31 de ago. de 2010

Setembro será um grande mês!

Em bem poucas palavras: Space Invaders Infinity Gene, o mais criativo shump lançado nos últimos anos, finalmente sairá para Xbox Live e Playstation Network.


Pronto, te fiz economizar o dinheiro de um iPhone. Lembre-se de mim no próximo Natal :)

24 de ago. de 2010

DoDonpachi Resurrection (iPhone) - Jogado em um iPad!

Belo vídeo do Dodonpachi jogado em um iPad. Minhas impressões:

1) Achei a música bem ruim. Parece trilha sonora do Sailormoon.

2) Os chefes são personagens gigantes de King of Fighters que viram naves?

3) Ainda bem que usaram o sistema de controle por distância relativa. Seria impossível controlar a nave direito sem ele.

Conclusão:

Não estou bem certo sobre este jogo.

15 de ago. de 2010

Razor 2 - Hidden Skies (PC/Steam)

A Amazônia não resistiu! Por causa das incessantes agressões causadas pelo homen, ela transformou-se em um deserto. Várias superpotências resolveram, então, invadir o descampado ao norte da América do Sul, comprando briga com nada mais, nada menos que o Brasil! Seguindo a tradição nipônica, mandamos apenas uma nave e eles que se cuidem! Afinal, se o avião foi invetado por um brasileiro, porque não a nave espacial que enfrenta esquadrilhas inteiras de inimigos? Estamos falando de Razor 2 - Hidden Skies, um shmup brasileiro, que, sem dúvida, vale a sua atenção.

A "rosquinha gigante assassina"! Mais um elemento clássico que nunca envelhece!

Antes de mais nada, devo elogiar a iniciativa da Invent4, empresa brasileira de games, que em tempos de Starcraft 2, Red Dead Revolver e Call of Duty, provou que não é demais se preocupar em lançar bons jogos, mesmo sem todo o aparato e a superprodução envolvida com os títulos citados. Ainda mais louvável, sem dúvida alguma, é a iniciativa de lançar um shmup! Isso contraria muitas das "lendas" atuais que percorrem o jornalismo de games (protagonizado quase que exclusivamente por incompetentes de 18 anos que só sabem traduzir e republicar matérias, ou montar textos usando retalhos estrangeiros encontrados pelo google). Tais "jornalistas" adoram descrever os shmups como um "gênero morto" ou "em plena decadência", o que não poderia ser mais longe da verdade. A prova disto são bons shmups que estão sendo lançados por empresas como Capcom, Konami, Cave, para iPhone, por empresas novas no mercado, por iniciantes, fora a enorme produção de shmups independentes, lançados por entusiastas e amadores, já que as empresas ainda tratam tal gênero como "atrasado" e "pouco inovador".

Pausa para desabafo pessoal: Na humilde opinião deste que vos escreve, inovação nem sempre é a solução. Quando se trata de jogos, diversão é primordial. Seja com fórmulas novas ou antigas. A missão do jogo é entreter, logo, dane-se quem só se preocupa em inovar.

Enfim, nem sei como começar a descrever o quão feliz eu fiquei ao saber que Razor 2 havia saído de fato. Não só por ser fã de shmups, nem só por ser brasileiro, nem, ainda, por isto contrariar tudo o que se lê por aí nas pífias "mídias especializadas". Mas por tudo isso, e pelo fato de que o jogo é, em muitos aspectos, uma grata surpresa.

Gráficos: 8.0

O visual de Razor 2 é fortemente influenciado por Ikaruga, o que não é, de forma alguma, um defeito, e a mecânica do jogo e o design das fases me lembrou outro clássico, ainda mais antigo (este, exclusivo para Super Nintendo): Axelay, principalmente na primeira fase. Se você tiver uma boa placa de vídeo, vai poder ligar todas as opções sem perder performance, o que é sensacional. As texturas, as sombras, o design de inimigos, tudo foi muito bem-feito e não deve nada aos shmups importados da atualidade. Tive a chance de jogar Razor 2 em uma tela realmente grande (27") e foi uma experiência e tanto! Daria um excelente Arcade, se fosse possível colocar em um shopping! Não gostei de alguns glitches apenas e do design meio minimalista de alguns inimigos, mas no geral, o game é muito bonito.


