder o "feeling" original de Defender, que originou este tipo de jogo, ou sem transformar Resogun em um simples "Arena Shooter".
*Ok, verdade seja dita, teve o Defender e o Stargate de Atari, os quais eu joguei à exaustão, mas o cenário cilíndrico era imaginário (a nave simplesmente "dava a volta" na tela conforme voava indefinidamente para a direita ou esquerda), mas olha só no caso do Resogun, como é impossível ignorar o fator "cilindro".
A grande lata de Nescau ao redor da qual o jogo se passa.
Quando pensamos em títulos de lançamento de algum console, qualquer que seja, sempre se acende uma "luz amarela" em nossa mente, afinal, os primeiros jogos são sempre tecnicamente simples e mais se parecem com versões reformadas de jogos das plataformas anteriores que um jogo da nova geração. A comparação, neste caso, fica bem difícil, pois saíram pouquíssimos shmups que se assemelhem a Resogun, tanto na jogabilidade quanto na aparência, mas é bem fácil notar que ele seria possível em um PS3 ou Xbox 360. Tirando o framerate excelente a quantidade enorme de partículas e objetos voando ao mesmo tempo na tela, não é, de forma alguma, uma demonstração do que é possível nesta oitava geração. Mas, verdade seja dita, mesmo que seja apenas o começo desta nova geração, é um começo em grande estilo!
À primeira vista, lembra muito o clássico Defender, que teve várias encarnações desde seu lançamento e foi presente em praticamente toda plataforma já lançada. A nave voa tanto para a direita quanto para a esquerda, os inimigos aparecem aleatoriamente e em ondas e existem alguns humanos presos em alguns lugares do cenário que podem ser salvos quando você cumpre algumas condições do jogo, abrindo as celas, apanhando-os no cenário e levando até o portal. É importante notar que os salvamentos não são obrigatórios! Para abrir as celas, é preciso, por exemplo, matar o "keeper" daquela cela ou manter o multiplicador de placar acima de X10, caso contrário, o humano morre.
À primeira vista, lembra muito o clássico Defender, que teve várias encarnações desde seu lançamento e foi presente em praticamente toda plataforma já lançada. A nave voa tanto para a direita quanto para a esquerda, os inimigos aparecem aleatoriamente e em ondas e existem alguns humanos presos em alguns lugares do cenário que podem ser salvos quando você cumpre algumas condições do jogo, abrindo as celas, apanhando-os no cenário e levando até o portal. É importante notar que os salvamentos não são obrigatórios! Para abrir as celas, é preciso, por exemplo, matar o "keeper" daquela cela ou manter o multiplicador de placar acima de X10, caso contrário, o humano morre.
O turbo boost, salvando a pele do jogador.
A nave, além de voar e atirar (para ambos os lados, com o analógico direito), pode usar o turbo, o overdrive e a bomba. O turbo produz um "salto" na movimentação, te jogando um pouco à frente no cenário e conferindo invencibilidade temporária. Já o overdrive é um feixe contínuo que dura alguns segundos, bom para dizimar ondas inteiras ou chefes. A bomba, como todo bom shmup que se preze, destrói tudo que tem na tela. Os três itens especiais são escassos, portanto, é bom planejar muito bem o uso de cada um. Também surgem alguns "power ups" (protegidos por escudo, atire antes de pegar!) na tela, aleatoriamente, que aumentam o poder de fogo da nave, acrescentando mísseis, lasers e outras armas. É possível escolher entre três naves, equilibradas entre três atributos. Veja a imagem abaixo:
Falando assim, o jogo parece simples e sem-graça, mas nada poderia estar mais longe da verdade. A ação é furiosa, incessante, salvar os humanos é um desafio à parte e as ondas de inimigos são enviadas estrategicamente pelo jogo. Não basta ter poder de fogo e vidas, se você não souber aproveitar a mobilidade, os overdrives e os turbos, além de sempre focar nos "keepers" (mini-chefes) para abrir as celas, dificilmente vai progredir no jogo. Outro detalhe que conta muito na progressão são as batalhas contra os chefões ao fim de cada fase: Não espere que eles fiquem apenas repetindo os mesmos movimentos! Eles te observam, se desviam, te colocam em posição de desvantagem e te matam sem dó nem piedade! Gostei demais desta característica, pois nunca tinha visto uma AI aplicada a um "boss", ficou muito interessante.
