13 de jun. de 2012

Um shmup do Mario?

Alguém se deu ao trabalho de fazer um shmup do Mario. Curioso, no mínimo. Fico me perguntando o porquê da Nintendo nunca ter lançado um shmup deles, sendo que o gênero era um sucesso na década de 80 e boa parte dos anos 90.



O pior é que o jogo parece bacana. Os caras foram criativos e aproveitaram os próprios cenários. Quem quiser ver a página do autor, segue o link. Parece que é uma versão modificada de um jogo do Dazaemon ou coisa do tipo. De qualquer forma, serve para ilustrar a oportunidade que a Nintendo perdeu de fazer um shmup do seu personagem mais famoso (e, claro, arrancar um pouco mais de dinheiro da legião de dos fanáticos religiosos, que são seu fã-clube).

12 de jun. de 2012

Preview: Raystorm (iPad)

Depois de Rayforce, Raystorm para iPad! O jogo já é bem mais complexo que o Rayforce, usa gráficos 3D o tempo todo e é mais rápido também. Pelo visto o iPad vai, de fato, transformando-se lentamente em um PSX. A versão do vídeo ainda é o demo, mas parece rodar muito bem. Anunciado na E3, deve ser lançado oficialmente em breve.


Obrigado, Taito, por não nos deixar na mão.

10 de jun. de 2012

Blade Buster (NES)



Este aqui eu achei por acaso na net, googlando. Blade Buster é um clone de Star Soldier, feito entre 2001 e 2002 para o Famicom. Só existe o modo "Time Attack", de dois e cinco minutos. É bem simples, mas extremamente bem-feito.



Uma coisa que eu não sei dizer é se funcionaria em um NES real ou não. Nos emuladores rodou 100%, mas o jogo me parece bonito DEMAIS para ser totalmente compatível com o hardware do NES.

Quem quiser baixar a ROM, que é freeware, segue o link.

19 de mai. de 2012

O que jogar no iOS ?

Você que tem um dispositivo que roda iOS, seja um iPhone ou iPad, deve ter notado a imensa profusão de jogos que surgem para ele. São dúzias de jogos novos, todos os dias, lotando as telas da iTunes Store. O problema é saber o que jogar, afinal, dentre 20 ou 30 jogos, salva-se um! Só de clones de Angry Birds, por exemplo, eu já perdi a conta. O mesmo deve ocorrer com o Android, claro, mas eu não tenho um, portanto, este artigo falará apenas do iOS.

A boa notícia é que nós, fãs dos shmups, estamos muito bem-servidos. A má notícia é que nem tudo presta. Um exemplo é o 1942: First Strike, feito pela Capcom (sim, já vou começar detonando os grandes produtores!).


Bonitinho, mas bem ordinário!

Além de ser uma versão simplificada do jogo de Xbox / PS3, te obriga a jogar usando o acelerômetro, ou seja, balancando o aparelho para um lado o e para o outro! O jogo já é difícil, agora, jogar com o sensor de movimento? Sem opção nem para a tela de toque? Nem joystick virtual? Nada? Piada isso, né? Se era para ninguém conseguir jogar, parabéns, vocês fizeram um ótimo trabalho!

Mas, enfim, agora que eu já citei o pior da lista, tudo o que vier é lucro. Vou começar dos piores para os melhores.

R-Type


Pelo menos não te obriga a jogar com o acelerômetro!

Por falar em clássicos, sim, é o velho e bom R-Type de arcade. Sim, ficou jogável. Não, não ficou perfeito. Não, não é nada além de um emulador com um front-end bacaninha e uma adaptação para funcionar com tela de toque. Para não dizer que nada foi feito de diferente, é possível continuar da última fase jogada (o que ajuda muito quem não está acostumado com o gênero ou com a tela de toque). Confesso que apesar de estar falando mal, joguei muito, mas muito mesmo. Acho que parte disto é a frustração por não terem mudado absolutamente nada no jogo. Nem a música eles remixaram, nada, nadinha. É a Sega fazendo escola.

rRootage


Abstrato, mas de graça é mais gostoso.

