O jogo é um shooter, fato, mas você só atira tinta em um cenário todo branco. Aliás, não há cenário, só aparece o que você pinta! Há todo um mistério sobre o objetivo do jogo ou como ele funciona, mas, até o momento, o conceito parece bem interessante!
Gostei demais do fato de ser todo abstrato e de te forçar a explorar o cenário e mudar de perspectiva o tempo todo. Logo mais, Unfinished Swan, em um PS3 próximo de você!
Esta aqui é para os sortudos (ou ricos) donos de um PS Vita. Não, eu não tenho um Vita ainda*, mas ele já foi incluído nas postagens deste modesto blog. Ao que aprece, o Velocity Speedrun é um shmup que utiliza recursos de teleporte para mover a nave através do cenário, transpondo paredes! Era tudo o que eu queria em certas fases de Gradius, principalmente quando o scroll acelera e você tem que adivinhar por onde tem que ir.
Tem um pouco de Star Soldier, um pouco de Hypership Out of Control, mas parece que a fórmula deu certo: A maioria das publicações deu notas entre 9 e 10 para o jogo! Não sei vocês, mas eu estou doido para jogar!
*E se, por um acaso, você for uma nobre alma caridosa, desapegada de bens materiais, e quiser mandar um PS Vita de presente, o autor ficara infinitamente agradecido e passará a fazer reviews dos jogos desta nova plataforma!
Alguém se deu ao trabalho de fazer um shmup do Mario. Curioso, no mínimo. Fico me perguntando o porquê da Nintendo nunca ter lançado um shmup deles, sendo que o gênero era um sucesso na década de 80 e boa parte dos anos 90.
O pior é que o jogo parece bacana. Os caras foram criativos e aproveitaram os próprios cenários. Quem quiser ver a página do autor, segue o link. Parece que é uma versão modificada de um jogo do Dazaemon ou coisa do tipo. De qualquer forma, serve para ilustrar a oportunidade que a Nintendo perdeu de fazer um shmup do seu personagem mais famoso (e, claro, arrancar um pouco mais de dinheiro da legião de dos fanáticos religiosos, que são seu fã-clube).
Depois de Rayforce, Raystorm para iPad! O jogo já é bem mais complexo que o Rayforce, usa gráficos 3D o tempo todo e é mais rápido também. Pelo visto o iPad vai, de fato, transformando-se lentamente em um PSX. A versão do vídeo ainda é o demo, mas parece rodar muito bem. Anunciado na E3, deve ser lançado oficialmente em breve.
Este aqui eu achei por acaso na net, googlando. Blade Buster é um clone de Star Soldier, feito entre 2001 e 2002 para o Famicom. Só existe o modo "Time Attack", de dois e cinco minutos. É bem simples, mas extremamente bem-feito.
Uma coisa que eu não sei dizer é se funcionaria em um NES real ou não. Nos emuladores rodou 100%, mas o jogo me parece bonito DEMAIS para ser totalmente compatível com o hardware do NES.
Quem quiser baixar a ROM, que é freeware, segue o link.
Você que tem um dispositivo que roda iOS, seja um iPhone ou iPad, deve ter notado a imensa profusão de jogos que surgem para ele. São dúzias de jogos novos, todos os dias, lotando as telas da iTunes Store. O problema é saber o que jogar, afinal, dentre 20 ou 30 jogos, salva-se um! Só de clones de Angry Birds, por exemplo, eu já perdi a conta. O mesmo deve ocorrer com o Android, claro, mas eu não tenho um, portanto, este artigo falará apenas do iOS.
A boa notícia é que nós, fãs dos shmups, estamos muito bem-servidos. A má notícia é que nem tudo presta. Um exemplo é o 1942: First Strike, feito pela Capcom (sim, já vou começar detonando os grandes produtores!).
Bonitinho, mas bem ordinário!
Além de ser uma versão simplificada do jogo de Xbox / PS3, te obriga a jogar usando o acelerômetro, ou seja, balancando o aparelho para um lado o e para o outro! O jogo já é difícil, agora, jogar com o sensor de movimento? Sem opção nem para a tela de toque? Nem joystick virtual? Nada? Piada isso, né? Se era para ninguém conseguir jogar, parabéns, vocês fizeram um ótimo trabalho!
Mas, enfim, agora que eu já citei o pior da lista, tudo o que vier é lucro. Vou começar dos piores para os melhores.
R-Type
Pelo menos não te obriga a jogar com o acelerômetro!
Por falar em clássicos, sim, é o velho e bom R-Type de arcade. Sim, ficou jogável. Não, não ficou perfeito. Não, não é nada além de um emulador com um front-end bacaninha e uma adaptação para funcionar com tela de toque. Para não dizer que nada foi feito de diferente, é possível continuar da última fase jogada (o que ajuda muito quem não está acostumado com o gênero ou com a tela de toque). Confesso que apesar de estar falando mal, joguei muito, mas muito mesmo. Acho que parte disto é a frustração por não terem mudado absolutamente nada no jogo. Nem a música eles remixaram, nada, nadinha. É a Sega fazendo escola.
rRootage
Abstrato, mas de graça é mais gostoso.