Este é um dos cinco, em uma das transformações.
Fazendo a ficha técnica de Resogun, temos:
Gráficos: 7/10
- Gráficos simples, com um toque "retrô-80's". Ótimo "framerate", efeitos de luz e uma quantidade gigantesca de partículas simultâneas na tela. Design mecânico competente e criativo, além de uma direção de arte bem criteriosa. Torna-se um pouco repetitivo depois de alguns dias, mas não perde o brilho.
Um dos trailers de lançamento de Resogun.
Som: 8/10
- Música boa, lembra muito os temas de jogos de Amiga (não por mera coincidência, o jogo é a sequência espiritual de Super Stardust). O uso do falante do joystick para dar recados é muito legal.
Sonzeira!
Desafio: 8/10
- Resogun não é apenas um jogo de nave do tipo que se atira em tudo que se mexe. Se você não atirar na coisa certa, com a arma certa, na hora certa, não vai aproveitar nada do jogo. Todo inimigo segue uma estratégia e é bom começar a decorá-las! O jogo possui 5 fases, mas será necessário passar por elas várias vezes se quiser cumprir todos os objetivos.
Jogabilidade: 8/10
- O uso dos dois analógicos, um para movimentar a nave, outro para direcionar os tiros, aliado aos gatilhos que acionam o turbo, bomba, overdrive, ficou bem distribuído pelo controle. Se você está habituado com o funcionamento de Defender, vai se sentir em casa. O jogo ainda permite co-op online, onde duas naves podem, ao mesmo tempo, enfrentar os estágios.
Diversão: 7/10
- O jogo tem uma curva de aprendizado suave - fácil de aprender, difícil de dominar. Se você não estiver afim de salvar os humanos e quiser apenas atirar nos inimigos, tudo bem. Se você resolver encarar todos os desafios da fase, aí a coisa fica bem diferente! É um shmup para todos os gostos, com certeza não vai deixar entediados nem os jogadores casuais, muito menos os hardcore.
Nota Final: 7,5
Conclusão: Resogun não é uma demonstração do que a próxima geração tem à mostrar. É um neto de
"Defender", rápido, divertido e que conta com boa produção gráfica e musical, boa jogabilidade e um valor de replayability enorme. Não espere nada de revolucionário, a não ser o formato cilíndrico da tela e a estratégia dos chefões, que "prestam atenção em você", mas espere se divertir muito e sofrer um bocado até começar a fazer algum progresso. Se você tiver um PS4 e for assinante da PSN+ em dezembro de 2013, o jogo já é seu! Há previsão de lançamento para PC, ainda sem data confirmada.
2 de nov. de 2013
Preview: Galak-Z: The Dimensional (PS4)
Achievement Unlocked: Primeira postagem sobre a nova geração! Hooray!
Olha, eu não sou lá grandes fãs dos Arena Shmups, mas esse Galak-Z me deixou bem interessado. A possibilidade de fazer duelos e missões co-op é algo bem interessante. Claro, já existe em alguns jogos, como o excelente Renegade Ops da Sega*, mas com naves, no espaço, com duelos do tipo X-Wing x Tie Fighter... aí sim, é o que a gente gosta!
Olha, eu não sou lá grandes fãs dos Arena Shmups, mas esse Galak-Z me deixou bem interessado. A possibilidade de fazer duelos e missões co-op é algo bem interessante. Claro, já existe em alguns jogos, como o excelente Renegade Ops da Sega*, mas com naves, no espaço, com duelos do tipo X-Wing x Tie Fighter... aí sim, é o que a gente gosta!
Galak-Z é Asteroids com Esteróides... oh, wait!
O jogo está sendo feito pelos novatos da 17 bit, para PS4. Bom saber o que vou poder jogar nele, claro, se eu conseguir comprar um por menos do que os R$4000,00 que custará no Brasil, no momento do lançamento.
*Por incrível que pareça, a Sega finalmente conseguiu fazer um bom jogo! Kudos, Sega! Quebrou uma tradição de quase 20 anos de porcarias no mercado! Só esperamos que não seja o início de outra era de joguinhos ruins!
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