Kenta Cho, o mesmo autor do sensacional Torus Trooper (se não jogou, vá jogar agora!), lançou uma versão iOS do rRootage (nem faço idéia como se pronuncia isto), que já existia para PC. É um shmup boss-based, ou seja, não tem estágios, só sequencias enormes de chefões um depois do outro. Pode se escolher os modos de jogo no início, que faz com que a nave se comporte de maneira diferente, que é o melhor do jogo. O modo IKA(ruga), por exemplo, permite que você absorva tiros da mesma polaridade que a nave, que pode ser invertida pelo jogador. Há outros modos, com escudos que absorvem tiros (GW ou Gigawing), PSY(variar) e o normal, onde você tem bombas. Apenas duas considerações para encerrar o assunto: 1) O jogo é grátis, assim como todos os outros do autor. 2) Sim, eu falei sério sobre Torus Trooper!

Hypership Out of Control


Saudades do NES?

Ele tem cara de jogo de NES, música de jogo de NES, jogabilidade de jogo de NES, mas tem sistema de conquistas e algumas piadas com o jogador. Obviamente inspirado no visual de Star Soldier (de NES, claro), o jogo coloca sua nave em um cenário que vai acelerando enquanto um labirinto se forma. Você tem que escolher por onde passar, que power-ups pegar e no que atirar, e tem que decidir bem rápido! Apesar de ter várias naves para escolher, não vi diferença nenhuma de uma para outra. É possível achar power ups escondidos, coletar moedas, enfim, tudo o que um bom jogo de NES deve ter. Tem para PC e Mac também.

Super Crossfire


Space Invaders com esteróides (e algum LSD).

Imagine se os fixed-shmups feito o Space Invaders clássico ou Galaga fossem feitos nos dias de hoje. Adicione o visual clássico (só que em HD, tipo o filme novo do Tron), todo reformulado, boa trilha sonora, armas e outros ítens e a possibilidade de se teletransportar para a parte de cima da tela e atirar nos seus inimigos pelas costas. Isto é, a grosso modo, Super Crossfire. O jogo é viciante, rápido, difícil e muito bem produzido. O controle tem um pouquinho de atraso na resposta, mas não chega a atrapalhar o jogo, pois é possível se teletransportar à vontade. Os power-ups não vem aos montes, mas as armas ficam bem fortes, como demonstrado no vídeo. Também está disponível para PC e Mac.

iFighter 2: The Pacific 1942


Sim, existe um iFighter (1), mas não vou colocá-lo aqui por motivos sanitários.

Como a vida é irônica, não? Houve, um dia, um shmup da Capcom chamado 1942. Criou-se uma série de continuações, 1943, 1943 Kai, 1944, depois disso a guerra acabou, fizeram o 19XX, até o dia em que a Capcom resolveu parar a série. Mas, como ainda haviam pessoas que gostavam do gênero, o pessoal da Psikyo resolveu prosseguir "não oficialmente" com o trabalho começado pela Capcom, iniciando a série Strikers 1945, que também teve vários títulos, superando muito os originais. Agora, recentemente, a Capcom lançou seu 1942: First Strike. Novamente é descaradamente copiada e, novamente, a cópia é melhor que o original! Só que desta vez os caras da EpicForce copiaram os da Psykio. O jogo é, praticamente, uma versão simplificada de Strikers 1945 para iOS. São vários aviões, poucas armas, algumas especiais, fora a possibilidade de acumular moedas e comprar novas opções no meio do jogo.

Shmups da Cave


Dodonpachi Ressurrection


Bug Princess / Mushihimesama


Espgaluda II


Dodonpachi Blissful Death


Deathsmiles

Ora, por que falar de cinco jogos que foram portados separadamente? Eles são os mesmos jogos que todo mundo já conhece, só que adaptados para o iOS e a tela de toque. Alguns, infelizmente, não rodarão no iPad 1 (por motivos que eu desconheço, visto que há poder-de-fogo suficiente). Todos estão ótimos, com controles bons e tudo que se espera de um jogo da Cave.