Kenta Cho, o mesmo autor do sensacional Torus Trooper (se não jogou, vá jogar agora!), lançou uma versão iOS do rRootage (nem faço idéia como se pronuncia isto), que já existia para PC. É um shmup boss-based, ou seja, não tem estágios, só sequencias enormes de chefões um depois do outro. Pode se escolher os modos de jogo no início, que faz com que a nave se comporte de maneira diferente, que é o melhor do jogo. O modo IKA(ruga), por exemplo, permite que você absorva tiros da mesma polaridade que a nave, que pode ser invertida pelo jogador. Há outros modos, com escudos que absorvem tiros (GW ou Gigawing), PSY(variar) e o normal, onde você tem bombas. Apenas duas considerações para encerrar o assunto: 1) O jogo é grátis, assim como todos os outros do autor. 2) Sim, eu falei sério sobre Torus Trooper!
Hypership Out of Control
Saudades do NES?
Ele tem cara de jogo de NES, música de jogo de NES, jogabilidade de jogo de NES, mas tem sistema de conquistas e algumas piadas com o jogador. Obviamente inspirado no visual de Star Soldier (de NES, claro), o jogo coloca sua nave em um cenário que vai acelerando enquanto um labirinto se forma. Você tem que escolher por onde passar, que power-ups pegar e no que atirar, e tem que decidir bem rápido! Apesar de ter várias naves para escolher, não vi diferença nenhuma de uma para outra. É possível achar power ups escondidos, coletar moedas, enfim, tudo o que um bom jogo de NES deve ter. Tem para PC e Mac também.
Super Crossfire
Space Invaders com esteróides (e algum LSD).
Imagine se os fixed-shmups feito o Space Invaders clássico ou Galaga fossem feitos nos dias de hoje. Adicione o visual clássico (só que em HD, tipo o filme novo do Tron), todo reformulado, boa trilha sonora, armas e outros ítens e a possibilidade de se teletransportar para a parte de cima da tela e atirar nos seus inimigos pelas costas. Isto é, a grosso modo, Super Crossfire. O jogo é viciante, rápido, difícil e muito bem produzido. O controle tem um pouquinho de atraso na resposta, mas não chega a atrapalhar o jogo, pois é possível se teletransportar à vontade. Os power-ups não vem aos montes, mas as armas ficam bem fortes, como demonstrado no vídeo. Também está disponível para PC e Mac.
iFighter 2: The Pacific 1942
Sim, existe um iFighter (1), mas não vou colocá-lo aqui por motivos sanitários.
Como a vida é irônica, não? Houve, um dia, um shmup da Capcom chamado 1942. Criou-se uma série de continuações, 1943, 1943 Kai, 1944, depois disso a guerra acabou, fizeram o 19XX, até o dia em que a Capcom resolveu parar a série. Mas, como ainda haviam pessoas que gostavam do gênero, o pessoal da Psikyo resolveu prosseguir "não oficialmente" com o trabalho começado pela Capcom, iniciando a série Strikers 1945, que também teve vários títulos, superando muito os originais. Agora, recentemente, a Capcom lançou seu 1942: First Strike. Novamente é descaradamente copiada e, novamente, a cópia é melhor que o original! Só que desta vez os caras da EpicForce copiaram os da Psykio. O jogo é, praticamente, uma versão simplificada de Strikers 1945 para iOS. São vários aviões, poucas armas, algumas especiais, fora a possibilidade de acumular moedas e comprar novas opções no meio do jogo.
Shmups da Cave
Dodonpachi Ressurrection
Bug Princess / Mushihimesama
Espgaluda II
Dodonpachi Blissful Death
Deathsmiles
Ora, por que falar de cinco jogos que foram portados separadamente? Eles são os mesmos jogos que todo mundo já conhece, só que adaptados para o iOS e a tela de toque. Alguns, infelizmente, não rodarão no iPad 1 (por motivos que eu desconheço, visto que há poder-de-fogo suficiente). Todos estão ótimos, com controles bons e tudo que se espera de um jogo da Cave.
Shmups da Taito
Darius Burst - Second Prologue
Space Invaders: Infinity Gene
Rayforce
A Taito, assim como a Cave, fez seu dever de casa, porém, ainda melhorou as versões anteriores. Todos tem uma coisinha ou outra que foi adicionada, fora o Darius Burst, que está mais bonito que a versão de PSP. O Space Invaders e o Darius Burst já foram resenhados aqui no blog, segue o link. Bem que a Konami podia fazer a mesma coisa...
Super Laser
Super Laser. Hm. O nome é muito sem graça, mas é um jogão! Trata-se de um clone de Raiden, com alguns elementos de outros jogos, como os lasers teleguiados do Raystorm. A música é muito bacana e os controles são quase perfeitos. O jogo é bem difícil e tem duas opções de naves e várias armas. Parece muito os shmups lançados no começo da década de 90, mas com alguns elementos de jogabilidade atuais (por exemplo, explodir seus options!).