"Tunando" a nave. Só faltou os adesivos e os neons. :)

Som: 8.0

Eu estava esperando algo como uma batida eletrônica ou um hard-rock 80's (do tipo que tocaria de fundo em um filme como Top Gun ou Águia de Fogo), mas me surpreenderam de novo. A trilha do jogo é orquestrada! Ponto para a originalidade dos criadores. Foi algo que eu nunca havia visto e achei que combinou bem com a composição final. Há alguns momentos em que senti falta de algo menos "denso" que a música do jogo, outros em que achei ela meio parada demais, mas não há como negar que inovaram e acertaram.

Desafio: 6.0

Como veterano dos shmups, não achei Razor 2 difícil. Há uma estratégia em combinar armas e observar os inimigos, muitos dos quais são meio previsíveis. O laser que persegue foi o que eu mais gostei, apesar de notar que as outras armas também produzem efeitos interessantes na jogabilidade. Adorei juntar as moedas para comprar todas as armas e ver o que elas faziam. Os chefes podiam ser mais difíceis e as fases poderiam ter um design mais agressivo (o cenário atacar mais e não depender apenas dos inimigos). Enfim, não creio que um jogador casual que tenha um pouco de paciência não termine o jogo em poucas partidas. Mas, de forma alguma, é um desafio para os veteranos.

Diversão: 7.0

Joguei Razor 2 até o fim e, confesso, gostei de fazê-lo. Não achei o jogo perfeito, mas, estou levando em consideração que é o primeiro lançamento da Invent4. Muitos elementos tradicionais estão lá e fazem seu papel. Outros, no entanto, poderiam ser muito mais bem-explorados. Gostei da loja e da customização de armas, que só havia visto em Axelay e em outros poucos shmups como Xenon 2 e Sylpheed.

Mísseis constam no kit de sobrevivência básico de QUALQUER shmup.

Nota: 7.5

Gostei bastante de Razor 2. Porém, apesar do trabalho final ser muito competente, acho que Razor 2 poderia ser muito mais do que é. Como profissional de TI, entendo perfeitamente todas as dificuldades que existem ao finalizar um projeto deste, ainda mais aqui no Brasil. Acho que o fato que atrapalhou o meu julgamento é que eu me vi feliz demais e orgulhoso demais por ver um shmup brasileiro sendo lançado internacionalmente. Acho que isso afetou minha expectativa, que acabou sendo alta demais. Gostaria de ver um Razor 2 mais ousado, mais dinâmico, mais rápido. A equipe da Invent4 mostrou que é competente e que sabe fazer shmups. Basta saber o quanto estão dispostos a ousar agora.

Ok, a linha que muitos estão esperando: Sim, vale muito a compra! O preço na Steam é mais do que justo pela qualidade do jogo! Recomendado para fãs de shmups e iniciantes, que se divertirão da mesma forma.

Observações:

- Jogar no teclado não foi muito divertido. Será que sai um patch pra joystick no futuro?
- Porque será que o jogo se chama Razor "2"? Há um Razor "1"?
- Este é mais um jogo que eu adoraria ver nas redes de jogos por demanda dos consoles atuais (XBLA e PSN), fazendo frente aos shmups patéticos e ridículos que as empresas estrangeiras tem disponibilizado lá. Quem acompanha a cena sabe do que eu estou falando. Mesmo quando há grandes empresas produzindo, nós estamos muito mal servidos e Razor 2 poderia muito bem resolver este problema (além do que o público japonês ia adorar!).
- Também seria muito bom se houvesse uma versão para Mac, já que a Steam abriu as portas para a plataforma da Apple também. Ou, quem sabe, uma versão para iPhone?

10 de ago. de 2010

Ace Combat: Assault Horizon (PS3 e Xbox 360)

Algumas pessoas não concordam que Ace Combat seja um shmup.

Ora, simulador é que não é!