Shmups da Taito


Darius Burst - Second Prologue


Space Invaders: Infinity Gene


Rayforce

A Taito, assim como a Cave, fez seu dever de casa, porém, ainda melhorou as versões anteriores. Todos tem uma coisinha ou outra que foi adicionada, fora o Darius Burst, que está mais bonito que a versão de PSP. O Space Invaders e o Darius Burst já foram resenhados aqui no blog, segue o link.  Bem que a Konami podia fazer a mesma coisa...


Super Laser

Super Laser. Hm. O nome é muito sem graça, mas é um jogão! Trata-se de um clone de Raiden, com alguns elementos de outros jogos, como os lasers teleguiados do Raystorm. A música é muito bacana e os controles são quase perfeitos. O jogo é bem difícil e tem duas opções de naves e várias armas. Parece muito os shmups lançados no começo da década de 90, mas com alguns elementos de jogabilidade atuais (por exemplo, explodir seus options!).


Lightning Fighter

Mais um filhote de Raiden, e esse nem cara de indie game tem! O jogo é extremamente polido. É possível comprar mais duas naves pelo site do jogo, que tem armas diferentes. Duvido que se um Raiden vier a ser lançado para iOS, que ele vai ter a mesma qualidade que este jogo, e, afinal, já ficou provado que é possível fazer. Raiden, assim como R-Type e Gradius vendem muito bem no ocidente, fato que me espanta porque só R-Type tem uma versão para iOS, que é uma grande plataforma hoje em dia, e ainda por cima é um emulador do arcade.


Danmaku Unlimited


Storm Strikers

Danmaku: Unlimited e Storm Strikers são dois jogos parecidos que feitos pela mesma equipe. Os dois foram feitos para usar com a tela de toque, ou seja, sem considerar que o jogador vá precisar de um joypad adicional via bluetooth ou jogar pelo acelerômetro, o que é ótimo! Toda a jogabilidade está amarrada neste conceito, o que torna a experiência excelente. É só ajustar a sensibilidade do controle e tudo fica lindo (isso, no iPad, é obrigatório). Os jogos tem conceitos de Dodonpachi (o laser beam) e Psyvariar 2 (bullet scraping), onde você ganha pontos extras por matar combos de inimigos e passar bem perto de seus tiros. Os dois jogos possuem uma loja para abrir outras opções e naves. No Storm Strikers, ainda, tem algo bem incomum: Suporte a controle bluetooth! 


Shogun: Rise of the Renegade

Shogun não é apenas um shmup bullet hell de ótima qualidade, lotado de opções de jogabilidade e com um bom desafio. Os produtores tiveram o cuidado de realmente estudar a interface da tela de toque e criar algo novo. Você controla a nave encostando o dedo na tela, porém, ao tirar o dedo, o jogo entra em slow-motion e é possível trocar de arma! Sem ficar esbarrando em botões no canto sem querer, morrendo à toa, nada. Fora que o jogo, em si, é muito bom, tanto na apresentação quanto na jogabilidade.

Espero que tenham gostado da lista! Se algum leitor for usuário de Android / iOS e quiser recomendar shmup, fique à vontade.

12 de mai. de 2012

Preview - Redux: Dark Matters

Contribuição do Agripa, que já foi convidado a postar aqui, mas que não aceitou por motivos religiosos.



Redux, sequência de Dux, para Dreamcast, vai ser lançado para PSN e XBLA. Parece um filhote de R-Type feito nos anos 2000, para o rei das plataformas de videogames mortas-vivas. Confirma-se, ao que parece, a tendência de trazer toda a (sensacional) biblioteca de Shmups do Dreamcast para os consoles atuais. Nós, os fãs, agradecemos!

Link para a notícia original, via Joystiq.