Lightning Fighter
Mais um filhote de Raiden, e esse nem cara de indie game tem! O jogo é extremamente polido. É possível comprar mais duas naves pelo site do jogo, que tem armas diferentes. Duvido que se um Raiden vier a ser lançado para iOS, que ele vai ter a mesma qualidade que este jogo, e, afinal, já ficou provado que é possível fazer. Raiden, assim como R-Type e Gradius vendem muito bem no ocidente, fato que me espanta porque só R-Type tem uma versão para iOS, que é uma grande plataforma hoje em dia, e ainda por cima é um emulador do arcade.
Danmaku Unlimited
Storm Strikers
Danmaku: Unlimited e Storm Strikers são dois jogos parecidos que feitos pela mesma equipe. Os dois foram feitos para usar com a tela de toque, ou seja, sem considerar que o jogador vá precisar de um joypad adicional via bluetooth ou jogar pelo acelerômetro, o que é ótimo! Toda a jogabilidade está amarrada neste conceito, o que torna a experiência excelente. É só ajustar a sensibilidade do controle e tudo fica lindo (isso, no iPad, é obrigatório). Os jogos tem conceitos de Dodonpachi (o laser beam) e Psyvariar 2 (bullet scraping), onde você ganha pontos extras por matar combos de inimigos e passar bem perto de seus tiros. Os dois jogos possuem uma loja para abrir outras opções e naves. No Storm Strikers, ainda, tem algo bem incomum: Suporte a controle bluetooth!
Shogun: Rise of the Renegade
Shogun não é apenas um shmup bullet hell de ótima qualidade, lotado de opções de jogabilidade e com um bom desafio. Os produtores tiveram o cuidado de realmente estudar a interface da tela de toque e criar algo novo. Você controla a nave encostando o dedo na tela, porém, ao tirar o dedo, o jogo entra em slow-motion e é possível trocar de arma! Sem ficar esbarrando em botões no canto sem querer, morrendo à toa, nada. Fora que o jogo, em si, é muito bom, tanto na apresentação quanto na jogabilidade.
Espero que tenham gostado da lista! Se algum leitor for usuário de Android / iOS e quiser recomendar shmup, fique à vontade.
Contribuição do Agripa, que já foi convidado a postar aqui, mas que não aceitou por motivos religiosos.
Redux, sequência de Dux, para Dreamcast, vai ser lançado para PSN e XBLA. Parece um filhote de R-Type feito nos anos 2000, para o rei das plataformas de videogames mortas-vivas. Confirma-se, ao que parece, a tendência de trazer toda a (sensacional) biblioteca de Shmups do Dreamcast para os consoles atuais. Nós, os fãs, agradecemos!
Mais um jogaço para o Dreamcast, o videogame número 2* em declarações de óbito mal-sucedidas. Quando todo mundo acha que, afinal de contas, 10 anos após a morte da plataforma os produtores iriam parar de lançar jogos para ele, vem a notícia: Sturmwind! Um shmup que aparentemente bebeu da fonte do Gradius, do R-Type, do Thunderforce, de todos aqueles que nós conhecemos e amamos. Veja por si mesmo:
A data de lançamento é tão indefinida quanto qualquer outra informação sobre ele. Aparentemente o fabricante não cancelou o projeto (que era para ter sido concluído em 2011) e pode ser que ele surja a qualquer momento. De qualquer forma, o simples fato de saber que o vídeo existe já torna mais fácil acreditar que vamos joga-lo qualquer dia.
Não é bem um shmup, mas foi um dos grandes jogos de arcade da década de 80 e com certeza você já jogou, então tá valendo. Mais uma encarnação do clássico Choplifter, que criou a moda difundida por Metal Slug, a de salvar prisioneiros de guerra enquanto troca tiros com os inimigos.
O engraçado é que a franquia era da Brotherband, depois passou para a Sega e agora quem produziu o jogo foi a Konami, ou seja, migrou completamente de mãos! De qualquer forma, repito a pergunta: Como assim ninguém me avisou que saiu um Choplifter HD?
Fica aí a dica para quem está buscando o que jogar! Lembro de ter jogado isso no Master System e no Apple II, mas saíram várias versões. O jogo foi um dos grandes sucessos da década de 80. Seguem alguns vídeos para comparação:
Master System
Apple II
NES
Super NES
Atari XE / XL
Gameboy
O engraçado é que uma porção de gente confundia Choplifter com Cobra Command e com Airwolf, só porque eram jogos de helicóptero. Cansei de trombar gente falando: -"Ah, Choplifter? Aquele do Águia de Fogo?" (e o mesmo para o Cobra Command). Gente, vamos lá... Leiam o título do jogo! Além do que, não são tão similares assim. Veja abaixo:
Airwolf (Kyugo, 1987)
Cobra Command (Data East, 1988)
E alguns, ainda, conseguiam confundir o jogo com Thunder Blade (que não só é outro jogo, mas é baseado em outra série de helicópteros, a Trovão Azul!).
Thunder Blade (Sega, 1987)
Engraçado como o zeitgeist dos anos 80 tinha helicópteros em sua composição. Aliás, que pena que não estão mais tão em moda. Eu adoro o Mil-Mi Hind que aparece no fim do Rambo III.