Simulador, até onde eu sei, tenta transmitir a sensação de realidade de pilotagem. Ace Combat não tem compromisso algum com o realismo, principalmente se considerarmos que o avião carrega muito mais armamento que qualquer aeronave já projetada. Isso sem falar nos aviões "conceito", que usam tecnologia ainda não inventada. Fora que se você configurar a câmera para observar o avião pelo lado de fora, é pouco mais que um Afterburner.

Mas, enfim, não é este o ponto da discussão. Se você vem até este blog, provavelmente vai gosta de Ace Combat e outros "shmups de pilotagem nada realística". Este post é justamente para comemorar o lançamento de mais um episódio na série: Ace Combat - Assault Horizon, que sairá para PS3 e Xbox 360 (ou seja, não é mais um título exclusivo do console da Microsoft).

A grande novidade é que o jogo permitirá a pilotagem de helicópteros. O trailer está sensacional, dêem uma olhada!

9 de ago. de 2010

DoDonpachi Resurrection (iPhone) - Primeiro vídeo

Oh, boy! Oh, boy!!!

...

O que escrever? Fico até sem palavras! Um dos meus jogos favoritos vai ser portado para iPhone, usando a interface de distância relativa (do Space Invaders Infinity Gene, ou seja, controles decentes!) e cheio de extras fantásticos. Assistam ao vídeo e vocês vão entender o porquê da minha alegria.


Repararam no super-ultra-mega tiro? Aquele que toma metade do campo de visão? Que coisa tosca e fantástica?

Já sei o que escrever: Porque eu não tenho um iPhone 3GS? Não vai rodar no meu 3G mesmo...

27 de jul. de 2010

Preview - Contra Hard Corps Uprising

Não estava sabendo deste Contra novo. Parece que foi noticiado na E3 e depois na Comi-Con, mas eu não sabia. Contra Hard Corps Uprising é um remake de Contra Hard Corps, um dos melhores jogos da série, exclusivo para Mega Drive. Deve ser lançado para PSN e XBLA. Vem coisa boa por aí!


23 de jul. de 2010

Akai Katana - Primeiro vídeo

Primeiro vídeo de testes do jogo! Vai ser um shmup horizontal, não vão ter samurais voando e o jogo está muito bonito. Enfim, só boas notícias!

20 de jul. de 2010

Teaser - Dodonpachi Resurrection

Pelo visto, a Cave está com a corda toda!

Foi confirmado recentemente pelo twitter da empresa (@cave_world_en) que haverá uma continuação para o lendário Dodonpachi, e que ela será lançada para iPhone e iPod Touch.

Isto é, se você for o feliz dono de um 3GS, visto que, segundo a tabela de compatibilidade publicada no próprio site da Cave, assim como EspGaluda 2, o jogo não roda nos 3G ou mais antigos.

Por enquanto, toda informação que temos é este teaser confuso e nada elucidativo. Tomara que saia para a XBLA e PSN. Eu, particularmente, prefiro muito mais jogar meus shmups em controles reais. Essa coisa de ficar dando "dedada" em tela de toque não funciona bem o tempo todo...

18 de jul. de 2010

Darius Burst (PSP)

Darius, assim como boa parte das franquias de shmups antigas, tem jogos bons e jogos ruins. Boa parte deles, eu diria, são medianos. Tenho sérias críticas aos Darius mais antigos (período anterior à década de 90). Acho-os muito difíceis, pouco divertidos e com uma trilha sonora quase sempre medonha (coisa feia mesmo, desafinada, irritante, estridente).

Nota-se que tal opinião não era só minha, visto que na década de 90 saíram alguns Darius bem diferentes, principalmente para o PSX. G-Darius é muito bom, em contrapartida com Darius Gaiden, que é uma releitura reformulada dos clássicos. As coisas estariam mudando no universo dos peixes espaciais?

Definitivamente! Finalmente pus minhas mãos em Darius Burst e posso afirmar que o resultado ficou muito bom. O jogo é dinâmico, tem um bom grau de dificuldade e é muito bem-feito. Felizmente, arrumaram as músicas (que eram terríveis em outras versões), fato que eu nunca entendi o porquê, visto que o jogo conta com excelente equipe de produção. Deviam achar o jogo fácil demais e colocavam uma melodia horrível de fundo para atrapalhar a concentração do jogador, só pode ser isso! Enfim, corigiram até este problema!