20 de abr. de 2012

Preview - Sturmwind

Mais um jogaço para o Dreamcast, o videogame número 2* em declarações de óbito mal-sucedidas. Quando todo mundo acha que, afinal de contas, 10 anos após a morte da plataforma os produtores iriam parar de lançar jogos para ele, vem a notícia: Sturmwind! Um shmup que aparentemente bebeu da fonte do Gradius, do R-Type, do Thunderforce, de todos aqueles que nós conhecemos e amamos. Veja por si mesmo:


A data de lançamento é tão indefinida quanto qualquer outra informação sobre ele. Aparentemente o fabricante não cancelou o projeto (que era para ter sido concluído em 2011) e pode ser que ele surja a qualquer momento. De qualquer forma, o simples fato de saber que o vídeo existe já torna mais fácil acreditar que vamos joga-lo qualquer dia.

*Sim, o número 1 é o Neo Geo.

14 de abr. de 2012

Como assim ninguém me avisa que saiu um Choplifter HD?

Não é bem um shmup, mas foi um dos grandes jogos de arcade da década de 80 e com certeza você já jogou, então tá valendo. Mais uma encarnação do clássico Choplifter, que criou a moda difundida por Metal Slug, a de salvar prisioneiros de guerra enquanto troca tiros com os inimigos.

O engraçado é que a franquia era da Brotherband, depois passou para a Sega e agora quem produziu o jogo foi a Konami, ou seja, migrou completamente de mãos! De qualquer forma, repito a pergunta: Como assim ninguém me avisou que saiu um Choplifter HD?



Fica aí a dica para quem está buscando o que jogar! Lembro de ter jogado isso no Master System e no Apple II, mas saíram várias versões. O jogo foi um dos grandes sucessos da década de 80. Seguem alguns vídeos para comparação:

Master System



Apple II


NES


Super NES


Atari XE / XL


Gameboy



O engraçado é que uma porção de gente confundia Choplifter com Cobra Command e com Airwolf, só porque eram jogos de helicóptero. Cansei de trombar gente falando: -"Ah, Choplifter? Aquele do Águia de Fogo?" (e o mesmo para o Cobra Command). Gente, vamos lá... Leiam o título do jogo! Além do que, não são tão similares assim. Veja abaixo:

Airwolf (Kyugo, 1987)


Cobra Command (Data East, 1988)


E alguns, ainda, conseguiam confundir o jogo com Thunder Blade (que não só é outro jogo, mas é baseado em outra série de helicópteros, a Trovão Azul!).

Thunder Blade (Sega, 1987)


Engraçado como o zeitgeist dos anos 80 tinha helicópteros em sua composição. Aliás, que pena que não estão mais tão em moda. Eu adoro o Mil-Mi Hind que aparece no fim do Rambo III.

13 de abr. de 2012

Preview - Heaven Variant

Tal e qual as bandas de garagem, os indie games são, nos dias de hoje, dentre várias outras coisas, uma resposta à demanda por jogos que não são produzidos comercialmente. Tenha boas idéias, junte seus amigos, meta a mão na massa e pronto!


Em uma época onde todo mundo parece estar esperando por sua nova versão do mesmo paintball eletrônico, dá gosto ver iniciativas como a do pessoal da Zanrai, que estão criando o sensacional Heaven Variant, em apenas três pessoas! O mais bacana é que o projeto se desenvolve de forma bem aberta, permitindo que as pessoas acompanhem os detalhes de criação de perto, através do blog da Zanrai.



E tem como não gostar de Heaven Variant? Até agora só está prometida a versão para PC. Espero, sinceramente, que saia para os consoles atuais (Xbox 360 / PS3), que são tão carentes de bons shmups.

12 de abr. de 2012

Air Gallet (Banpresto, 1996 - Arcade)

Tem dias que você acorda meio "troo". Hein? Como assim "troo"?

Ok, uma pequena aula sobre gírias esquisitas:

Troo (adjetivo): Corruptela do inglês "true", que quer dizer "verdadeiro". Geralmente usado errado mesmo (grafia "troo" ao invés de "true"), na forma de uma chacota respeitosa para designar algo legítimo além do legítimo, puro além do puro, hardcore além do hardcore. Exemplo: Fanáticos por heavy metal dirão que são "troos" pois, afinal de contas, eles escutam Black Sabbath, Judas Priest, Motorhead e AC/DC e não as bandinhas pós-Nirvana. Ser troo não é apenas ser tradicionalista. É ser um PhD em tradicionalismo ortodoxo extremista que não aceita divagações ou desvios de conduta. Ser troo também é, antes de mais nada, não ser de mentira. Afinal, ser "meio troo" faz de você um cara "meio de mentira", um pária, degenerado, hipócrita, que só faz isso para enganar os outros e ser socialmente aceito. O mínimo aceitável para ser troo, se isto fosse quantificável, seria uns 357% legítimo. E ainda assim, tendo que duvidar de quem é menos troo que você, ou que não esteja exercitando o trooismo o tempo todo. Linuxers troos não usam Ubuntu com modo gráfico, mas sim Linux Coyote em disquete. Vegetarianos troos não comem alface que não tenha sido plantada por eles e regada com chuva, no próprio quintal de suas casas. E por aí vai.

Um troo não deixa dúvidas e não permite questionamentos. Ele é troo. E ponto final.

Enfim, retomando - Tem dia que vc acorda "troo". E quando isso acontece, você não quer jogar os shmups novos, super fáceis, cheios de vidas, bombas, barrinhas de energia, escudos, arminhas que varrem metade da tela, chefões bobos e lentos, tempestades de bolinhas que formam túneis. Não. Você não quer nada disto. Você não quer nada separando você da destruição franca e honesta. Você não quer pilotar bruxinhas, nem passarinhos, nem dragõezinhos, borboletinhas ou [escreva aqui algum elemento de anime] por uma tela cheia de naves. Você quer um avião. Só um maldito avião. Um, daqueles que voa, atira e joga bombas, e que explode quando bate em algo. Oldschool mesmo. Clássico, eterno e infalível.

E aí você olha para todos os jogos modernos e pensa: Onde está o meu avião? Aquele que destrói tudo na tela, sem rodeios, sem modismos, sem tendências asiáticas incompreensíveis? Aquele com duas asas e que solta tiros pela frente? ONDE ESTÁ A PORCARIA DO MEU AVIÃO?





Pois é, meu caro... Ele está no Air Gallet! Um jogo desconhecido, de uma produtora bem incomum. Mas posso garantir uma coisa: O jogo é um shmup muito troo. Muito troo mesmo.

Para começar, Air Gallet não tem história. Tem coisa mais troo que não ter história? Enfim, quem precisa dela? Se quer história, vai jogar Final Fantasy! Sim, a história é horrível, depressiva, cheia de buracos e incoerências, ou seja, de qualquer forma você está melhor sem ela. E como Space Invaders não tem história (reflexão de um troo, repare), Air Gallet está muito bem sem ela. Você é o avião, que decola do porta-aviões (óbvio!) e vai atirar em inimigos que vem em sua direção. Pronto. Simples, ortodoxo e direto, como tem que ser.

Até o flyer é troo. Um manche. Tiro. Bomba. Precisa mais?

A dificuldade do jogo é bem balanceada no decorrer das fases. Você morre quando tem de morrer, sem grandes surpresas. Apareceu um inimigo grande? Morreu. Chefe no fim da fase? Morreu. Uma tonelada de inimigos vindo ao mesmo tempo? Morreu. Ué? O que você esperava? Eles são seus inimigos e não gostam de você! A regra diz que, segundo o que ocorre no Raiden, um inimigo grande ou uma porção de inimigos médios é um momento em que seu cérebro tem que se condicionar a atirar e desviar que nem um troo, oras. Não como uma criança de 12 anos que está jogando um dos shmup atuais, facílimos, em um iPhone 4S que a mamãe deu. Se você é troo, você joga jogo de troo e morre como um troo: Com a honra de ser cruelmente alvejado por uma horda de inimigos, e não porque um SMS chegou e tirou sua atenção.