Jogabilidade: 9

O jogo conta com um inédito super-tuchão (o tal do burst) que usa uma barra na parte inferior da tela. O burst faz um belo estrago e é recarregado conforme inimigos vão sendo mortos. Simples assim. O sistema de armas é o mesmo clássico de sempre, com power-ups para o tiro principal, míssies e escudo. O controle analógico do PSP responde muito bem, já o digital (meu favorito) não responde como deveria. Em alguns pontos do jogo eu tive problemas por falta de precisão de resposta, mas nada que vá incomodar muito.

Gráficos: 9

Darius Burst é visualmente lindo, porém, foi desenhado para a tela do PSP. As fotos que são encontradas na internet ou os vídeos não mostram o quão bonito o jogo é de fato. Fiquei surpreso quando vi a diferença de imagem no PSP! É muito bonito sim. Alguns inimigos são muito simples (feitos de poucos polígonos, parecendo um jogo de PSX) e alguns efeitos de luz são primários, mas os estágios em si e os peixões ao fim de cada nível são extremamente bem-feitos. Não é trabalho de estagiário, é coisa digna da Taito mesmo.



Som: 8,5

Deram um jeito de sumir com as músicas horríveis dos outros Darius. Bem, quase todas: A música da área B (infelizmente obrigatória!) é daquelas tradicionalmente horríveis. Pelo menos agora o repertório é bem-arranjado e não tem mais 90% das trilhas horrendas e propositalmente irritantes dos antecessores. É sério, eu não sei o que leva os produtores a colocar versões remix de música enka no jogo! Se a idéia era criar um toque de bizarro, eles exageravam na dose. Neste jogo, para nossa sorte, é apenas uma música. As demais são boas! (Destaque para a excelente versão breakbeat do tema, que toca do vídeo acima, a qual eu não achei para download em lugar nenhum ainda).

Desafio: 8

O jogo é relativamente fácil no modo Arcade, porém, a dificuldade aumenta nos outros modos (principalmente no Burst!). Diria que ela está bem dosada, tendendo ao fácil. Como todos os outros Darius, trata-se de um shmup metódico, com estratégias simples e mais ou menos repetitivas, ou seja, acaba dependendo mais da coordenação motora que do cérebro.

Diversão: 8

É incontestável: Darius Burst vai te proporcionar diversão. Não posso dizer que se trata de um dos melhores jogos da categoria, porém, sem dúvida, é o melhor shmup para PSP que saiu até hoje (junto com Star Soldier).

A mais famosa máquina de fazer sashimi da galáxia, agora com novos recursos.

Nota final: 8,5 -> Não há dúvidas de que você deve jogá-lo!

Extras:

- Pode-se destravar 3 naves para jogar (a Next é bem melhor que a original).
- Um bom fator de replayability (vários e vários caminhos).
- Darius é uma das franquias mais antigas de shmups, ou seja, nunca é demais comemorar a sobrevivência de um jogo por tanto tempo.
- Gráficos limpos, que usam bem a tela em widescreen.
- A progressão de armas finalmente faz alguma diferença (se você jogou os outros, sabe do que eu estou falando).

17 de jul. de 2010

Preview - Akai Katana

De tempos em tempos, a Cave sai da toca. O próximo lançamento se chamará Akai Katana.


Apesar da imagem lembrar mais um novo episódio de The King of Fighters, sim, é um shmup. Não sei se os "samurais" da foto irão aparecer no jogo efetivamente, ou se serão só imagens ilustrativas dos pilotos (assim como tem em Gigawing, Ikaruga, Area 88 e Aero Fighters). Eu temo que teremos mais um jogo sem naves, mas com "samurais" voadores (Vasara?), coisa que eu não acho das mais bacanas, mas é passável.


Cada nave (espero que sejam naves mesmo!) vai atirar as balas em um padrão, ou seja, viraram do avesso o conceito de bullet hell. Agora é você que atira os padrões de balas pela tela.


Ou, como diriam na ex-URSS, o padrão de balas atira VOCÊ!