O jogo conta com quatro armas, sendo que uma é mais um problema do que uma arma em si. São elas:

L - Laser (azul): De longe, a arma mais troo de todas. Todo focado para frente e você que se vire para manobrar.
M - Mísseis (amarelo): Perseguem o inimigo pela tela e tem um tiro frontal também. Muito útil quando a tela fica cheia de inimigos.
F - Gatling Fire (vermelho): Abre um cone à partir do nariz do avião. Boa arma de suporte, mas eu achei meio fraca para os chefões.
H - Hunter (verde): Um tiro horrível, nada intuitivo, nada útil. Ele aponta para a direção oposta do movimento da nave. Tentei achar algum momento do jogo em que ela é útil, mas não, não tem. Evite pegar pois não presta para nada.

O tiro azul, fazendo estrago mesmo com 1 power up.

Ainda tem dois tipos de bombas: Energy Spark (verde), que destrói todos os inimigos da tela e seus respectivos tiros, e o Thunder Dive (azul), que forma uma bolha azul enorme em cima de um inimigo logo à frente do avião, causando um belo estrago. Nem preciso dizer qual é a mais troo. Thunder Dive na cabeça! Mata chefões sem dó nem piedade. O jogo tem modo 2 players, se cada jogador pegar um pegar um tipo de bomba, a coisa fica bem equilibrada.

Remorso é para os fracos: Dive Thunder neles !

O jogo tem seis fases, o que pode parecer curto, porém não é. As últimas duas, principalmente, dão um trabalho do cão para os menos treinados e pode acabar sendo um desafio mediano até para os troos. Os chefes, todos, sem exceção, são bem bonitos e não, não te decepcionam. Não tem mech vestido de menina colegial japonesa, como em Dodonpachi Dai-Oh-Jou. Não tem samurai voador que atravessa um portal mágico e se transforma em avião da Luftwaffe, como em Akai Katana. Não. Não tem! Sabe quando você vê um tanque no jogo? Sim, ele é isso mesmo, um tanque! E um navio, é o que? Um navio! Não é lindo isso?  Me diga se 1996 não foi uma época linda?

Uma massa metálica e disforme de corpos que dispara tiros por todos os lados? Troo!

Vamos aos números (afinal, score é coisa de troo e neste post não podia faltar):

Gráficos: 8,0
Som: 7,0 
Desafio: 7,0
Diversão: 9,0

Nota: 8, arredondando para cima. O som e o desafio podiam ser mais inovadores, afinal, Radiant Silvergun sairia em poucos anos, mas isso tiraria todo o trooismo do jogo, que também é indispensável.

Enfim, fica aí a dica: Air Gallet é o shmup troo que vc procurava. Jogá-lo é como reviver um Flying Shark com esteróides. Não tem arma mirabolante (inútil tem, mas tudo bem!), não tem jogabilidade diferenciada, não tem nada essencialmente inovador, mas, em compensação, tem tudo o que você espera de um shmup clássico e em grandes quantidades. Ele é, ao mesmo tempo, um exemplo perfeito de shmup da década de 80 e de 90, sem que faltem características de nenhuma das gerações. Um jogão honesto e que cumpre a proposta.

Segue um videozinho do Air Gallet, para a galera preguiçosa que não gosta de usar o Google:


Um dia eu ainda crio vergonha na cara e compro a placa de fliperama* do Air Gallet, do Tokio e do Flying Shark. Afinal, troo que é troo joga de pé, no gabinete arcade. E se você ainda não chegou a este ponto (o que pode significar um saudável sinal de sanidade), jogue ele no seu Mame favorito, que também emula perfeitamente.


*Ou monto o meu Arcade-PC, já que o hardware já está todo aqui.